Pensamento da semana


Teresa Ribeiro,

Os negacionistas seguem uma lógica cristalina, fácil de perceber. Já os que admitem que os problemas ambientais existem e derivam da acção humana, ao mesmo tempo que afirmam o seu ódio metódico aos ambientalistas, tenho dificuldade em entender.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

73 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Para mim é de cristalina compreensão :

    Os ambientalistas recordam aos “amigos da natureza” a deslealdade existente entre Pensamento e Acção. Lembrando Huxley, o que torna um Homem bom, não é o pensar acertadamente, mas sim o agir correctamente. E como todos sabemos um Homem de afirmados Princípios , mas de deserdada coragem, é preso ao remorso da sua própria hipocrisia. E é isso que os ambientalistas mostram . A cobardia dessa maioria confessada “amiga do ambiente” .

      1. Se calhar não me fiz compreender bem. Os Ambientalistas, Biólogos, etc, defendem políticas/propostas que implicam o abandono de um estilo de vida que ninguém quer abdicar, incluindo os que se dizem “amigos dos animais” .

        Imagine o trabalho que dá não comprar roupa, made in Bangladesh, ou soja provinda de um país africano, onde é usada mão de escrava e são cometidos autênticos atentados ambientais, ou não comprar aparelhos da Apple, ou da Microsoft, por trabalharem com fornecedores, de tântalo, da República Democrática do Congo, em cujas minas se trabalha sem nenhumas condições, onde se sepultam, anonimamente, quem nelas trabalha, incluindo muitas crianças que pequenas, em tamanho, são ideais para entrarem nos seus pequenos buracos…Todos somos cúmplices e sentimos um certo mal estar quando nos apontam o dedo.

        1. Ninguém diz que é fácil, mas argumentar que é impossível mudar o nosso estilo de vida será opção?
          A formação de correntes de opinião e de movimentos de activistas, a pressão da opinião pública, a alteração de rotinas diárias da população, novas políticas públicas, novos negócios (sim, novos negócios, so what?) e compromissos internacionais poderão, ainda assim, não fazer o suficiente, mas ao menos tenta-se!

          1. Teresa tudo é possível. Eu é que não acredito. Acho que teremos de começar a discutir como nos vamos habituar às mudanças e não como evitá-las. Esse tempo já passou.

            The Climate Change Debate Is Long Over And There Is Nothing We Can Do. (trecho de uma série norte americana;vale a pena ver )

            https://youtu.be/6CXRaTnKDXA

            “What do you mean, you guys can’t fix this!? What are we even paying you for!?”

            “Actually, you Cut our funding.”

          2. Tudo é possível!
            Segue o exemplo de Bristol: https://www.youtube.com/watch?v=tHIiF-DhbBw

            Talvez não seja um modelo escalável, mas é uma boa iniciativa.

            Hoje ninguém pode negar que os humanos conseguiram poluir o planeta de uma tal maneira que vamos ter que mudar o nosso estilo de vida nas próximas décadas. Mudar o estilo de vida, quanto a mim, não significa ser radical.

            Vou dar o meu humilde exemplo:
            – Nós reduzimos o consumo de carne, mas não a deixamos de comer (gostamos duns belos torremos caseiros, como também gostamos de um bom prato vegetariano). (Ambas as alimentações tem um impacto na natureza, pelo que devemos equilibrar)
            – Por vezes vamos com a miúda de 8 anos apanhar o lixo do caminho que ela faz para a escola. Podem crer que em pouco tempo se enche um saco de 50 litros
            – Tentamos poupar água o mais possível (reutilizamos a água do banho para a sanita)
            – O próximo passo é reduzir a compra de roupa/sapatos

            Enfim, fazemos o que achamos correcto. Como diz a Teresa, “ao menos tenta-se”.

            Julgo que os nossos filhos/sobrinhos/netos/crianças merecem que nos esforcemos!

          3. Trigueiros, só uma correcção. Esse Bristol é que me segue. Eu não sigo ninguém, pelo simples facto de não haver ninguém à minha frente. Esse Bristol é um tipo assim para o magro, de boné? Realmente vi um indivíduo desses há bocado, atrás de mim.

