“Cada um tirará as suas conclusões acerca da presença do primeiro ministro na comissão de honra de Luís Filipe Vieira, mas aproveitamos a oportunidade para assegurar que esta candidatura será sempre pela separação escrupulosa entre a política e o futebol“, diz um dos candidatos à presidência do Sport Lisboa e Benfica.
O primeiro-ministro já está a levar no toutiço, como aliás seria de esperar. E é bem dado.
Já não vou pelo caminho do Novo Banco, que estamos todos a pagar, pelos processos judiciais, que até hoje deram zero, ou pela clubite, que de uma forma ou de outra, até no desprezo, a todos nos afecta.
Nem sequer me agarro à mais do que indecorosa “recontratação” do treinador Jorge Jesus, por valores absolutamente incompatíveis com a qualidade de vida da maioria dos portugueses, com a carga fiscal que suportam à conta da mais do que enraizada má escolha de governantes e dirigentes e da incapacidade das lideranças políticas, e com o prestígio e a história da instituição.
Mas ainda que assim não fosse, pergunto se é razoável um primeiro-ministro andar metido em comissões de candidatura de “gajos da bola”. Sim, de “gajos da bola”.
Bastava ouvir o Seara a fazer a sua defesa para se ficar com uma ideia da argolada.
Não chegava já lá estar o Medina, que até é presidente da Câmara. Como não era suficiente um apoio discreto, distante, não comprometido, que não afectasse o desempenho da função, a liderança do partido e não suscitasse mais anti-corpos do que aqueles que neste momento geram as suas aparições.
Era ainda preciso vestir uns calções e atirar-se de cabeça para a pilha dos pneus para o desconchavo ser absoluto.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante esta semana

Há muito mais, mas depois disto dar-lhe antena é perder tempo com personagem tão desclassificada.
Mais ou menos assim:
-Nem em rodada de copos numa taberna um ministro deixa de o ser-
“Loucos precisam-se, ou de como a política morreu” …
António Costa já está a recolher o que semeou mas Medina parece-me que ainda não.
Tanto quanto julgo saber, quer Vieira através das suas empresas quer o próprio Benfica estiveram e presumivelmente estarão envolvidos em empreendimentos imobiliários cuja aprovação “ultima ratio” depende de Medina.
Nesse particular, diria que a responsabilidade de Medina é maior ou pelo menos mais directa do que a do primeiro-ministro.
… laivos de “pequeno ditador”, que o PM vem mostrando há vários meses. Veja-se por exemplo:
– o apoio que deu ao futuro candidato Marcelo Rebelo de Sousa, sem nunca ter sequer previamente ouvido os órgãos do partido a que pertence;
– o modo como trata as suas ministras, a da Justiça, a da Saúde, a da Previdência, a da Agricultura, etc. que são meras mensageiras daquilo que o Chefe dita, etc. etc..
Concluo que ele se convenceu que poderia apoiar LFVieira sem qualquer tipo de incompatibilidade… ou então, por que não dizê-lo, é uma atitude deliberada, distraindo a opinião pública com “coisas secundárias”, a fim de que não seja atacado no que é principal, não sei, pergunto?!
Ou seria só para fazer pouco caso de Ana Gomes ?! ao Benfica ainda apoio…”
Estatelou-se ao comprido…
Marcelo disse que ia falar do assunto com Costa na 5ª feira e Costa é retirado da lista horas antes.
Ana Gomes disse que Costa sair da lista “era o mínimo” e Costa sai da lista no dia seguinte.
Novo post precisa-se urgentemente.
Há gente que não se enxerga. Mas que essa gente seja primeiro ministro…por esta, confesso, eu não esperava. Envergonha-me.
Desde há muitos anos o Benfica governa Portugal. Até Durão Barroso aceitou o apoio de Vilarinho. Santana Lopes idem. Dois sportinguistas.
Isto é que está mal a trampa do futebol mandar em Portugal.
Costa Jamais.
Ana Gomes, sim, já é tempo de uma mulher chegar à presidência.
MRS esta cansado de chegar a tudo, até para ajudar o Costa.