Fala-se muito de misoginia, mas quase nada de misandria. Durante décadas na verdade não a sentia como algo fácil de identificar. Mas de imediato pensava que era natural que assim fosse, pois sempre vivemos numa sociedade machista e não o contrário. Ultimamente detecto manifestações de misandria aqui e ali, com uma exuberância que me deixa pasmada. E penso que vamos de mal a pior, porque agora a balança do ressentimento e do ódio está equilibrada e muitas mulheres pensam que isso é uma boa evolução.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Eu quando era mais novo tive bastante contacto com lésbicas e constatei que algumas delas exibem misandria, isto é, passam o tempo a dizer mal dos homens e, de facto, evitam-nos tanto quanto possível.
Em todo o caso penso que isso não é regra. Mas olhe que também há homossexuais que falam das mulheres com idêntica repulsa…
Esse comentador tem manifestado, com crescente repulsa, as minhas escolhas nas Belles Toujours. O que só confirma a sua misoginia.
Haverá. Mas o que eu ouço dizer é o contrário: que geralmente os homossexuais masculinos apreciam bastante as mulheres e aceitam de muito bom grado o contacto e a amizade com elas.
balio, há muita lésbica que gostava de ser homem.
De verdade? Eu já conheci bastantes lésbicas e nenhuma delas era transexual. Todas estavam bem satisfeitas com a sua condição de mulheres e, tal como eu disse, algumas delas evitavam bastante os homens.
Se a orientação sexual fosse uma escolha, ninguém escolhia gostar de homens.
Federico Fellini fez um filme intitulado A Cidade das Mulheres.
O meu pai uma vez observou-me que muito mais rapidamente uma mulher dispensa completamente os homens do que o contrário.
Sem dúvida, e a culpa é deles.
Egoísmo, sobranceria e ingratidão assenta-lhes bem, mas há algumas excepções ….pouquinhas.
Essa afirmação não me espanta, mais a mais feita por uma pessoa de uma geração anterior à nossa. Hoje já não será tanto assim, mas num passado recente os homens, por não fazerem de todo trabalho doméstico, eram muito pouco autónomos. As mulheres, ao contrário, eram ensinadas a cozinhar e a tratar de todas as intendências relativas à gestão da casa.
Subscrevo, Teresa!
Eu tanbém..!!!
Eu, é mais misantropia.
Eu, é mais miopia.
Nem misoginia nem misandria, estupidez apenas.
O homem é diferente da mulher não só biologicamente mas em todos os aspectos. Todas as exigências que ultrapassem a igualdade de direitos apenas servem para fomentar a divisão e alimentar o discurso de ódio.
Não é por acaso que na natureza são as fêmeas que reproduzem e os machos os responsáveis pela continuidade da espécie.
Misandria e misoginia são, a meu ver, duas palavras contra natura.
Noto que muita gente tende a confundir a luta pela igualdade de direitos entre os géneros (que existe e tem razão de ser) com a luta pela igualdade tout court (que não faz sentido nenhum e que, como tal, não existe).
Os sentimentos que essas palavras definem, infelizmente estão muito presentes na sociedade.
Teresa, este teu comentário dá outro interessantíssimo ‘pensamento da semana’.
Fica a sugestão.
Sugestão registada 🙂
Não existe «géneros» mas sim sexos (Masculino e Feminino), a palavra género serve para definir um estilo, por exemplo: género de literatura, género de música.
Figueiredo, você deve ter aprendido isto na Instrução Primária:
Género
GRAMÁTICA categoria morfossintáctica baseada na distinção dos sexos (masculino ou feminino, no caso de seres animados) ou atribuída por convenção (no caso de seres não animados).
Você não percebeu ou então está a tentar justificar a engenharia social e novilíngua associadas ao uso errado da palavra «géneros» para substituir o termo correcto, que é sexos (Masculino e Feminino).
Mas eu volto a repetir, e desta vez interprete aquilo que lê.
Não existe «géneros» mas sim sexos (Masculino e Feminino), a palavra género serve para definir um estilo, por exemplo: género de literatura, género de música.
São??? e sozinhos?? Coitadinhos!!
Concordo plenamente com o amigo Carlos Sousa, os homens de hoje, também sabem cozinhar, fazer as lides da casa, passar a ferro que elas não gostam de fazer, e somos também muito independentes da mulher, mas precisam de nós para continuar a espécie

Também concordo, o problema é, depois, lavar a loiça.
Caro João Felgar,
Lutar por igualdade de direitos não é ser contra os homens, nem pressupõe o desejo de ostracizá-los. Acredito que a maior parte das feministas gostam de homens e desejam que esta evolução se faça com eles, e não contra eles.