          4. É um tipo diferente de todos os outros, com um andar estranho para quem o tem à frente

  2. Boa parte dos “ambientalistas” só o são para mascar o ódio da cultura marxista à Civilização Ocidental.
    Depois temos os políticos e os capitalistas do subsídio, os dois de mão dada esperam crescer ainda mais a Economia Política.
    E os jornalistas esperam reforçar o seu poder ao se aliarem cada vez mais ao poder político e dirigirem-no.

    É bom lembrar que cá o Partido Ambientalista os Verdes nasceu para defender mísseis nucleares SS-20 apontados à ….. Europa Ocidental.
    É da cultura da coisa.

    Este texto é um bom exemplo da propaganda, até usa palavras como “negacionista” , Apoia pelos vistos a mudança Orwelliana da propaganda de “Aquecimento Global” para “Alterações Climáticas”…
    Ficamos a saber que para a autora o Método Científico nada significa é apenas uma credencial.

    Senão como explicar o absurdo de atribuir motivos a supostas variações de décimas de grau – só a ideia de conseguir medir temperatura da terra com precisão de décimas de grau é risível- Já agora qual a temperatura de Lisboa, consegue medi-la? Vá ao zoo, Alvalade, a Expo, à beira mar e encontra diferenças de mais de 1 grau por vezes.

    A cultura positivista do poder e da sociedade obriga os cientistas a justificar a sua existência com suposta descobertas. um cientista que diz que não sabe explicar isto ou aquilo – mesmo que descobrir que não se sabe seja uma descoberta importante – é proscrito do mundo da ciência.
    A Nature “revista de referência” quantos artigos têm a dizer : “não descobri isto que esperava descobrir”?
    Logo a pressão social é para inventar. Não admira o enorme número de artigos científicos que são retirados por erros mais diversos, e experiências impossíveis de repetir isto mesmo depois de passarem pela “revisão pelos pares”…

    Ninguém sabe o que se passa com o clima e quais os factores que contam, é demasiado complexo e está no presente para lá do nosso alcance.

    lucklucky

  3. Para mim o que é óbvio é a construção marxista (diria o lucklucky) de todo o problema, colonizado pelas certezas jornalísticas do costume. Basta ver os epítetos que foram escolhidos:

    ambientalistas — podia ter sido “inventacionistas” para manter o tom aplicado aos seus opositores e não estarmos a misturar alhos com bugalhos — mas como a certeza está obviamente toda do lado deles porque leram isso nos jornais, os outros só podem ser

    negacionistas — muitas vezes aqueles que como eu, apenas estão à espera de dados científicos concretos e não apenas a sobreposição de dois factos isolados (os gráficos com resultados algo vagos do aquecimento global e os gráficos com o aumento de C02 na atmosfera)

    e enquanto for assim não contem comigo. Quero dados concretos apresentados por cientistas credíveis e não por miúdas do 9ºB que leram umas merdas na net.

    Isto não invalida que eu defenda que devemos ter SEMPRE práticas verdes, e essa é a minha prática já há muitos anos, muito antes destas modas todas — mas não me tomem por parvo.

    Como diz o Grego no post do jpt aqui mais abaixo, não são as coisas em si que chateiam, é a forma como as opiniões são construídas.

    1. Se me permites:

      The mechanism of action of angiotensin converting enzyme (ACE) inhibitors to lower blood pressure remains unclear, but the weight of available data favour peripheral blockade of the formation of angiotensin II (AII).

      (não tenho pachorra para ir à procura de um texto, semelhante, em português; desculpa o “amaricanismo”).

      Contudo o meu ponto é este. A partir de determinada complexidade de conhecimento devemos ouvir e acreditar nas recomendações dos “colégios de especialidade”, e não numa, ou outra posição não consensual (como são bem mais apelativas as teorias da conspiração, quando comparadas com a modorra realidade). Há médicos que afirmam que o vírus da SIDA foi criado pelos americanos, como arma biológica. Outros ponderam ter, dito vírus, surgido devido a um erro, ocorrido aquando do desenvolvimento da vacina para a hepatite B, nos idos anos 80, após terem sido usadas células de macaco, infectadas com o vírus da imunodeficiência símia (SIV). Porém a esmagadora maioria da comunidade cientifica diz que semelhante teoria á absurda. No que achas que devemos acreditar?

