Pensamento da semana


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le-complot-protocole-sages-sion-critique-will-eisn, um dito adequado a um ambiente em que se aplaude quem chama “fascista” ou “pidesco” a alguém que consulta um documento público em que é referido.

(Imagem de Will Eisner, The Plot: The Secret History of the Protocols of the Elders of Zion)

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

0 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Não percebo como se consegue fixar um alvo que se ignora, mas parece que é assim que funciona a mira larga.

    Ao ler o enquadramento só consigo recordar o PCTP/MRPP! Adiante.
    Não sei a que ambiente se refere, mas qualquer cidadão tem o direito de consultar documentos onde seja referenciado, o RGPD deixou isso claro; atitudes de condenação pelo exercício de tal direito, mais do que falta de pontaria e daí o recurso à mira larga, parecem absoluta incompreensão de tal direito.

    1. O ambiente é simples: uma historiadora, Irene Pimentel, autora de “A História da Pide”, assim conhecedora do que é “pidesco”, ex-bloguista (o conhecido e paradigmático Jugular), e como tal conhecedora do que é publicar textos na internet, critica no seu mural-FB o autor do discurso de 10 de Junho. Este lê tal “post” (como as pessoas chamam aos postais) e refere-o num texto sobre a recepção aos seus discursos. Ela chama-lhe “pidesco”, enfatizando o “fascizante” (ou fascista) das suas perspectivas.

      1. Conheço e aprecio os livros de investigação de Irene Pimentel.
        Desconhecia tal troca de mimos e descobri há pouco a ‘questão da padaria’, que me leva a supor poder haver mais nesta troca de
        epítetos. Que a historiadora tem obrigação de conhecer e respeitar o significado.

        Conhecer o ambiente em nada me faz alterar uma vírgula ao que escrevi: não percebo como se consegue transformar em alvo alguém que se ignora, que não se vê pois nele se projecta o preconceito.

        1. Não tenho o saber especializado nem os instrumentos metodológicos para avaliar o trabalho da investigadora Pimentel. Como personagem politicamente interveniente é, pura e simplesmente, uma cidadã repugnate. Explicitei-o aqui, sem deixar qualquer espaço para dúvidas. Resta, no domínio das ciências sociais, saber se alguém que pratica o “aldrabismo” de cidadania é confiável profissionalmente. Escolha(m): https://flavio5706.wordpress.com/2017/06/22/o-ambiente-geral/

          1. Não sou historiadora, editora ou crítica de literatura; falo como leitora, e é nessa qualidade que me deparo com uma escrita clara em textos bem estruturados, onde os factos são apresentados separados da sua interpretação e acompanhados por boas ilustrações (por vezes é importante ver livros com figurinhas). Que saiba, os documentos que referencia como fonte estão quase todos disponíveis e até agora o seu trabalho não foi contestado, pelo que o tomo como bom.

            Do seu exercício da cidadania nada sei – ou sei o que aqui me conta e sobre o que me pronunciei: tende-se a projectar o preconceito no que não se percebe, e daí não perceber como alguém consegue fazer pontaria ao que realmente não vê.

            Lamentavelmente, IFP não será caso único. Há-os à esquerda e à direita, cheios de preconceito, de pré-conceito, de verrina.
            Mas por muito repugnante que o jpt a ache, confesso estranhar que, baseado na sua actuação enquanto cidadã, permita abrir à suspeita a confiabilidade profissional da investigadora. Serão a parcialidade e a ferocidade das opiniões pessoais condições suficientes para questionar a competência e a ética?

          2. Repito, caso não tenha sido suficientemente explícito (ou mesmo enfático): “Não tenho o saber especializado nem os instrumentos metodológicos para avaliar o trabalho da investigadora Pimentel.” Posso apenas – neste caso como em tantos outros, pois a isso me limita a extensão da minha ignorância – aprender e apreciar ou vice-versa.

            O que digo também é algo diferente: para este caso, como para todos os outros casos de investigadores – em particular, e usando a velha e muito criticável distinção entre interpretação e explicação, humanidades/ciências sociais e ciências naturais (um registo leve [lite] adequado a comentários bloguísticos) – em particular, dizia, a investigadores de ciências sociais, é normal e legítimo questionarmo-nos, a priori e a posteriori (das leituras) se a prática de manipulação do real que se detectam no discurso público (político) não estarão também presentes nos respectivos trabalhos profissionais. Certo, o “político” e o “científico” são espaços diferentes, “vocações” diferentes. Mas se eu envieso, com impudicícia, o real em alguns sectores da minha actividade intelectual pública não será normal que a comentadora Sarin e quaisquer outras pessoas suspeite(m) que o faço nas outras dimensões dessa minha vida?

