Vejo frequentemente pessoas a queixar-se veementemente da globalização e do globalismo. Curiosamente fazem-no através da internet, mais precisamente no Facebook, noutras redes sociais ou em blogues, os maiores produtos da globalização a par dos telemóveis. Deviam antes deixar todas essas redes, desligar o computador e ir invectivar a globalização de forma consequente com o que apregoam, ou seja, na rua, nos cafés ou nas caves conspirativas.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Não, não deviam: não saberíamos quão pela rama são formadas as suas mais profundas crenças.
Os maiores produtos da globalização são a miséria, as crescentes assimetrias sociais e económicas, a degradação e precariedades laborais, mais a humilhação de quem, ainda, trabalha, o fortalecimento politico de Instituições, ditas Internacionais, sem qualquer representatividade democrática, interferentes na governação de países e povos soberanos. São primordialmente contra estes produtos da globalização que os antiglobalistas se manifestam.
Oswald Mosley on Globalism:
https://youtu.be/rVD8tOWLmaU
Sir Oswald Mosley, 1931 (Que Descanse em Paz). Um Homem, um pensador, e um politico excepcional.
Uau!
A ponte Esquerda- Nazismo mais uma vez sublinhada…
lucklucky
lucklucky é o quê?
O grande líder da fascismo britânico? Como não segui-lo (de preferência usando uma Black Shirt)?
Para achar a verdade há que procurar, também, no lado “errado” da história.
João, o preto fica bem com tudo e segundo parece até emagrece.
Os meios de comunicação não são necessariamente um fenómeno ligado ao conceito de globalização que hoje se assiste. Anteriormente este serviço era feito a pé, a cavalo, com caravelas, sinais de fumo, pombos, cabos submarinos, PBX, ondas de rádio do tipo banda do cidadão, telefone, telex, fax…
A globalização deixou de ser um intercâmbio entre nações e pessoas para transformar nações e pessoas em moeda de câmbio. Há quem confunda este fenómeno com mercado global e governo global.
A deslocalização de grupos empresariais para áreas com legislação menos protegida revela-nos também que a globalização é boa onde existem pessoas cujo custo é baixo.
Surpreende-me que o conceito de globalização esteja ligado ao lucro para uns e não para de todos.
Parece-me que é este conceito de globalização oportunista que Trump tem vindo a atacar, taxando as suas próprias empresas que operam fora. Está a resultar.
A globalização trouxe vantagens e (muitas) desvantagens. É inútil querer recuar e não vejo qual é o problema em denunciar os aspectos menos bons em produtos dessa mesma globalização. Há coisas que devem ser denunciadas e corrigidas. Não fará sentido é atacar a globalização no seu todo.
Como corrige as enormes desigualdades criadas pela livre circulação de capitais? E o empobrecimento da classe média no ocidente? E o desemprego estrutural em grande parte dos países? E a desindustrializacao dos países menos desenvolvidos, transformados em subcontratados dos mais ricos? Ah! É verdade, esquecia-me: é óptimo não ter de usar passaporte nem mudar de moeda em muitos países da Europa…
Desindustrialização dos países menos desenvolvidos? De onde é que tirou essa? Vá à Ásia ou a alguns países de África ver como estava e como está a desindustrialização. A globalização criou muitas situações injustas e ainda não está bem estudada (até porque é um processo contínuo), mas quem tem mais sofrido tem sido o Ocidente próspero, ao passo que o chamado “terceiro mundo” centenas de milhões saíram da pobreza. Também tem muita graça brincar aos “activistas anti-globalização” ignorando os enormes progressos nos países mais pobres.
Primeiro ponto: não sou activista de nada.
Refiro a desindustrializacao dos países menos desenvolvidos do ocidente, patente na evolução da repartição dos seus PIB’s pelos vários sectores de actividade.
A melhoria da situação das pessoas em África e Ásia deu-se à custa das classes médias do ocidente, vide trabalhos de Piketty.
As desigualdades acentuam-se de ano para ano, com 2 ou 3 dezenas dos mais ricos do mundo a deterem cerca de 40% da riqueza criada.
Na europa há milhões de empregados que vivem abaixo do nível de subsistência dos respectivos países.
Enfim, o tema é demasiado complexo para debater neste espaço.
Ora bem, e que os críticos do “Capitalismo Selvagem” também deixem de ir às compras aos Domingos…
já para nem falar de comprar pela internet…
lucklucky
mas o facto de se combaterem aspectos negativos da globalização não implica estarmos contra ela por sistema. Há erros que existem e têm de ser suportados porque fazem parte do ser a que reportam, são “o mal menor”; mas outros existem que são dificuldades a superar, arestas a limar, especificidades a abolir, vícios que nasceram da engrenagem. Não há perfeição no mundo, mas não é por isso que deixaremos de persegui-la.
A questão é que sinalizar os erros é um quase nada.
Isso depende da tonalidade como se escreve, do ênfase que se dá. Dos elogios que não aparecem.
lucklucky
Globalismo?. Nada a recear.
Veja-se Portugal. Há 900 anos foi “globalizado”. Estará mesmo globalizado?. Basta ouvir as anedotas sobre alentejanos.
São os paradoxos do rabo da porca: partidos anti-democráticos bem instalados em democracias; anti-europeístas a comer na gamela de Estrasburgo; especialistas do lápis azul a controlar universidades; amigos dos animais que adoram fechá-los em apartamentos; os anti-vacinas que provavelmente não teriam sobrevivido não fossem as vacinas; vegans que ignoram o impacto do carnivorismo na evolução da humanidade; ateus que choram por catedrais incendiadas…