Pensamento da semana


Maria Dulce Fernandes,

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Todos ao dois em um?

“Olá! Andas por aqui? Também és negacionista?” 

“Negacionista? Eu sou é anti-Costa e toda esta chusma de aldrabões que nos andam a sugar até à medula! “

O Tesla ficou estacionado muito provavelmente em frente à Igreja da Memória.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

38 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Uma fotografia de um evento que não existiu. Calhou ter de ir a Belém no sábado, e deparei com uma multidão de milhares de pessoas, que só percebi ao que ia, por me ter cruzado com uns retardatários que levavam cartazes. No sábado à noite, e no domingo à hora do almoço, vi os noticiários, da RTP, da SIC e da TVI, e, tirando uma nota de 20 segundos na RTP (numa peça sobre os confrontos com a polícia em manifestações “do tipo” em França e na Austrália) não vi nada sobre o assunto. Absolutamente nada. E na SIC até deram tempo de antena a um manif contra o Bolsonaro, que contou com uma dúzia de pessoas no Porto e duas dúzias em Lisboa – com 6 (seis) magníficas entrevistas 6 – (para aí 15% dos presentes). Nos jornais online, só encontro referência ao assunto no Correio da ManhEnfim, creio que chegámos ao tipo de democracia que o camarada Otelo queria para nós – em linha com a ditadura que o derrubou: o regime que nos protege das notícias que pervertem a opinião pública e desorientam contra a verdade, a justiça, a moral, a boa administração e o bem comum.

      1. De facto. Estava do outro lado da linha de comboio e ouvia-se perfeitamente – mas, já se percebeu que os nossos jornalistas são moucos.

      1. Não sei se é obra, nem se eram muitos milhares. Sei que trabalho há 15 anos nos Restauradores, pelo que tenho que chupar com mais manifs do que mereço, e estava tanta gente como na última manif do Nogueira (que até trazia professores de cartão, para fazer número!) e na manif da Cultura (que faziam o mesmo com os caixotes do PA), somadas e multiplicadas por cem. E todas estas tiveram direito a reportagens e entrevistas (e esta se calhar também teve, mas na BBC, como no tempo da outra senhora).

        1. JPT (não é anónimo por ter blog) há 15 anos a trabalhar nos Restauradores e farto de manifs.!
          É que é isso comparado com de 1957 (quase que apanhei a Isabel II) a 1992, obras, trânsito com cheiro a gasolina até ao último andar, desfiles de tropas, MP e LP, tanques de guerra uff!! ‘té quenfim’ e as manifs de 1974 a até 1992.
          Bons tempos: de criança até faltar doze anos prá reforma.
          S.

    1. ‘multidão de milhares de pessoas’, ou seja um grande número, com mais de duas mil pessoas.
      É obra! Com tanta gente nem sequer uma noticiazinha na cmtv, pudera ninguém foi preso por dizer: nem vírus, nem quem o apoiar. Assim não dá.
      Contra o Bolsonero foram poucos, para não serem identificados pelos secretas do medina.

    2. chegámos ao tipo de democracia que o camarada Otelo queria para nós

      Os jornais atualmente somente ainda subsistem devido ao adiantamento da publicidade que o Governo publica neles, ou seja, devido a dinheiro que lhes é pago pelo Estado. Portanto, não mordem na mão que lhes dá de comer.

      1. Não houve tantos jornais a bater no governo como agora e a contar histórias de faca e alguidar, até apareceu, agora, outra vez, o tal & qual com a treta do que é que está a dar.

  2. Estas pessoas gostam é de folclore e vão mostrando sempre a falta de respeito que têm por todos com a falta do uso da mascara.
    Podem negar muita coisa menos a sua própria imbecilidade que é sempre bem visível.

        1. E como sabe se estão infectados? Mesmo que estejam, e assumindo que há assintomáticos, não infectam ninguém que lá não esteja.

      1. A máscara serve para proteger os outros de nós, e não nós dos outros. Se, portanto, eu arrancar a máscara a outrém que esteja próximo de mim, só me estarei a prejudicar a mim mesmo. É problema meu.

          1. Sem dúvida que ninguém tem o direito de arrancar a máscara a outrém.
            Mas alguém o fez? Eu não sei, não estive na manifestação nem próximo dela, não vi. Acho estranho que alguém se outorgue o direito de chegar ao pé de outrém e lhe arrancar a máscara. E acho estranho que a pessoa a quem a máscara tenha sido arrancada não reaja.

