Pensamento da semana


João Pedro Pimenta,

Já ouvi um ou outro comentário, e também nas caixas do Delito, a dizer que mesmo depois da pandemia se deviam usar máscaras no Inverno para impedir constipações. Se puder optar, venham todas as constipações. Pretender continuar com mascaras pós-pandemia equivale a alguém estar preso, receber a ordem de soltura e preferir ficar na prisão porque lá fora há muitos drogados.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

41 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Se nos livrarmos desta pandemia; se as vacinas forem o que se espera; se o covid 19 se tornar um vírus a que aprendemos a resistir e para que criámos armadura suficiente; se não surgir outro ou outra variante ainda pior e mais danosa, então arrumo a máscara. Até lá, e lá parece-me hoje mais distante que há duas semanas, até lá não nos resta outra opção que andar amordaçados e a respirar com dificuldade, desejando sair dos espaços públicos e fechados, fazendo à pressa o que há a fazer no intuito de retirarmos a máscara que nos protege mas tanto nos tolhe, nos centrifuga o pensamento que até as ideias nos encolhem e chegam mesmo a recusar nascer.

  2. As máscaras é o menos. Os fascistas no governo —com o aval dos fascistas na com. social e com o aval dos fascistas em todo o lado que não sabem que são fascistas— já estão a pensar em emitir certificados digitais nacionais para as pessoas se deslocarem e acederem a serviços, ideia que só por si é perfeitamente inconstitucional. Vão começar por dizer que é só para concertos e mega-eventos, mas depois até para a D. Mariquinhas entrar sozinha na padaria vai ser preciso um. Fiquem atentos, porque estes cabrões fdp do estado-enfermeiro nunca dormem.

    1. A aplicação covid foi um fiasco, eles querem à viva força controlar o movimento das pessoas. Como os mais novos estão renitentes em ser vacinados, têm de arranjar uma maneira de lhes sacar os dados pessoais. O certificado digital é ouro sobre azul. Além de ficarem com uma base de dados a nível nacional sabem sempre onde andam os putos.

  3. Compreendo a necessidade de usar máscara agora, e compreendo a necessidade de a usarmos se estivermos doentes (à semelhança do que acontece em vários países na Ásia). Agora, andar de mascara por defeito? Não me tramem. Assim que derem ordem de soltura da máscara até penso que é mentira. Trabalhar em permanencia com mascara, em particular se não trabalhamos em ambientes hospitalares e que tais, é pura tortura.

  4. A máscara é um sufoco. Ter que andar com a máscara 10 horas por dia é uma agonia. Mas bem vistas as coisas, as minhas colossais crises alérgicas há praticamente dois anos que não se manifestam . Dá-me muito o que pensar, João Pedro.

    1. bem vistas as coisas, as minhas colossais crises alérgicas há praticamente dois anos que não se manifestam

      É verdade, este ano eu também praticamente não tive alergia. Só que – eu praticamente nunca uso máscara.

      E no ano passado, em que a Dulce não teve crises alérgicas, também não usava máscara.

      1. Em 2020, no ano passado, portanto, fechados em casa na Primavera, com saídas esporádicas, ninguém usava máscara senão para os passeios higiénicos e ir às compras. Depois de desconfinarmos em Maio, passei a usar a máscara como toda a gente. Até hoje.

    2. Penso que não devemos associar o uso da máscara com a diminuição das alergias. Devemos sim é ver o que houve de diferente para isso acontecer. A diminuição de automóveis, a diminuição de saídas à noite, diminuição dos contactos, e todas as outras alterações de comportamento contribuíram para essa diminuição de alergias.
      Essas medidas podem ter resultado no curto prazo, mas a médio e longo prazo pode crer que o seu sistema imunitário vai sofrer se continuarem com esta estupidez.

  5. Eu sou a favor de que as pessoas usem as máscaras que lhes apeteça. Sou contra o serem obrigadas a usá-las. Tanto depois como antes e como durante uma epidemia.

  6. Depois de ano e meio de pandemia a lavagem ao cérebro é tão eficaz que ainda há pessoas que pensam que a máscara é obrigatória na rua, mesmo estando sozinhas e não haja ninguém num raio de dez metros.
    Ainda há quem fique admirado com a ascensão do Hitler e o extermínio dos Judeus, se tivessem proposto no início um campo de concentração para meter os infectados toda a gente apoiava. Os cercos sanitários sem estado de emergência são isso mesmo.
    Governar à base do medo, incute nas pessoas uma letargia que as impede de pensar.
    Morrem dez ou vinte vezes mais pessoas de outras doenças, houve milhares de consultas de outras especialidades que não foram feitas, a economia está feita num caos com centenas de falências pré anunciadas. E está tudo preocupado, não com o que o vírus fez, mas com aquilo que as constipações podem vir a fazer.
    Mas está tudo doido, ou sou só eu?

