“Só sabe bem o pão que dia a dia ganham as nossas mãos, nunca mates o Mandarim!”
Eça de Queiroz in “O Mandarim”
Este pensamento acompanhou o DELITO durante esta semana
“Só sabe bem o pão que dia a dia ganham as nossas mãos, nunca mates o Mandarim!”
Eça de Queiroz in “O Mandarim”
Este pensamento acompanhou o DELITO durante esta semana
Sem comentários.
Se for só ganho pelas nossas mãos não deve saber muito bem porque a poupança obriga a comê-lo de um dia para o outro.
Acho que sabe muito melhor o pão ao Salgado, Sócrates, Mexia, Zenha, Mendes, F Felgueiras, Isaltino e outros privilegiados do mesmo destino.
Pão fresquinho, quentinho a sair do forninho sem côdea e só miolinho.
Esses mataram o Mandarim. Só para quem não tem consciência.
Ora aí está um dos dois romances,com Ramires,do divino Eça em falta nas minhas leituras.
Aconselho mesmo a colmatar essas faltas.
“O Mandarim” é muito interessante, até pela aventura na China, um país hoje tão polémico.
“A Ilustre Casa de Ramires” é um encanto. Eça é exímio a escrever sobre a Idade Média (o livro não trata, porém, apenas da época medieval), algo que já havia constatado no conto “O Defunto”.
De todos os livros que li do Eça (e li muitos, embora não tudo o que ele escreveu) à frente ficarão sempre O Crime do Padre Amaro, As Cidades e as Serras e Os Maias.
🌿🌼
Maria
São obras-primas, Maria.
Mas a descoberta da “faceta medieval” do Eça deixou-me completamente encantada. Bem, é verdade que sou suspeita, por tanto me fascinar a Idade Média
Não resisto a pôr aqui um extracto do que escrevi no meu blogue sobre o conto “o Defunto”:
Trata-se de um, digamos, conto histórico, situado no ano de 1474, no reino de Castela. «Um cavaleiro moço, de muito limpa linhagem e gentil parecer», D. Rui de Cardenas, herda, de um tio arcediago, moradias e uma horta na cidade de Segóvia. A casa fica «ao lado e na sombra silenciosa da igreja de Nossa Senhora do Pilar» e em frente do «escuro e gradeado palácio de D. Alonso de Lara, fidalgo de grande riqueza e maneiras sombrias, que já na madureza da sua idade, todo grisalho, desposara uma menina falada em Castela pela sua alvura, cabelos cor de sol-claro, e colo de garça real».
Adoro esta escrita. Eça é completamente viciante
Sem dúvida. O Ramires já cá o tenho emprestado não o Mandarim.
Recomendo também os dedicados à “Correspondência” em especial a polémica
com Chagas onde a “divina ironia” é especialmente demolidora.