Pensamento da semana


Maria Dulce Fernandes,

Escreveu Tolstoi em “Ressurreição”: o único fim dos tribunais é o de manter a sociedade no seu estado actual. 

Provou-se o conceito factual? Nada de novo, portanto.

 

                                                          Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

12 comentários em “Pensamento da semana”

  1. É engraçado, aqueles que mais berram contra os populismos são aqueles que mais exigem justiça popular.
    Os tribunais deviam ser parecidos com o festival da canção. Os réus cantavam, e a malta depois fazia uma petição e votava no pior, e prontos, e era assim.

      1. Ora aí está, por isso é que acabaram com os tribunais plenários. A justiça não pode ser boa só quando nos convém.
        Neste caso concreto está toda a gente a criticar um juiz e a desculpar o ministério publico.
        Felizmente não é a opinião pública que julga, e aqui, a haver culpas, é em ambos os lados, não é só o juiz.

        1. “a haver culpas, é em ambos os lados, não é só o juiz.” Sobretudo do Ministério Público. Mas os “media” orientaram a coisa para o outro lado e ….. vai tudo atrás …. até ver. Nem sempre os “media” ganham, há casos em que acaba por haver clarividência.

          1. Os ” média ” tentam influenciar, veja o caso da pandemia.
            Eu quando refiro o juiz, refiro-me ao primeiro e ao segundo; o primeiro porque chamou a comunicação social e fez o aparato que fez, o segundo porque aproveitou o caso para ajustar contas com o ministério público. O ministério público porque foi incompetente e não apresentou provas sólidas.
            A comunicação social faz o papel dela, quer show off, quer audiências, e é o vale tudo.

  2. Das duas uma: Ou consideramos que os tribunais são úteis e independentes ou não.
    Se declaramos que só pode haver um veredito e que se o tribunal não o proferir falhou, então o tribunal não faz falta nenhuma. Basta uma árvore alta e uma corda curta.

    1. Para quê mais autos de fé do que aqueles promulgado pela opinião pública, vulgo redes sociais?
      Os tribunais são úteis? Claro que sim ! São independentes? Deviam ser, mas a imparcialidade não é uma instituição.

  3. Se as acusações estão suficientemente provadas, falhou o juiz; se não estão, falhou o ministério público. Em qualquer dos casos falhou a justiça.
    Se a justiça falhou por falta de organização e de meios, falhou o governo; se falhou por falta de previsão legal, falhou o regime.
    Como nada é mutuamente exclusivo, podem ter falhado todos; o que explica as 190 mil assinaturas e poderia justificar uns coletes amarelos, montras partidas, contentores de lixo incendiados e substancial reforço do efectivo policial na Ericeira.

      1. Não é só a justiça mas, não exclusivamente, também o ensino e a saúde. De facto, as únicas que não pagam pelos erros dos outros serão as autoestradas.

  4. VAIDADE DAS VAIDADES, DIZ O ECLESIASTES, VAIDADE DAS VAIDADES!

    TUDO É VAIDADE.

    QUE PROVEITO TIRA O HOMEM DE TODO O TRABALHO COM QUE SE AFADIGA DEBAIXO DO SOL

    UMA GERAÇÃO PASSA. OUTRA VEM; MAS A TERRA SEMPRE SUBSISTE.

    O SOL SE LEVANTA, O SOL SE PÕE; APRESSA-SE A VOLTAR A SEU LUGAR; EM SEGUIDA, SE LEVANTA DE NOVO. O VENTO VAI EM DIRECÇÃO AO SUL, VAI EM DIRECÇÃO AO NORTE, VOLTEIA E GIRA NOS MESMOS CIRCUITOS.

    TODOS OS RIOS SE DIRIGEM PARA O MAR, E O MAR NÃO TRANSBORDA. EM DIRECÇÃO AO MAR, PARA ONDE CORREM OS RIOS, ELES CONTINUAM A CORRER. TODAS AS COISAS SE AFADIGAM, MAIS DO QUE SE PODE DIZER.

    A VISTA NÃO SE FARTA DE VER, O OUVIDO NUNCA SE SACIA DE OUVIR.

    O QUE FOI É O QUE SERÁ: O QUE ACONTECE É O QUE HÁ DE ACONTECER.

    NÃO HÁ NADA DE NOVO DEBAIXO DO SOL. SE É ENCONTRADA ALGUMA COISA DA QUAL SE DIZ´´VEJA ISTO É NOVO´,ELA JÁ EXISTIA NOS TEMPOS PASSADOS. NÃO HÁ MEMÓRIA DO QUE É ANTIGO, E NOSSOS DESCENDENTES NÃO DEIXARÃO MEMÓRIA JUNTO DAQUELES QUE VIRÃO DEPOIS DELES.

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