    1. vão mostrando sempre a falta de respeito que têm por todos com a falta do uso da mascara

      As únicas pessoas de quem essas pessoas que não usam a máscara estão próximas são as outras pessoas que com elas participam na manifestação. Portanto, somente se comtaminam umas às outras, coisa que pelos vistos não as preocupa. Ninguém tem nada a ver com isso. Se se querem contaminar, que se contaminem.

      1. “As únicas pessoas de quem essas pessoas que não usam a máscara estão próximas são as outras pessoas que com elas participam na manifestação”

        Mais uma vez lhe pergunto: sabe isto tudo porque?

  3. Não entendo o que está o Tesla a fazer neste post, nem o sítio onde ele supostamente esteja estacionado. Que raio têm os carros da marca Tesla a ver com manifestações anti-confinamento?

    1. Exactamente porque o dono não é anti-confinamento e não é negacionista. É anti Costa, filiado no PS, esquerdista núcleo duro. Um paradoxo castiço, e como tal mencionei por simples curiosidade.

  4. Estou desejoso que seja aprovada a nova lei do PSD para acabar com estas manifestações.
    Se já tivesse sido aprovada eram todos internados compulsivamente e acabavam-se logo as tosses.

  5. É importante que o povo se manifeste contra alguma coisa. Desde que continue a pousar a cruz nos do costume, refilem que o Costa, covid e Bezos agradecem.

  6. Lido algures na concorrência:
    “Nos Dacotas temos exemplo de uma “experiência natural” com aquilo que mais se aproxima de um verdadeiro grupo de controlo, a permitir comparações rigorosas. São estados pequenos, vizinhos, demografica, cultural e geograficamente idênticos. O Dakota do Norte impôs confinamento rigoroso e obrigatoriedade de uso de máscara desde Março de 2020.
    No Dakota do Sul nada fechou e a máscara nunca foi obrigatória em circunstância alguma.

    Passado quase ano e meio, olha-se para as curvas de casos e de mortalidade de ambos e são perfeitamente idênticas nas datas, na forma e nos números. O Dakota do Sul registou maior número de mortos, cerca 150, mas também tem mais 100 000 habitantes que o vizinho a Norte.
    (…)
    E a propósito da menina retirada à mãe por não usar máscara, embora “off topic” não posso deixar de referir as conclusões de artigo científico de 30/6/2021 e publicado no JAMA Pediatrics. O artigo Intitula-se”Experimental Assessment of Carbon Dioxide Content in Inhaled Air With or Without Face Masks in Healthy Children – A Randomized Clinical Trial”
    ( https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2781743 )

    e nele pode ler-se:
    «We measured means (SDs) between 13120 (384) and 13910 (374) ppm of carbon dioxide in inhaled air under surgical and filtering facepiece 2 (FFP2) masks, which is higher than what is already deemed unacceptable by the German Federal Environmental Office by a factor of 6. This was a value reached after 3 minutes of measurement.» “

    Como continuo a ser um céptico radical por uma questão de método, lá fui verificar ao worldometers os dados dos Dakotas, quais as medidas implementadas e o link do estudo das máscaras nas crianças. Mas isto sou eu que sou céptico e não acredito em nada sem ter confirmação. Relativamente aos Dakotas, confirma-se. Relativamente às máscaras nas crianças também, pena que não se conheça estudo idêntico para adultos.

    1. Esse artigo cientifico foi retractado pelos editores, pois a metodologia utilizada não foi devidamente esclarecida.
      https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2782288?utm_campaign=articlePDF&utm_medium=articlePDFlink&utm_source=articlePDF&utm_content=jamapediatrics.2021.3252
      Antes de partilhar informação científica, por favor informe-se. A ciencia é escrutinada por pares, não é imutavel. Mas as metodologias usadas têm de estar livres de suspeita, algo que não aconteceu com esta publicação.

      1. “Presunção e água benta cada qual toma a que quer.”
        Limitei-me a citar algo escrito em 10/7/2021 que li e fui confirmar nesse dia ou no dia seguinte. Pelo link forneceu e que fui confirmar a retratacção do artigo é de 16/7/2021. As suas conclusões são mera presunção e não têm nada de científico.
        Em todo o seu comentário só se aproveita a informação de que o artigo foi retractado e o respectivo link. E isso agradeço-lhe.

        1. Bom dia, antes de mais, eu limitei-me a chamar a atenção para a retração. Depois, pedi-lhe que se informasse antes de partilhar informação cientifica. A seguir, referi (infelizmente por experiencia propria, que a ciencia não é imutavel. Eu não tirei conclusões: limito-me a chamar a atenção para a retração. A retração é de 16.7, o seu comentário foi de 28.7, pelo que teve uns dias para poder ter acesso à dita retração. Começar o seu comentário com um insulto velado, e dizer que tirei conclusões, quando não o fiz, é no minimo grosseiro. Por isso, a si, que gosta de divulgar publicações retratadas e tentar insultar outros…não lhe agradeço nada. Saúdinha é o que lhe desejo, que precisamos todos.