Sim, porque se estivéssemos de costas voltadas, não havia bebes

As mulheres fazem parte de um todo, e espero que a ideia de igualdade se faça na realidade, existe esta intenção política desde 5 de Outubro de 1910, igualdade, até hoje e nada. -Igualdade de salário para as mesmas funções, igualdade de responsabilidades na sociedade, não existe.
As intenções são estas, as feministas deviam simplesmente boicotar os processos eleitoral a nível nacional e de uma vez por todas, criarem bases de respeito para com a Mulher, da mudança do paradigma de violência doméstica contras as mulheres, baterem oi pé contra a sociedade machista que existe ainda hoje, e ninguém das feministas não fazem nada, é só conversa
As palavras também são armas e numa sociedade livre, devemos aproveitá-las bem. Por essa via também se faz caminho. Mas além de palavras também se avançou com o sistema de quotas, agora muito impulsionado pela actual presidente da CE. Uma medida que tem por objectivo, precisamente, acelerar o processo.
O problema é que quando a mulher fala em igualdade de direitos geralmente quer ser tratada como um homem.
Se ser tratada como um homem é ser remunerada como um homem, ter acesso à progressão na carreira como um homem e ser respeitada no espaço público como um homem, então confirmo: a maior parte das mulheres querem ser tratadas como homens. Algo em que, ao contrário de si, não vejo problema nenhum.
A mulher não tem de ser equiparada ao homem. Mulher é mulher, homem é homem, são diferentes. Enquanto houver esta guerrinha a luta das mulheres está sempre condenada ao fracasso. É como as quotas na política, é um erro. É estar a avaliar um livro somente pela capa.
A misandria e a misoginia resultam na prática da aplicação dessas ideias.
A mulher pode, deve e é (na nossa constituição) equiparada ao homem no plano cívico. E se não fosse esta “guerrinha”, como lhe chama, ainda era necessário às mulheres pedirem autorização aos cônjuges para abrir uma empresa, sair do país, etc. Não foi assim há tanto tempo que isso mudou no nosso país. Noutras geografias a situação mantém-se: as mulheres são tratadas como propriedade dos homens (pais ou maridos)
As quotas não são um erro. As quotas servem para corrigir erros.
Ultimamente detecto manifestações de misandria aqui e ali
Já existem há bastante tempo — lembro-me até de já ter deixado comentários aqui no DO acerca disso. Sobretudo porque nestes fenómenos de auto-vitimização floresce sempre um tom suprematista. Vingativo seria normal, mas suprematista indicia outras origens, outros motivos e outros desígnios muito diferentes da tão mal-desejada Igualdade (que só pode ser a da Lei).
Quando fala na “Mal desejada igualdade”… esqueceu-se de lhe acrescentar “de direitos”. Contestar as reivindicações feministas argumentando que não se pode aspirar à igualdade, omitindo que a igualdade que se reivindica é a de direitos, é um clássico. Visa, é claro, denegrir a causa feminista.
A nossa lei já consagra a igualdade de direitos há muito. O que tem sido difícil é mudar as cabecinhas dos que ainda não se conformaram com essa ideia.
omitindo que a igualdade que se reivindica é a de direitos, é um clássico. Visa, é claro, denegrir a causa feminista.
A nossa lei já consagra a igualdade de direitos há muito. O que tem sido difícil é mudar as cabecinhas dos que ainda não se conformaram com essa ideia.
Exactamente. Na realidade só se pode mudar a lei — e a lei já é igualitária. Portanto quando começamos a falar em “mudar cabecinhas” já estamos noutro domínio que não é o das pretensões de igualdade.
Estamos. No domínio da cultura civilizacional. Um processo que ao contrário do que insinua, não é necessariamente assustador. Nem todas as mudanças de mentalidade se fazem sob chicote. Aliás, as que se fazem assim, criam, inevitavelmente, bolsas de resistência.
Eu não disse, nem sugeri, que era assustador. Nem disse que estava contra. Mas as “cabecinhas” não mudam por impingirem tretas aos miúdos nas escolas — só mudam quando mudarem as condições sócio-económicas e 50% das pessoas não forem pobres e se de cada vez que dão as 12 badaladas houver menos pobres.
Mas o socialismo a que estamos submetidos pela blindagem do sistema, e inépcia das direitas (lamentavelmente são mesmo imbecis) está a fazer o trabalho inverso. Cada vez há mais pobres, menos autonomia, menos habitação, menos segurança — e mais mentiras. E portanto cada vez haverá mais violência, mais discriminação e mais derrotas.
Fala como se a misoginia fosse exclusivo das classes mais desfavorecidas, nada poderia ser mais falso.
É sempre falso interpretar as coisas como absolutos e de maneira literal. Não é a misoginia em si — é o conjunto todo das sociabilidades que é melhor quando melhoram as condições socio-económicas. No fundo, o conforto da sociedade.
