Comer doze passas, brindar com vinho, iluminar os céus com fogo, bater com tachos, subir para uma cadeira e saltar com o pé direito, vestir cuecas azuis, ter dinheiro na mão e agitar acima da cabeça, deitar fora o que não presta, mergulhar no mar…
Estas são algumas das mais comuns tradições cumpridas na passagem para o Ano Novo.
É inegável que a última seja a mais seguida, pois mesmo quem não liga a estas coisas, acaba por ir na onda.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Garantidamente o que o Novo Ano traz, tem trazido reiteradamente, é uma perfídia mais do fisco, materializando a descarada e hipócrita indignidade de quem nos (des)governa e o grande desígnio nacional de sugar da classe média tudo o que ela ainda tenha para dar. Até que ela deixe de existir (decerto outro grande e patriótico desígnio geringonçal, considerando a orientação ideológica que a sustenta). De tudo o que próximo ciclo de doze meses eventualmente traga, essa é a única certeza que alguém de bem pode ter.
Eu reduzo a passagem de ano ao pretexto para gastar uns valentes euros num bom champanhe, coisa de que por algum pudor (e outras prioridades orçamentais; fiscais, desde logo) me vou abstendo ao longo do ano, e sorvê-lo apenas porque sim (não, definitivamente, pelo ano que se inicia).
E às vezes as imposições profissionais nem isso me permitem. Caso em que poupo dinheiro…
Costa
O Grinch-en-rose e a mania de roubar o Natal… e o Ano Novo… e o ano inteiro…
Eu é mais bolos. Mesmo. Faço uns coscorões com calda, receita do Gaviãzinho, com qualidade aprovada e comprovada. Mas se bem os faço, melhor os como. E toucinho do céu. E tarte de batata doce. E…
Ando há 10 anos a tentar perder os “ganhos do Natal”.😊
Não diga (escreva) isso. Veja bem, eu não roubo o que seja. Digo (escrevo) por aqui o que penso. Suponho que, dentro dos limites da boa educação e do civilizacionalmente aceitável, tal é de certa forma um dos atributos fundamentais deste blogue. E note que, supondo-o, não me passa pela cabeça que haja de sua parte, ou da de qualquer outro autor do blogue, o dever de me aturar.
Ainda que a senhora me tenha, parece, na conta de um ser esverdeado e dificilmente suportável (não vi o filme, não conheço a história, não sei mais sobre ele) concordará que, verde e aborrecido que isso seja, infelizmente o que escrevi é a certeza (A Certeza) que poderemos ter; e independente das nossas vontades. Mas definitivamente não obrigo ninguém a valorá-lo como eu o faço (tal como não cesso de o apontar, ainda que isso enfade outros e me leve a adquirir uma aparência esverdeada a seus olhos). As coisas são como são e haverá seguramente quem ache muito bem que assim sejam. Aliás: há. Há, vota em coerência com isso e por estes tempos é maioritário. Por isso estamos onde estamos.
Este azedo arrazoado exposto (que fazer?, doces é que as coisas não são, preciosa que seja a mesa da Consoada; e creia que por este lado também há iguarias de tradição e também se celebra – ainda que nenhuma iguaria houvesse – o que, apesar dos homens, nela há a celebrar), cabe-nos, se acreditamos no que a data simboliza, procurar estar acima dessas vilezas. Cabe-nos sempre e mais ainda no Natal.
A passagem de ano, não o Natal, é que, perdoar-me-á, nos coloca, assim parece, em campos menos conciliáveis. Mas (tranquilize-me, peço-lhe) há-de ser preciso mais do que isso para me transformar num ser indesejável.
Festejar, tudo visto, por estes tempos, o quê? Ah, o pretexto para um bom champanhe!
Costa
Caro Costa, porque carga de água iria eu compará-lo com o Grinch? Chapéus há muitos, Costas também. Verde só se for fo Sporting.
Boas Festas
Uffff! E há muitos Costas, há. E este nada têm a ver com o outro!
Boas festas
Costa
Não sou rotineiro, mas, do que mais gosto, é da normalidade.
Detesto eventos.
Sejam eles religiosos ou profanos, tradicionais ou… festivais.
Por isso, em vez de boas festas, eu desejo a todos um muito bom dia!
Um de cada vez.
João de Brito
Um bom, antes, um excelente dia para o Senhor também, João de Brito.
A garrafa de champanhe (em rigor, de espumante) preparada e as doze passas ou pinhões alinhadas em cima da toalha, no cantinho da mesa. Em cada passa ou pinhão pessoas queridas e desejos, pensados ao longo do 31 para que nada falhe no momento. Acreditando sempre, ainda que o resto do ano possa vir a desacreditar, pouco importa.
Gosto do Fim de Ano e do Natal, com presépio, pinheiro, com uma coruja em vez da estrela, luzinhas coloridas a piscar, até da escolha dos presentes e mais do que tudo de uma mesa cheia e vivida à volta do bacalhau ou do peru.
O Natal ainda tem sabor a família, tem calor e doce aroma e o brilho que as crianças lhe conferem. Tem vindo a empobrecer em presenças e afectos, mas faz tudo parte do grande plano cósmico.
Festas Felizes Isabel