
Teresa Ribeiro: «Participar desta forma, tão simples, no destino de um país parece uma ideia pueril. Concretizá-la numa ilha com pouco mais de 300 mil habitantes prova que afinal é exequível, pelo menos numa ilha com pouco mais de 300 mil habitantes. Dir-me-ão que no caso da Islândia, o tamanho conta. E eu pergunto-me se tal como nas questões de alcova não estará o seu sucesso na dependência de factores que não se medem aos palmos.»
Eu: «Alguns são aprendizes, mas em Portugal só Augusto Cid é o mestre. O melhor cartunista português, exímio praticante da sátira política em forma de caricatura, cultor do salutar princípio castigat ridendo mores (que herdámos dos antepassados romanos), está hoje desempregado. O que é outro sintoma da decadência do nosso jornalismo. Em qualquer outro país, Cid seria disputado por todos os jornais – da esquerda, do centro ou da direita.»
