Pensamento da semana


Teresa Ribeiro,

A lucidez é um filtro com uma forte componente anti-social, na medida em que nos impede de avaliar os outros de acordo com as suas expectativas.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

22 comentários em “Pensamento da semana”

  1. O Problema Não será tanto “A Lucidez”, mas Sim os Estereótipos Criados pela nossa “Lucidez”, Esses sim são a Forte “Componente Anti-Social” que “nos Impede de Avaliar os Outros”, no entanto Nem Todos Nós Conseguimos Ter um Espírito Neutro de Avaliação para com o Outro, Ter Uma “Open Mind” para Compreender o Outro.

  2. Para que tivéssemos Hoje Total Harmonia em Sociedade, era preciso que os Movimentos dos Anos 60/70 tivessem tido a “Lucidez” para Efetivar o Lema “Peace and Love”. É Idílico Pensar Essa Possibilidade de Harmonia Social, que Apenas podemos Encontrar na Música, “Imagine” de John Lennon.

        1. Sim, É Verdade, E ao Certo ao Certo, Nunca poderemos Agradar a Gregos e Troianos, e Nem mesmo Cristo conseguiu Agradar a Todos! Seria Uma Utopia conseguir Harmonia tal como Numa Música, tal como em Toda a Forma de Arte e o que Ela nos Transmite.
          Entretanto com a sua Explicação a JM no comentário das 12:50, consegui Compreender Melhor o seu Ponto de Vista, sobre o seu Pensamento. De facto o Egocentrismo das Redes Sociais, ou talvez o Realmente Não estar na Presença Física do Outro, Facilite esse Egocentrismo.

  3. Se excluirmos deste silogismo os sacanas, por cujas expectativas a minha tolerância raramente se compadece, restam os fracos e os pobres de espírito. Para estes, a minha tolerância é ambivalente. Mas não percebo como é que a lucidez é um filtro que nos impede de ver os outros de acordo com as suas expectativas!
    Independentemente destas considerações, o seu raciocínio é um autêntico murro no estômago, uma vez que – vou ser benévolo -, num mundo de propensoês, todos vivemos momentos de fraqueza e instantes de equívocos, aos quais ninguém escapa. Neste caso, a lucidez de quem nos julga pode ser assassina. Mas talvez já não seja lucidez! A lucidez só o é se abarcar o conjunto das perguntas: quem, quando, onde, como e porquê. Só assim escapa à concepçâo que temos da vida e do mundo. Mas só é abertura à alteridade se, num momento posterior, a sujeitarmos à mundividência ética e filosófica: a sacanice, afinal, é também uma falha de carácter, sendo igualmente merecedora de compaixão como qualquer outra. E este já não é o momento da lucidez, é o momento do julgamento moral. Haverá sempre julgamentos compassivos e não compassivos.

    Se o seu silogismo pretende apenas demonstrar que a lucidez é uma qualidade cognitiva e intelectual que, tal como o mérito, provoca desigualdade entre as pessoas, então o odioso é de quem não tolera a diferença, por manifesta falta de humildade. O ser anti-social tanto advem da timidez ou da soberba como da inveja e da estupidez.

    1. “Não percebo como é que a lucidez é um filtro que nos impede de ver os outros de acordo com as suas expectativas!” – junte a auto-indulgência à actual obsessão pela imagem e pela popularidade a que as redes sociais deram gás e aí tem as tais expectativas.

      1. Pois, a auto-indulgência e a indulgência são os filtros necessários. A lucidez é apenas uma qualidade cognitiva e intelectual – não é um filtro que as substitua.
        A socialização é a valorização do ser humano – com todas as suas virtudes e defeitos. Quando nos deixamos assoberbar, não é por efeito da lucidez, é por falta de empatia, por vazio existencial. Mas não há vazio que o amor não preencha.
        Eu isolo-me muito e socializo muito: pratico a bipolaridade. A minha empatia tem um pavio muito curto, mas eu esforço-me imenso para não a deixar morrer.

  4. A lucidez é o filtro que nos permite regular a cor da vida, mas infelizmente a velhice vai encarregar-se de nos tornar daltónicos.

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