      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28814120

      Penso que muitos de nós apenas procuram argumentos que justifiquem as suas certezas iniciais, descurando, menorizando, toda a outra informação que as/nos contrarie (faz parte da nossa natureza, mas também dela é a capacidade de pensarmos o porquê de pensarmos o que pensamos) E aí entra a questão de serem não raras vezes as opiniões e não as coisas, ou a complexidade dos problemas, o entrave ao conhecimento, à sua resolução.

      Pelo exposto no breve trecho, retirado de um artigo sobre a farmacologia de um medicamento muito básico, (IECA), ficamos a saber que embora saibamos as consequências, não sabemos, ao pormenor o seu mecanismo de acção.

      A ciência não trabalha com base em certezas, mas em probabilidades. A certeza é matéria religiosa.

      1. “A partir de determinada complexidade de conhecimento devemos ouvir e acreditar nas recomendações dos “colégios de especialidade”, e não numa,”
        É isso que faço em matéria política. Tenho as minhas opções, quando a coisa é mais técnica (por exemplo, matéria financeira) sigo o que diz o Partido em que acredito. Por estas e por outras acho os Partidos essenciais á Democracia.

      2. OK percebo a ideia

        Eu não tenho dúvidas nenhumas acerca da existência do fenómeno. Tenho até a mesma vontade que todos têm em viver num mundo menos poluído por nós e mesmo que os fenómenos de aquecimento da atmosfera não correspondessem totalmente a causas ligadas à actividade humana, para mim a necessidade de os países produzirem energias limpas e terem economias verdes é a mesma. Será sempre a mesma. Tenho algumas dúvidas relativamente à nossa capacidade para interferir em coisas desta magnitude? Tenho. Tenho algumas dúvidas de que estas coisas geram enormes disparates como a ideia de acabar com as vacas para acabar com o metano? TENHO. É disto que estou a falar.

        O problema é o lado sociológico destas demandas colectivas — e não podemos deixá-las cair na superstição, nos anti-capitalismos primários nem em culpas nem em coisa nenhuma. Há um toque de fanatismo na forma como as pessoas se relacionam com estas causas e para mim isto são questões de especialistas e devem ser tratadas entre cientistas e os governos. É necessário algum empowerment popular dos cientistas? Não me parece. As soluções serão sempre as que forem melhores e as que forem melhores para todos. Tem sido sempre assim. Há maneiras de fazer as coisas que substituem as outras obsoletas e prejudiciais… Essa linha tem sido sempre perseguida pelas culturas ocidentais e não vejo razão nenhuma para que tomassem um rumo diferente só porque na Casa Branca está um tipo esgroviado que no pior dos casos daqui a 4 anos já não estará lá.

        O perigoso é que estas coisas servem para criar responsabilidades e culpas e sacar dinheiro em impostos e desenvolver uma cultura fanática de gente pura e casta que se arroga no direito de dizer aos outros como é que devem viver… E isso é que sinceramente já começa a ser demais. Mais ainda do que o CO2, canudo. Mais vale ardermos todos numa bola de fogo do que ceder a essa loucura fascista.

      3. Então o Vorph é incapaz de usar o que aprendeu na escola sobre o Método Científico?

        E onde estão as previsões feitas pelos cientistas nos anos 80 90 00 cumpridas?
        O gelo acabou em Inglaterra? as águas do mar subiram e colocaram Nova Iorque ameaçada pelos níveis da água?

        O que é que levou à mudança da propaganda ainda assim falsificável logo cumprido critérios científicos “Aquecimento Global” para “Alterações Climáticas” algo não falsificável e desrespeitando a ciência?

        Fez a pergunta?

        Infelizmente as pessoas por razões sociais são facilmente convencidas se algo for repetido milhares de vezes. Quantos de nós não seriam Nazis na Alemanha do anos 30 , Bolcheviques nos anos 10 da Rússia ou Maoistas nos anos 50 na China?
        Isto para retornar ao “argumento” da autora nos chamar de Nazis.

        A ciência do clima está na sua infância. Infelizmente serve o interesse do jornalismo-político que nos quer retornar ao primitivismo : O poder pelo grupo em vez do poder do individuo, pessoa.