  7. A máscara tornou-se um fetiche para muita gente dominada por crescente pavor fóbico.
    Incrivelmente, há televisões a fomentar isso.

    Há uma semana, vi uma enviada especial da SIC usando máscara em Budapeste quando ali já ninguém a usa: queria impor o critério sanitário português à capital da Hungria.
    Agora já anda também ela por lá sem máscara.

    Também há dias, no Porto Canal, vi outra jornalista entrevistar um cavalheiro: estavam ambos no alto de uma serra, sem mais ninguém em redor. Ele sem máscara, naturalmente; ela de máscara cirúrgica como se estivesse num escritório ou numa estação de comboio à hora de ponta.

    Comportamento fóbico estimulado pelas televisões nos contextos mais ridículos.

    1. A máscara tornou-se um fetiche para muita gente dominada por crescente pavor fóbico.

      Exatamente. Plenamente de acordo.

  8. E as pessoas que estão doentes, deveriam usar máscara?

    Aquando do primeiro “desconfinamento”, os RH da empresa deram indicações para que quem tivesse sintomas ficasse em casa. Em conversa informal, questionei como seria pós-covid, se um indivíduo que tivesse gripe, por exemplo, deveria vir trabalhar ou ser teria direito a ficar em trabalho remoto. A senhora disse que mesmo antes do covid quem estivesse com gripe ficava em casa. Rimo-nos um bocado.

    O pessoal podia preocupar-se menos com máscaras, e mais em não tossir e espirrar para o infinito e mais além

  9. Predefinir, mesmo que apenas por pressão social, a máscara por qualquer mínima maleita, talvez fosse o verdadeiro princípio do fim da nossa espécie: o sistema imunitário precisa de treino.

    1. Sim , como se não nascêssemos preparados para o mundo natural que vamos encontrar ,aliás. dá ideia que pensam que a Natureza é burra ; claro que para os “ambientes” artificiais criados pelo homem através de manipulações genéticas é que não vimos preparados ..nem vimos preparados para lidar com ressuscitados organismos congelados há milénios. o calostro de agora não vem com essas bactérias.
      e chamar vacina a um preparado que não evita os contágios é claramente um engano , talvez lhe pudessem chamar pré vacina ou assim , agora vacina é que não..

  10. Ou muito me engano ou o pensamento da semana é forjado.

    A máscara, onde tradicionalmente usada, é para uso dos constipados não para evitar constipações do usuário; como prevenção de constipações é puro disparate, salvo imunodeficientes..

  11. Intrigantes estas vagas, sucessivas, de vírus (variantes?). Não obedecerem a nenhum ritmo plausível. Ignoram geografia, clima, diferentes tipos organização social…. Aparecem, desaparecem, re-aparecem aqui, ali, acolá sem aparente nexo, acto, efeito, consequência.
    Autoridades obviamente sem controlo, indiscutivelmente reconhecível.
    Os excelentes resultados de exploração das gigantescas industrias da saúde, farmaceuticas e equipamento -e os seus monopólios- seja de que nacionalidade for, levam-nos a ter que tomar em conta -não podemos deixar de considerar- a hipótese de “alguém”, com óbvios interesses, esteja a “re-infectar” o nosso dia a dia.
    Porquê este pudor em considerar e analizar estas hipóteses?.
    Será que nestas indústrias os seus donos e senhores são intocáveis anjos?.
    Caro homónimo. Se calhar já por cá andamos há muitas luas. Já não “vamos a foguetes” por “dá cá aquela palha”. Saudações.

  12. A máscara é um sufoco, a máscara é para ser usada somente entre a multidão. A máscara é feira de materiais plásticos, derivados do petróleo. A máscara liberta microplasticos que respiramos. A máscara é uma tortura, impede um sorriso e outras expressões. A máscara para uns é fetiche, para outros manifestação de medo, para outros de poder virtuoso. A máscara é uma merda (só tem o seu papel e nada mais). Sempre que possível ando sem ela. Morra a máscara! Pim!

    Catarina Silva

  13. O vírus é indiferente a considerações dessa estirpe. Usa máscaras quem quer, quem não arrisca conscientemente matar e/ou morrer. Opções.

