Aparentemente é um paradoxo porque o sentimento de ser livre não deveria ser conciliável com o verbo depender. Ser livre é ter coragem de viver o que se sente, é depender da verdade.
“Ser livre é depender” Parece-me contraditório, por definição ser livre é ser independente. Alto lá, a frase é mais complexa que isso, a frase completa diz: «Ser livre é depender do que se gosta.» Ainda assim. Um bêbado gosta de vinho vinho tinto, é dependente, logo é livre. Um cocainómano gosta de cocaína, é dependente, logo é livre. Um corrupto gosta de ser corrompido,é dependente dessa adrenalina, desse jogo, gosta de se vender, logo é livre. Não consigo ver a coisa dessa forma. Liberdade e dependência casam mal, na minha opinião, claro.
Vê desta forma: Sinto-me mais livre por depender só dos meus afectos. Incluindo dos clubísticos. . Se não fosse do Sporting, era um cidadão (e um ser) menos livre. Porque me seria sonegada essa dimensão essencial à expressão da minha personalidade enquanto ser afectivo e social. Se fosse adepto de um clube rival do Sporting, então, sentir-me-ia verdadeiramente escravizado.
«Se fosse adepto de um clube rival do Sporting, então, sentir-me-ia verdadeiramente escravizado» Muito bom, Pedro. Acho que me convenceste. Embora, ache irreal ser adepto dum rival, o leão existe, o dragão, não. Um adepto do Sporting, existe, tem nome, os outros nem nome têm são os “no names”. Dependo da minha simpatia, do meu afecto, do meu amor pelo Sporting, logo sou livre, parece-me uma boa formulação, há afectos que nos identificam como pessoas, pois têm a ver com os nossos valores, com a forma como nos relacionamos connosco e com os outros, com o mundo de uma forma geral. Levando isto a um extremo, se eu corrompesse (ou me deixasse corromper), se eu gostasse de fazer buracos e túneis debaixo dos relvados, se eu gostasse de entrar pela porta 18 e cheirar coisas esquisitas, enfim, nesse caso eu não seria livre e seria adepto de outro clube, eh, eh, eh. Está explicado, a frase faz sentido.
Em princípio, o ser mais livre é aquele soldado que insiste em marchar em passo trocado na parada militar.
Mas (hipótese alternativa), em vez de ser o mais livre, pode apenas ser o mais estúpido. Tal como aquele que conduz um carro na auto-estrada em contramão.
Para se ser livre é necessário perder-se.
Perder-se é achar-se.
Aparentemente é um paradoxo porque o sentimento de ser livre não deveria ser conciliável com o verbo depender. Ser livre é ter coragem de viver o que se sente, é depender da verdade.
Só o paradoxo é inteligível.
Ehhh lá — esta é boa.
Como diria o (mau) poeta: “preso às algemas da liberdade”.
E se em vez de “que”, tivesses escrito “quem”? Manterias o pensamento?
Também fiquei curiosa
O que vossas excelências querem é saber a disponibilidade do cavalheiro
“De quem se gosta” soa a voz passiva.
Em termos morfológicos, prefiro a voz activa.
Para mim “ser livre é só depender do que se quer” ou, como digo há muitos anos,
“ é fazer o que quero, quando quero e como quero”.
No fundo, Isabel, é a mesma coisa. Embora dita de outra maneira.
Somos sempre dependentes. Não tem como fugir.
Alguns fogem para as dependências tóxicas.
“Ser livre é depender”
Parece-me contraditório, por definição ser livre é ser independente.
Alto lá, a frase é mais complexa que isso, a frase completa diz:
«Ser livre é depender do que se gosta.»
Ainda assim.
Um bêbado gosta de vinho vinho tinto, é dependente, logo é livre.
Um cocainómano gosta de cocaína, é dependente, logo é livre.
Um corrupto gosta de ser corrompido,é dependente dessa adrenalina, desse jogo, gosta de se vender, logo é livre. Não consigo ver a coisa dessa forma. Liberdade e dependência casam mal, na minha opinião, claro.
Vê desta forma:
Sinto-me mais livre por depender só dos meus afectos. Incluindo dos clubísticos.
.
Se não fosse do Sporting, era um cidadão (e um ser) menos livre. Porque me seria sonegada essa dimensão essencial à expressão da minha personalidade enquanto ser afectivo e social.
Se fosse adepto de um clube rival do Sporting, então, sentir-me-ia verdadeiramente escravizado.
«Se fosse adepto de um clube rival do Sporting, então, sentir-me-ia verdadeiramente escravizado»
Muito bom, Pedro.
Acho que me convenceste.
Embora, ache irreal ser adepto dum rival, o leão existe, o dragão, não. Um adepto do Sporting, existe, tem nome, os outros nem nome têm são os “no names”.
Dependo da minha simpatia, do meu afecto, do meu amor pelo Sporting, logo sou livre, parece-me uma boa formulação, há afectos que nos identificam como pessoas, pois têm a ver com os nossos valores, com a forma como nos relacionamos connosco e com os outros, com o mundo de uma forma geral.
Levando isto a um extremo, se eu corrompesse (ou me deixasse corromper), se eu gostasse de fazer buracos e túneis debaixo dos relvados, se eu gostasse de entrar pela porta 18 e cheirar coisas esquisitas, enfim, nesse caso eu não seria livre e seria adepto de outro clube, eh, eh, eh.
Está explicado, a frase faz sentido.
Ou reduzir ao essencial o que se deseja.
Lá canta o Palma, no ‘A gente vai continuar’:
«Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta…»
Isabel
Ainda bem que o Palma já deixou a dependência
Alguns continuam dependentes dele. Da música dele, quero dizer.
Eu não sei o que é ser livre. Tem vezes em que me sinto livre.
Só somos realmente livres quando deixamos de questionar-nos sobre a liberdade.
Ser livre é depender da sua própria vontade sem ofender o outro.
Seremos verdadeiramente livres se agirmos de acordo com as nossas segundas intenções.
Brutal!!!
Ser livre é seguirmos o nosso pensamento, que se vai construindo diariamente, mesmo que ele vá contra o das maiorias.
Bom domingo!
Em princípio, o ser mais livre é aquele soldado que insiste em marchar em passo trocado na parada militar.
Mas (hipótese alternativa), em vez de ser o mais livre, pode apenas ser o mais estúpido. Tal como aquele que conduz um carro na auto-estrada em contramão.