    2. Temos atualmente em curso uma experiência natural muito interessante: a Inglaterra (ou o Reino Unido, que é quase a mesma coisa, pois que a imensa maior parte da população do Reino Unido vive na Inglaterra). O número de casos sars-cov-2 começou a descer de forma sistemática praticamente no mesmo dia em que terminou o confinamento. Se a descida continuar sem parar durante mais um par de semanas, isso mostrará que o confinamento em nada influenciou a evolução da epidemia.

      1. Nós somos muito mais inteligentes. Vamos fazer o desconfinamento no Outono para coincidir com o inicio das infecções respiratórias e assim sustentar a narrativa da tragédia do desconfinamento. Se continuassemos confinados e com máscaras como é que depois justificavamos o caos que vai haver nas urgências este ano por causa destas medidas estúpidas?

      2. Fui confirmar e realmente o número de casos no Reino Unido (Escócia, Irlanda do Norte e País de gales) tem estado a descer desde 18/7/2021. Mas acho que está a cometer o mesmo erro de quem diz que após a entrada em vigor dos confinamentos os casos começaram a descer em consequência. Sem um grupo de controlo não se podem retirar conclusões. E se mesmo com as restriçoes que vigoravam antes de 19 deste mês os casos também descessem? Será que podíamos atribuir a descida à continuação das restrições? Sem experiências em que se possa separar a influência das várias variáveis nunca passaremos das associações e das correlações. Em laboratório é possível isolar variáveis e repetir as experiências, mas nestes fenómenos isso não é possível, restando apenas os grupos de controlo para tentar resolver esse problema.
        Não sei o que se passa na Escócia, na Irlanda do Norte e no País de Gales. Mas se continuam com o mesmo tipo de restrições que tinha Inglaterra antes de dia 19 concordo que temos uma experiência natural a decorrer. Inglaterra servirá de grupo de controlo.

        1. Não entendo a sua argumentação.
          Aquilo que a sabedoria convencional diz é que os confinamentos fazem baixar o número de casos, que sem confinamentos cresceriam sem parar.
          Aquilo que o Reino Unido parece estar a mostrar é que o número de casos pode baixar naturalmente, mesmo sem nenhum confinamento.
          Aquilo que o Reino Unido parece estar a sugerir é que, se em Portugal se acabasse com todas as estúpidas e pérfidas restrições a que estamos submetidos, ainda assim o número de casos em Portugal continuaria a baixar, como tem estado a baixar desde há uma semana.

          1. Vou tentar ser o mais rigoroso possível.
            Quando alguém afirma que depois do confinamento (ou uso de máscaras) os casos começaram a descer e infere que a causa da descida é o confinamento, eu digo que não se pode retirar essa conclusão. Não se dispondo de um mundo paralelo onde tudo fosse igual excepto o confinamento e não se sabendo o que aconteceria nesse mundo paralelo, não é possível concluir nada. Trata-se de associações, correlações, pode ser tudo fruto do acaso ou de variáveis que desconhecemos. Da mesma forma não é possível concluir nada sobre o levantamento de restrições em Inglaterra. Não sabemos se sem esse levantamento os casos aumentariam, se seriam idênticos aos actuais ou se seriam inferiores aos actuais. É este o meu ponto.
            Relativamente a Portugal são válidos os mesmos argumentos. Dou-lhe razão nas “estúpidas e pérfidas restrições a que estamos submetidos” por tudo o que argumentei e sobretudo à luz do exemplo dos Dakotas, que são aquilo que mais se aproxima de um verdadeiro ensaio clínico com grupo de controlo de onde se podem e devem retirar conclusões.

  7. Os confinamentos, a destruição da economia, a destruição da classe média, o poder, salvador, dos Estados. Cidadãos versos escravos.
    “If you’re independent, the government works for you like it’s supposed to. If you depend on the government to give you a paycheck to fed your family every month… now the government rules you…”
    “So instead of a middle class, we have the government upper class, and the lower class dependents that rely on the government to survive…”
    “in other words, we have a slave class… and that’s what they’re trying to do.”

    Os rendimentos da classe política e anexos -os que gravitam na AR/partidos/funcionalismo- não são afectados pelos confinamentos que, com tanto à vontade!, decretam.

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