        Com isto vão destruir a reputação da ciência e civilização que a criou as duas já de si nada bem pelo positivismo que as enfermam.

        lucklucky

        1. Luck não me sinto habilitado a desconstruir os argumentos aceites pela esmagadora maioria da comunidade científica. O que me parece estranho é que a haver uma agenda oculta seria mais compreensível ela surgir nos “negacionistas”, pois seria do interesse das petrolíferas (com biliões de dólares de receita ; actividade económica principal e fundamental de países poderosíssimos, como a Rússia e a Arábia Saudita) desmentir, desarticular, os variados estudos que apontam a acção humana como causa principal das mudanças climáticas.

          E entendo a ameaça mundial que uma mudança no paradigma energético poderá provocar, encarando como plausível, em virtude dessa mesma transformação, uma guerra mundial (ex: imagine o descalabro da economia russa e dos países do médio oriente, e em menor grau a instabilidade que provocaria na economia norte americana (petróleo de xisto ) e da maior parte dos países subdesenvolvidos)

          1. Porque é que não se sente habilitado? O Método Científico que aprendeu na Escola não é suficiente para perceber que não há comprovação científica.

            Como raio você mede a temperatura da terra? e o que nos diz a temperatura? e como inventa causas diferentes para coisas que sempre aconteceram?

            E os disparates e previsões já falsas dos cientistas da “maioria”?

            “O que me parece estranho é que a haver uma agenda oculta”

            Vocês saltam sempre para a conspiração. Não precisa de uma conspiração
            quando tem cultura. A cultura move-se pela sua própria lógica.

            .A cultura Marxista de ódio ao Ocidente de mãos dadas com uma classe política a precisar de justificar a sua existência num período onde as necessidade básicas foram preenchidas.
            Mais recentemente aliadas ao Capitalismo com dinheiro dos outros, Capitalismo Político se quiser.

            Quando o tipo do PAN diz que comer é um acto político julga que isso vem de onde? Da cultura Marxista.

            lucklucky

          2. O que é isso de não há comprovação científica? Há fortes correlações que implicam elevada probabilidade causal entre aquecimento global e actividades industriais, sobretudo a partir de 1950. Quanto às comprovações dê uma vista de olhos pela física e matemática. Darwin, Big Bang, Quântica , etc, sem comprovação, mas extremamente úteis e exactas no conhecimento ulterior que produziram.

            Só ainda não percebi duas coisas. O seu sexo e a sua cultura. Aposto que é mulher, de meia idada e solteira. Quanto à cultura, aposto numa monocultura, sem pousio

          3. “O que é isso de não há comprovação científica? Há fortes correlações”

            Correlação com décimas de grau, só pode ser interesse social. Científico não é.

            Como mede a temperatura da terra para que signifique algo quando falamos de décimas de grau?

            “Fortes correlações” ,
            Tudo isso já aconteceu, até já tivemos épocas mais CO2 e menos temperatura – e aqui estamos a falar de vários graus e não de décimas de grau.

            Só quem é apenas mediatizado e já não consegue pensar fora do tempo. Amanhã os jornais partem para outra e vocês adoptam outra coisa…

            O que aprenderam na escola é deitado fora porque o interesse social é mais importante para vocês.

            lucklucky

          4. E tu podes ganhar a medalha Fields resolvendo analiticamente o problema dos três corpos na sua generalidade, e depois vir aqui explicar-nos o que é que se sabe sobre o envio sondas para explorar o sistema solar.

    2. Mas não é só o aquecimento global, que vos permite esse argumentário, que está a destruir o planeta. O desperdício, o lixo, o plástico, a extinção das espécies são mensuráveis. E esta?!

      1. Quantas espécies há na terra para saber a mensurabilidade da coisa?

        Não sabem mesmo do que falam. Lêem umas coisas no jornal e basta para opinar.

        lucklucky

        1. Luck, os seus argumentos poderiam seguir a seguinte lógica.

          É pá, e quem vos garante que com a extinção dos humanos, não virá uma raça de super – humanos capaz de respirar óxido nítrico, enxofre, dióxido de carbono, para além do oxigénio? Que consiga digerir celulose, e pvc….

          Eu não leio todas as revistas da especialidade. Só leio e acredito nos que lêem grande parte delas, e escrevem inúmeros artigos para as mesmas.

