Escreveu Tolstoi em “Ressurreição”: o único fim dos tribunais é o de manter a sociedade no seu estado actual.
Provou-se o conceito factual? Nada de novo, portanto.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
Escreveu Tolstoi em “Ressurreição”: o único fim dos tribunais é o de manter a sociedade no seu estado actual.
Provou-se o conceito factual? Nada de novo, portanto.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
É engraçado, aqueles que mais berram contra os populismos são aqueles que mais exigem justiça popular.
Os tribunais deviam ser parecidos com o festival da canção. Os réus cantavam, e a malta depois fazia uma petição e votava no pior, e prontos, e era assim.
O que é isso de justiça popular? Justiça é justiça e não deve ter togas para cada ocasião.
Ora aí está, por isso é que acabaram com os tribunais plenários. A justiça não pode ser boa só quando nos convém.
Neste caso concreto está toda a gente a criticar um juiz e a desculpar o ministério publico.
Felizmente não é a opinião pública que julga, e aqui, a haver culpas, é em ambos os lados, não é só o juiz.
“a haver culpas, é em ambos os lados, não é só o juiz.” Sobretudo do Ministério Público. Mas os “media” orientaram a coisa para o outro lado e ….. vai tudo atrás …. até ver. Nem sempre os “media” ganham, há casos em que acaba por haver clarividência.
Os ” média ” tentam influenciar, veja o caso da pandemia.
Eu quando refiro o juiz, refiro-me ao primeiro e ao segundo; o primeiro porque chamou a comunicação social e fez o aparato que fez, o segundo porque aproveitou o caso para ajustar contas com o ministério público. O ministério público porque foi incompetente e não apresentou provas sólidas.
A comunicação social faz o papel dela, quer show off, quer audiências, e é o vale tudo.
Justiça na terra nunca haverá!
O ser humano é a perversão do universo!
Das duas uma: Ou consideramos que os tribunais são úteis e independentes ou não.
Se declaramos que só pode haver um veredito e que se o tribunal não o proferir falhou, então o tribunal não faz falta nenhuma. Basta uma árvore alta e uma corda curta.
Para quê mais autos de fé do que aqueles promulgado pela opinião pública, vulgo redes sociais?
Os tribunais são úteis? Claro que sim ! São independentes? Deviam ser, mas a imparcialidade não é uma instituição.
Se as acusações estão suficientemente provadas, falhou o juiz; se não estão, falhou o ministério público. Em qualquer dos casos falhou a justiça.
Se a justiça falhou por falta de organização e de meios, falhou o governo; se falhou por falta de previsão legal, falhou o regime.
Como nada é mutuamente exclusivo, podem ter falhado todos; o que explica as 190 mil assinaturas e poderia justificar uns coletes amarelos, montras partidas, contentores de lixo incendiados e substancial reforço do efectivo policial na Ericeira.
Coitada da justiça que paga sempre pelos erros dos outros. Aqui creio que falhou tudo.
Não é só a justiça mas, não exclusivamente, também o ensino e a saúde. De facto, as únicas que não pagam pelos erros dos outros serão as autoestradas.
VAIDADE DAS VAIDADES, DIZ O ECLESIASTES, VAIDADE DAS VAIDADES!
TUDO É VAIDADE.
QUE PROVEITO TIRA O HOMEM DE TODO O TRABALHO COM QUE SE AFADIGA DEBAIXO DO SOL
UMA GERAÇÃO PASSA. OUTRA VEM; MAS A TERRA SEMPRE SUBSISTE.
O SOL SE LEVANTA, O SOL SE PÕE; APRESSA-SE A VOLTAR A SEU LUGAR; EM SEGUIDA, SE LEVANTA DE NOVO. O VENTO VAI EM DIRECÇÃO AO SUL, VAI EM DIRECÇÃO AO NORTE, VOLTEIA E GIRA NOS MESMOS CIRCUITOS.
TODOS OS RIOS SE DIRIGEM PARA O MAR, E O MAR NÃO TRANSBORDA. EM DIRECÇÃO AO MAR, PARA ONDE CORREM OS RIOS, ELES CONTINUAM A CORRER. TODAS AS COISAS SE AFADIGAM, MAIS DO QUE SE PODE DIZER.
A VISTA NÃO SE FARTA DE VER, O OUVIDO NUNCA SE SACIA DE OUVIR.
O QUE FOI É O QUE SERÁ: O QUE ACONTECE É O QUE HÁ DE ACONTECER.
NÃO HÁ NADA DE NOVO DEBAIXO DO SOL. SE É ENCONTRADA ALGUMA COISA DA QUAL SE DIZ´´VEJA ISTO É NOVO´,ELA JÁ EXISTIA NOS TEMPOS PASSADOS. NÃO HÁ MEMÓRIA DO QUE É ANTIGO, E NOSSOS DESCENDENTES NÃO DEIXARÃO MEMÓRIA JUNTO DAQUELES QUE VIRÃO DEPOIS DELES.