  14. Vou usar máscara até estimar que não corro riscos inúteis.
    Concordo que é muito desagradável, mas mais “desagradável “ainda é
    levar com o “bicho”.
    Viajei ontem para Portugal. 2 coisas me surpreenderam.
    A primeira foi que vários passageiros baixaram a máscara quando nos foi
    dito que era obrigatória. Reclamei e eles muito contrariados la colocaram a máscara
    mas o nariz ficou de fora. A segunda foi os comes e bebes a meio da viagem , como
    é evidente todos tiraram a máscara. Estou farta destas incoerências.
    Já recebi as 2vacinas e o teste PCR + atestado tive que pagar 180 €.
    Dei muito nas vistas no avião porque usei luvas e uma espécie de blusa comprida
    e muito fina normalmente utilizada nos hospitais para certos tratamentos ( verde florescente ) . É o último dos meus problemas que gozem comigo.
    Quando nos protegemos estamos também a proteger os outros à nossa volta.
    O teste do vírus chinês já está preparado para quando a minha mãe chegar para jantar.
    O desinfectante está em todas as divisões da casa.
    Paranoïa? Talvez, mas inofensiva . Quero ser livre o mais rápido possível.

    1. Como dizia a Graça Freitas, a máscara dá uma falsa sensação de segurança. Basta ver o tamanho do vírus e a densidade das máscaras, é o mesmo que tapar o sol com uma peneira, com a agravante das máscaras ao fim de umas horas acumularem toda a sorte de vírus, bactérias e fungos.

      1. Não usar máscara a mim dá-me uma sensação de perigo.
        Tem os seus inconvenientes é certo .
        Não sei que máscaras usam , as minhas teem 7 camadas finas
        e são certificadas. Dito isto, cada um faz como entender e não
        pretendo influênciar ninguém. Quem sou eu para tal pretensão?
        Não esquecer a pretensão dos suecos.

        1. Acho muito bem que use máscara, eu também uso se estiver 15 minutos junto das mesmas pessoas ou num lugar onde houver muita gente ao molho (supermercado, por exemplo):
          Posto isto talvez fôsse bom que visse algures o tamanho do “bicho” e comparasse com o tamanho da malha das suas máscaras, é que a certificação de que fala não se refere à eficácia da máscara contra o tal “bicho” ou outros, apenas lhe garante que o fabrico foi feito segundo determinados regras “certificadas” (lá está, a palavra mágica faz milagres…)

        2. Os suecos não estão piores que o resto do mundo.

          Não pretende influenciar ninguém, mas já tem o teste e o desinfectante prontos para receber a mãe…?

          Engraçado: A mim dá-me sensação de perigo é usá-la, para além da sensação de não estar a oxigenar o sangue e por seu turno os tecidos e os órgãos, incluindo o cérebro… E como já disseram muitos aqui que eu não queria repetir – atenção ao sistema imunitário!

        3. A pretensão dos Suecos que foram sempre na base do aconselhamento e não da obrigação, em termos de comparação, têm menos de 4000 mortos que nós.

    2. Inofensiva?!?!?

      A Hipocondria é uma doença do foro mental. Palavras-chave na frase anterior: DOENÇA. MENTAL.

      Para um vacinado, o desagradável de apanhar o bicho é suposto não ser mais que uma constipação leve…

      A máscara não a protege a si, protege os que estão à sua volta de serem eventualmente contaminados por si…

      Mas para quê pensar nas coisas quando as autoridades nos dizem o que fazer, não é? Heil Corona!

    3. PS – O uso de máscara também não é nada inofensivo… E já muitos o explicaram em comentários anteriores, por isso escuso-me de os repetir.

      1. E , esses muitos quem são?
        Estão autorizados a nos indicar como devemos ou não fazer?
        A amiga que me acompanhou nesta viagem é médica e “mascarou-se “
        como eu. No meu pequeno prédio na Suíça tenho uma vizinha que é professora
        de medicina e também usa máscara.
        Peço desculpa mas já não respondo a mais comentários.
        Se sou maluquinha não sou infelizmente a única.

        1. O problema não é você usar máscara, o problema é você sentir-se no direito de chamar a atenção dos outros para colocar a máscara. Se você se sente bem em usar máscara, óptimo, não queira é obrigar os outros a respirar por um trapo cheio de bactérias vírus e fungos várias horas por dia.

        2. Por serem médicos ou professores de medicina não deixam por isso de ser pessoas como as outras e portanto com o mesmo tipo de reacções ao medo, contra os “medos interiores” de cada um não há nada que os outros possam fazer.
          Aliàs todos conhecemos médicos que têm medo de ír ao médico (alguns até o confessam).
          A quantidade maluca de pessoas que se borram todas de andar de aviâo e acham normal fazer a A1 ou a A2 a 180Km/h.
          E tenho um conhecido com mais de 70 anos que nunca andou de metro na vida porque tem medo de ficar soterrado…

        3. Se o vírus se transmite por aerosol com partículas como as do tabaco fumado então as máscaras não protegem muito.

        4. Não, é uma pessoa completamente racional e civilizada. Já os Sousas e demais arautos das “””verdades””” é que preferem chafurdar na ignorância armados em combatentes pela liberdade. Se passado mais de um ano desde o início desta brincadeira ainda dizem disparates sobre “tAmAnHo Do BiChO sEr MaIs PeQuEnO dO qUe As MaLhAs Da MáScAra” (esta é linda; se assim fosse, nenhum profissional de saúde usaria qualquer tipo de máscara para o que quer que fosse) e que não conseguem respirar/que a máscara impede a oxigenação do cérebro, então faz muito bem em ignorar tal gentuça.