          Os médicos dizem que se um tipo espetar uma faca de cozinha, daquelas para fatiar lombo de porco, no bucho, irá sangrar bastante, podendo até morrer. O tipo das carpetes diz-me que as piores nódoas para limpar são as de sangue. E eu acredito. Os tipos são especialistas e eu não quero chatices cá em casa por causa do tapete persa.

          1. Excelente demonstração do comportamento que adoptas Vorph:

            Há provas científicas que o lombo deita sangue, mas pelos vistos preferes um sistema de fé
            E não queres desenvolver nenhuma capacidade para ires para além da fé.

            Vocês vão destruir a ciência.

            lucklucky

        2. Eu cá não li num qualquer jornal influenciado pelo marxismo, eu li numa publicação marxista: a Encíclica Laudato Si do Papa Francisco “Sobre o cuidado da casa comum”. Capisci?

          1. Ai, Miguel, essa não foi boa. Apenas reforça a opinião do Luck. O Papa Francisco é um Papa vermelho. A sua contínua preocupação com os desfavorecidos, a sua afiadas e constantes críticas ao estilo de vida actual (ao capitalismo ganancioso) fazem dele um Padre Marxista

          2. Precisamente, claro que Vorph “esquece-se” de dizer tudo o que o Papa disse que foi muito pior – todos os papas falam contra ganancia – e também o que não disse – podemos começar pela Venezuela e Cuba – aí está bem caladinho -, até é provável que já nem seja Católico.

            Certamente este Papa não tem “o tempo” da Igreja. Hoje a Igreja corre o risco de não se distinguir de uma qualquer ONG, só tem é uns edifícios mais interessantes e umas fardas…

            Na Suécia até estão piores, a Arcebispa Sueca comparou a Greta a um dos Profetas da Bíblia.
            Foi é um pouco “prudente” e não quis ir tão longe como uma Igreja Sueca que a declarou como sucessora de Jesus Cristo…

            https://www.expressen.se/nyheter/klimat/arkebiskop-antje-jackelen-greta-ar-profetisk/

            Esta parte atrai muitos:

            “In the wake of the climate crisis, sin and shame, words that we thought were old-fashioned, are on the agenda again and they are relevant.”

            Palavras de Arcebispa…

            lucklucky

    3. Sugiro então que se foque nas coisas em si, que é o que interessa. E se há coisas que “estão na moda” mas até coincidem com normas de conduta que estabeleceu para si há muitos anos, para quê odiar as miúdas que estão a levar toda uma geração a fazer o que considera correcto?

  4. Quase toda a gente tem a coragem de viver no mundo tal como ele é, mas poucos são capazes de imaginar um mundo melhor. Menos ainda de dar os primeiros modestos passos para lá chegar.

    1. Não me importo de ter um carro eléctrico — mas pagar mais impostos para dar aos pretos como se fosse culpado de alguma coisa não me apetece.

      Plantem árvores que isto arrefece. O grande chefe Costa já replantou as árvores que os seus funcionários deixaram arder?

      1. Mas quais impostos para dar aos pretos? O problema é que inundamos África com produtos agrícolas europeus. Os agricultores africanos não podem concorrer com os preços dos produtos europeus que além do mais são subsidiados. Esta situação continua a destruir as comunidades agrícolas locais, levando as pessoas a abandonar os campos e a juntarem-se à multidão de indigentes que vão para as cidades encher os bairros da lata.

        Cada continente, região, deve alimentar-se a si própria. Como consequência positiva, lá está, diminuir-se-iam as emissōes associadas aos transportes de longa distância.

        1. Ai agora inundámos África com produtos agrícolas europeus?? Pensava que sido só no Continente. A culpa de pararem para rezar de cu para o ar 6 vezes por dia e não fazerem nenhum se não o profeta rebenta não podia andar por aí sozinha. Tenham juízo, pá.

          1. Ousemos repor a verdade: o comércio triangular nunca existiu. E se é assim, que alívio!, vou deitar fora os cilícios. Já estava que não podia!…

            (moral da história: o preto está para o V. como o V. está para um alemão; vá, ainda assim, um pouco acima de um grego )

      1. Nada como Bolchevismo, Nazismo, Fascismo, Maoísmo, tudo movimentos que defendiam a mudança.

        Quando tivermos fomes provocadas pelo “ambientalismo” e é bom lembrar que já temos mortes no Inverno provocadas pelos “ambientalismo” e o correpondente aumento de custo da energia provocado pelas supostas “verdes”.