As mudanças sociais demoram séculos e têm muitos matizes — sempre me pareceu arrogante (e estúpido) pensar que se pode determinar modelos sociais e consciências e, por causa dessa dificuldade minha, nunca consegui ser de esquerda: não acredito na programação das pessoas (e muito menos no controlo sectário exercido por bandos de profetas/polícias)
Confunde educação ou, no sentido mais lato, formação com… programação?! Credo!
É pela palavra, pelo debate e também pelo exemplo que se mudam mentalidades. Nada mais natural, nada mais desejável, se feito em liberdade.
“V.” vê socialismo em tudo quanto é sítio. Um psiquiatra ajuda.
a autora do texto não conhece o efeito “mulheres são magnificas” heres_s%C3%A3o_magn%C3%ADficas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_mul
numa sociedade machista o que existiria era o efeito “homens são magnificos”
Sexismo benevolente não interessa a ninguém
“Sexismo benevolente não interessa a ninguém” É por isso que detesto as quotas. Já estive para ser nomeada para um certo lugar mas quando me apercebi que era devido ás quotas recusei (mais tarde senti um certo arrependimento porque era muito bem pago, fui estúpida).
Palmas
Outra distorção que se faz da realidade quando se discutem as quotas: nunca está em causa colocar mulheres só porque são mulheres, em determinados postos de trabalho. Se foi convidada, foi porque consideraram que tinha currículo e perfil adequados para o cargo que lhe propuseram. Algo que provavelmente não tomariam em conta se na sua empresa não se aplicassem quotas.
O que as quotas fazem é constranger os empregadores a considerar, também, as mulheres que têm habilitações adequadas para ocupar os postos de trabalho que estão em aberto.
Quando o marido bate na mulher é “violência de género.”
Quando a mulher bate no marido é “crime passional.”
Lucky: Não é verdade. Qualquer estatística sobre violência doméstica inclui também casos em que as vítimas são homens., portanto essas agressões não são catalogadas de forma diferente. Se se fala mais da violência contra as mulheres é porque a sua expressão estatística é infinitamente maior do que o inverso.
Esqueceu-se de falar em marxismo, lucklucky.
Mulheres feias, malfeitas, que não são cativantes, frustradas, rejeitadas pelos homens que constantemente tentam agarrar, que dão o golpe da gravidez para viver de subsídios e pensões, com uma fraca ou inexistente vida sexual, e com habilitações académicas e empregos obtidos através do facilitismo, favores sexuais, cunhas, ou cotas de «género», agem dessa forma – misandria – para justificar a nulidade e aberrações que são.
Eis uma tirada misógina em todo o seu esplendor!
Custa ler a verdade.
Figueiredo, a vida anda-lhe a correr mesmo mal….
Faça alguma coisa por si homem, meditação Yoga escalada, sei lá….. se não resultar agarre- se ao gin.
Acusou o toque, temos pena, meta rolhas.
Houve um tempo que se pensava e tentava definir o Homem sem lhe cuidar de especificar o sexo; nesse universo sempre tiveram lugar mulheres.
Agora que a pílula e os tampões e similares asseguram às fêmeas um nível de actividade equiparável ao macho, os valores dominantes são os aplicáveis a um mercado de concorrência, distorcido por quotas e direitos diferenciados.
Daí à luta de classes … furtam-se os independentes, misóginos e misândricas.
As quotas são exactamente para corrigir a distorção existente. Só não percebe quem não quer perceber.
As quotas são um atentado ao Direito!
E esperar que com o tempo a discriminação de género seja ultrapassada “naturalmente” é atentar contra direitos que o Direito já consagrou. Pois os cálculos já foram feitos e por essa via as mulheres bem podem esperar sentadas pela igualdade de oportunidades.
Acrescento o link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/7/32704 3-ao-ritmo-actual-mulheres-alcancarao-ig ualdade-de-direitos-em-300-anos-afirma-o nu/
“Ultimamente detecto manifestações de misandria aqui e ali”. Onde??? Aqui e ali é um bocado vago.
“E penso que vamos de mal a pior, porque agora a balança do ressentimento e do ódio está equilibrada e muitas mulheres pensam que isso é uma boa evolução.”
A sério? Quais? Quem? Onde e quando?
Ah, como é fácil arrotar umas postas de pescada depois de ter comido atum, e conseguir o objetivo: post da semana, homens a baterem palminhas, e siga a marinha.
” homens a baterem palminhas,”
Sou homem?
Helena, ltura/noticia/2021/06/francesa-pauline-h armange-causa-polemica-ao-defender-misan dria-o-odio-aos-homens.html
A seu pedido aqui vai uma posta de misandria que deu muito que falar:
https://revistamarieclaire.globo.com/Cu
Serve para aliviar a sua azia? Assim espero.