          Continue assim, que as pessoas civilizadas agradecem. Os burros (saudáveis, não pessoas com problemas pulmonares à séria) de nariz de fora da máscara e os conspiracionistas e sabichões como os Sousas não merecem mais do que desprezo – ou de serem chamados à atenção, quer queiram, quer não queiram. Delito de opinião é mesmo de cada vez que puxam pelo teclado para escrever alarvidades. 🙂

          1. Realmente, só mesmo aqui no Delito de Opinião é que as pessoas auto-intituladas civilizadas podem escrever um chorrilho de disparates.
            Rebater uma opinião contrária com um ataque pessoal não só demonstra falta de argumentação como também falta de educação e de formação.

          2. A capacidade de retenção de partículas das máscaras descartáveis é de
            1. partículas superiores ou iguais a 3 µm ≥ 95%
            2. partículas entre 0,5 µm e 0,7 µm ≥ 35%
            Vá ver o que quer dizer aquele símbolo e faça alguma coisa.

            A dimensão do vírus em causa varia entre 50 e 140 nanómetros.
            Vá ver o que quer dizer nanómetro e faça alguma coisa.

            Quanto ao “esta é linda; se assim fosse, nenhum profissional de saúde usaria qualquer tipo de máscara para o que quer que fosse” é que é linda para fazer comparações entre coisas que não têm nada a ver umas com as outras, a do “qualquer tipo” e o “que quer que fôsse” dá para tudo e portanto não dá para nada.
            Pelos vistos ainda não reparou (e era fácil reparar) que os profissionais dedicados ao Covid têm uma proteção que parecem astronautas e não uma máscara de “qualquer tipo” (até os dentistas!).

            Vê-se bem que não é frequentador de hospitais e fico feliz por si.
            Ainda que como acompanhante não “saio” deles há 10 anos, todas as semanas, por isso admito que tenho pouca paciência para hipocondríacos militantes.

            Arranje uma vida e meta-se dentro dela ainda que me pareça que já não vai a tempo.

            PS – A tecla “caps lock” não é para ser usada de forma aleatória e ao sabor da irritação do momento.

    4. “Quero ser livre o mais rápido possível.”
      Pelos vistos continua a fazer tudo o que já se provou (científicamente) ser pouco útil ou mesmo inútil de todo, enquanto vai dando cabo de algumas defesas imunitárias essenciais agora e que a poderão levar a outro tipo de problemas talvez até mais complicados.
      A pensar assim como o faz ao longo do comentário nunca mais será livre na acepção “naîve” que é a sua pois o vírus não vai desaparecer e no resto do mundo há muita gente que não segue os seus sábios conselhos.

  15. A máscara é um símbolo de obediência acéfala e do domínio de um povo pelo medo. Abaixo a máscara e que venham as constipações e as gripes.

    1. Se tivesse a viver uma situação de cancro gostava de entender “símbolo de obediência acéfala”. Não devemos fazer afirmações que acabam chocando alguém e são muitos os “alguém”.
      Maria

      1. Tenho 3 situações actuais de cancro nos parentes em 1º grau (repito 1º grau) e não percebo de todo o seu argumento para a Susana V.
        É que aqui os meus não se consideram “coitadinhos”: lutam e continuam com a vida.
        Claro que tomam todas as precauções e nós que os rodeamos também, mas daí a criticar quem não tem essas preocupações porque decerto não tem esses problemas vai um mundo.
        Era bonito estender essa ideia aos múltiplos aspetos da vida, nunca mais ninguém podia abrir a boca (às vezes penso que é isso que muita gente quer).

        Como nota é “estivesse” e não “tivesse”, agora deu-se nisto por toda a parte, pobre língua portuguesa.
        Tire o “a viver” e pode lá deixar o “tivesse”.

        1. Por amor da Santa, referia-me às máscaras no contexto do post – usadas por sistema por pessoas saudáveis como protecção contra viroses. E sobretudo, quando usadas ao ar livre, uma vez que não existem quaisquer estudos que demonstrem a sua eficácia. Obviamente que há casos onde se justifica a sua utilização.

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