        Claro que o jornalismo existe para censurar, por isso não é notícia.

        lucklucky

  5. D. Teresa:
    Encontro-me em posição diversa da sua, quase oposta. Leu o artigo do professor Galopim de Carvalho no Sorumbático? Acredito mais nele. Depois, acreditando que há um problema, acho que ele está mal posto. O fundamental é que há população a mais. Há uns 50 anos havia cerca de 3 biliões e qualquer coisa de pessoas. Hoje passam de 7 biliões e dentro de uns 20 anos calcula-se que seremos mais de 9 biliões. E não é preciso muito tempo para chegarmos aos vinte e tal biliões etc. Alguns países como a Índia e a China (não advogo os métodos da China) já tomaram medidas mas cá pela Europa dizem que é preciso fomentar a natalidade!!!! Assim rebentam com o planeta e se não se tomarem medidas decentes e racionais a população decrescerá talvez por epidemias, guerras etc. O método de me abster de carne ou de deixar de tomar banho não resulta e poucos estão dispostos a fazer sacrifícios de frades. E se ficarem por abstenções não resolvem nada. O problema está ao nível da produção e não do consumo. Deitamos vestimentas fora só porque a moda mudou, carros em bem estado, etc. Dá-me vontade de rir quando os mesmos que se querem abster de tudo criticam Cuba por utilizarem carros da década de 50 (que funcionam). Mas o essencial é que a população tem de decrescer.

    1. E a população decresce no mundo mais civilizado. Se as assimetrias se corrigissem, essa seria uma tendência mais generalizada. É claro que isso replicaria por todo o planeta os problemas demográficos e de sustentabilidade social com que a Europa se debate, mas essa discussão daria um outro post.

      Não posso concordar mais consigo quando afirma que o principal problema está na produção e não no consumo (desperdiçamos um terço da alimentação que produzimos, por exemplo). O nosso modelo de desenvolvimento económico assenta no desperdício, só que o planeta não tem recursos infinitos.

  6. D. Teresa:
    Na ânsia de ser curto esqueci-me de uma coisa importante. Por favor não me chame negacionista, reserve essa palavra para os nazis.

  7. Por favor não confundir “ambiente” (todos temos a obrigação de o proteger) com “clima” (os humanos pouco podem fazer pois a Natureza encarrega-se de marcar o ritmo, alterando-o como bem entende).
    Francisco

    1. Não foi à toa que me abstive de fazer alusões específicas ao clima. Há muitos outros problemas ambientais, inegáveis, mas que nem por isso amansam os que detestam, com um ódio cego, os movimentos ambientalistas. É isso que me espanta.

        1. Não. Creio que geralmente é um termo utilizado como eufemismo para uma de duas: atrasado mental ou filho da puta.

  8. Por favor não confundir “ambiente” (todos temos a obrigação de o proteger) com “clima” (os humanos pouco podem fazer pois a Natureza encarrega-se de marcar o ritmo, alterando-o como bem entende).
    Francisco

  9. O culpado é o Henry Ford…uma vez criadas as carripanas que deitavam fumo… não houve ambientalistas na época que lhe disseram para os perigos da poluição…haver havia estavam se era nas tintas… como era novidade… correram todos ao continente…e agora que já é tardia e tarde descobriram as alterações climáticas…aparecem os ambientalistas enferruscados…mas ninguém e ainda assim com coragem para destruir todas as carripanas que deitavam fumo…

  10. Ser negacionista é admitir que as mudanças climáticas fazem parte da História do planeta?
    Ser negacionista é recusar as propostas simplistas que resolvem os problemas num passe de mágica?
    Ou negar que a solução é mais complexa que “tudo trocar o caso a gasolina pelo eléctrico” ou investir na agricultura de subsistência?

    O Homem exerce uma pressão sobre o planeta que é insuportável. Extrai recursos que não se renovam, e produz substâncias em maior quantidade do que o sistema consegue processar naturalmente.
    Porquê? Porque existe uma clara sobrepopulação, e porque o nosso sistema económico assenta no princípio falacioso do crescimento eterno, algo que os matemáticos provam ser impossível num sistema fechado como é o planeta Terra.
    Ora quanto a isto, a Greta, o Guterres, o Gore… bola!