            Insisto (a tal ênfase necessária): isto que digo liga-se a este caso e a qualquer outro caso de intervenção pública de investigadores.

          3. Quando notável cirurgião se pronunciou sobre matéria médica que não da sua especialidade, considerei abuso, irresponsabilidade, tentativa de condicionamento da opinião pública disfarçada de “mera opinião”, mas não questionei as suas competências nem a sua ética caso lidasse, na sua especialidade, com aqueles a quem se referiu.
            Do mesmo modo, não questiono as competências e a ética de advogados e economistas professores universitários cuja intervenção política se torna maleável, adaptável às suas opiniões enquanto cidadãos.
            Não serão exactamente investigadores, pelo menos não os últimos, mas as suas preferências pessoais por determinado modelo não me parecem condição suficiente para assumir que possam deturpar o ensino dos outros modelos.

            Todos somos condicionados pelas nossas opções, perspectivas e experiências mas, e até indícios em contrário, continuo a separar os campos de exercício. Um bom profissional pode ser um grande filho-da-mãe. A inversa também é verdade.

          4. Acho que fui suficientemente explícito para que não me seja necessário (re)comentar. Uma coisa é um economista de uma escola teórica defender modelos interpretativos de uma realidade e linhas de actuação – outra coisa é um economista seja lá de que escola for dizer que como pedi um empréstimo sou um ladrão. De facto, é do que se trata.

          5. De facto, não é exactamente a mesma coisa, uma vez que pidesco adjectiva quem repressivo e ladrão, no caso, adjectiva um substantivo criminoso.

            Concordo que não valerá a pena continuar este debate – ambos concordamos que é inadmissível o uso de tais termos, ainda mais por quem especialista; ambos concordamos que o contorcionismo político é abominável; concordemos em discordar na leitura profissional vs cidadão.

            Até breve.

      2. Releia ´Esaú e Jacó’ do Machado de Assis e verá que esse desconforto lhe passa, se ainda for a tempo de reavaliar a natureza das peças e respectivas posições no tabuleiro.

  2. Hoje em dia, usam-se termos como “facista”, “pidesco”, “censura”, “nazi”, etc. com uma facilidade incrível. É uma falta de respeito pelas vítimas de certas práticas e ditaduras. Na altura da crise, quando chamavam Hitler à Merkel, eu sentia a mesma coisa. É certo que as pessoas estavam revoltadas, mas… Hitler? Uma falta de respeito por todos aqueles que sofreram com o nazismo.

    1. Não estamos assim tão longe de Hitler, nem de nazismo, nem de assuntos pidescos quanto V.Exas. pensam. Garanto minha Senhora. Não estamos assim tão longe!

        1. Mas, o anónimo garante! Empenha-se! Entrega cousas em penhor e apresenta notáveis que o afiançam! Ele viu os sinais. E o Tavares carrega a marca da besta. É porque é certo, certamente!
          Esta gente só descansa quando produzir nazis, à séria!!

          1. Pois, comentador Justiniano, julgo mesmo que muitos já dirão “Quem não reconhece esses nazis não é bom pai de família”

  3. Com base em estudos científicos, estou em crer que a base dos conflitos mundiais futuros se deverá ao feminismo. Agora também desejam ser padres. Portanto, a santidade ocasionará grandes exaltações. Direi mesmo que os estigmas continuarão a proliferar. A Merkel e o(a)s merkelzito(a)s tanto buscaram a santidade que até fizeram os russos anexar a Crimeia e separar a Ucrânia. Portanto, foram capaz de os converter.
    Ainda com base em estudos científicos, onde houver um(a) feminista encontraremos o arco-íris, um símbolo de aliança.

    Vamos lá ver se o Trump e o Bolsonaro conseguem travar os acontecimentos, pois com tanta santidade no mundo a esperança só pode vir dos diabos.

    Um pobre pecador deixou de ter acesso ao reino dos céus. Isto é mesmo farisaico! Diante de tanto farisaísmo o inimigo é mesmo o outro. E eu também.

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