    E porquê? Porque é mais fácil mandar a malta deixar de comer bifanas do que dizer abertamente que há gente a mais por aqui. E porque ao contrário dos sistemas naturais, o ecossistema não se vai reequilibrar naturalmente (curioso que aquela ideia de migrar para Marte é exactamente a primeira solução animal quando os recursos escasseiam). Não podemos ou devemos deixar cair os mais fracos e doentes, nem podemos eliminar os “excedentes”. É lixado. Por isso mesmo esta questão precisa de gente da ciência a pensar nela, de preferência com princípios éticos, e não de malta histérica.

  11. Este pensamento eivado de distorções redunda em insanidade!! Negacionistas!!?? Ódio!!?? Revelam bem da ordem de grandeza e densidade do pensador!!

    1. Essa afirmação é uma oportunidade a agarrar com ambas as mãos: se há gente a mais (estar a dizer isto num país que tem a natalidade do nosso é um pouco estranho…), então que os patrocinadores da menina Greta e todos os seus “compagnons de route” eco-fascistas dêem um passo em frente no precipício que mais próximo de si tiverem. A sustentabilidade ambiental agradecerá.

  12. Não é ódio, é mais o medo de ver estes fanáticos religiosos levar a sua avante: impor aos outros o modo de vida que eles não seguem e sempre, sempre através de mais Estado, mais impostos, e menos liberdade individual. São populistas básicos. Parolos da cidade. Gente primária. Narcissistas. Pergunta-se-lhes o que é o clima e provavelmente nem sabem responder.

    Vi umas reportagens da marcha pelo clima em Lisboa e fiquei envergonhada com as declarações dos “jovens”herois: pequenos papagaios acéfalos, que nem uma frase completa conseguiam articular, de i-phone reluzente em punho. Juro que se tivesse um filho assim me declararia um fracasso parental.

    1. É sabido que uma devastadora “pegada ambiental” quem a deixa são os livros (tadinhas das arvorezinhas…). Já os i-phone são, como ora se diz, “eco-friendly”…
      Quanto ao seu comentário, estou totalmente de acordo com ele.
      É um espectáculo da mais rematada estupidez ver gente miúda e graúda a exigir aos berros que os explorem até ao tutano: do automóvel à máquina de lavar, dos autoclismos à televisão, tudo terão que comprar novamente (com o selo “Amigo do Ambiente”, claro está), indo os lucros do “salvamento” do planeta para os bolsos daqueles mesmos que o desgraçaram e continuarão a desgraçar. Da ida à praia ao pique-nique no campo, tudo terá a sua taxazinha ecológica. Abreviando, a vida de quem trabalha será um regalo e o dinheiro sobrará no fim do mês, acrescendo a vantagem de o pôr-do-sol ficar ainda mais belo de tão puro o ar.
      No respeitante aos fogosos ambientalistas de palmo e meio que tão corajosamente faltam às aulas para protestar, sugiro que comecem por dar o exemplo: deitem fora os telemóveis e os computadores, vistam-se – no Verão e no Inverno – de lã crua, dispensem a boleia de automóvel e vão de bicicleta ou a pé – faça chuva ou faça sol – para as aulas, e, sobretudo isso, abstenham-se desses focos poluidores que são os festivais de Verão. Pode ser? Combinado?

  13. E o que merece um “negacionista”? Pois é claro que merece uma só coisa, merece que, num descer dos adivinhados doze anos até ao global apocalipse para o piscar de olhos do imediato armagedão pessoal e intransmissível, subam a pique as temperaturas e que instantaneamente arda num imenso fogo purificador, não só ele, mas também os seus ignominiosos pecados ambientais.
    Como será bonito o Mundo purgado de “negacionistas” e somente povoado (moderadamente povoado, entenda-se) de “crentes” na religião de Santa Greta… Nesse Mundo perfeito toda a gente será “vegan”, usará uma rolha ao fundo das costas para não soltar gases de estufa e será eterno, visto que a decomposição produz dióxido de carbono que é um Deus (ou Santa Greta) nos acuda.

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