Ainda nem sequer passaram três meses de quando Putin tinha uma reputação a defender. Escrevia em letra grande na cena internacional. Agora é um infame, uma borracha que apaga anos de escrita a cada passo que dá. Como dizia Boris Pasternak, “Os homens no poder estão tão ansiosos por estabelecer o mito da sua infalibilidade que fazem o seu melhor para ignorar a verdade.”
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Gostei da referência a Pasternak.
Tem toda a razãozinha, beatriz j a. Putin tinha uma reputação a defender. Desde 24 de Fevereiro demonstrou que a tem. O homem foi avisando; e cumpriu a promessa. E vai continuar a cumpri-la, se necessário intensificando o fogo-de-artifício.
Biden a única coisa que faz é aprovar financiamentos que diz serem para outros, mas servem para repor 1/5 dos stocks de armamento que possuía, e que já perdeu na Ucrânia. Mas quem vai pagar isto é a Europa. Sá a falida Grécia vai pagar 13 Biliões USD no novo armamento cujo contracto firmou com os USA. E os neonazis que também em Portugal alinhavam com o massacre que Bruxelas efectuou para aprovar “resgates” andam agora calados sabendo que vão pagar também esse custo.
O Boris Pasternark referia-se a Biden e aos squazes europeus.
Beijufas
Você não ia para a Rússia? Ou já foi e já voltou?
beatriz j a, antes de mais deixe-me dizer-lhe que a RT NEWS LIve Stream está estabilizada e a ser emitida TAMBÉM desde Março na plataforma RUMBLE, que é SEGURA, aqui: s-special-operation-in-donbass-special-c overage.html
https://rumble.com/vwbbjn-putin-announce
Não se preocupe com a minha agenda. Fique tranquila que mantê-la-ei ao corrente de notícias fresquinhas que se considerem oportunas, como tenho feito até agora. E tenho várias para partilhar consigo brevemente. Quero que a beatriz possa brilhar no washington post.
Já agora, se algum dia pretender escrever sobre a ficção em torno de Holodomor de forma séria e diferente do que o que se papagueia em torno disto, diga que eu forneço-lhe uma fonte única, segura e deveras interessante. A restante investigação e comprovação ficará a seu critério.
Nota: Última Hora: A Rússia acaba de reforçar sua posição na OPEC+
Beijufas
Sei muito bem o que é a RT News.
RT NEWS é isto, saído há minutos: oomerang-how-the-wests-anti-moscow-measu res-are-backfiring.html
https://rumble.com/v15tbg3-sanctions-the-b
A RT é como dois jornais aqui do retângulo: sicofantas às ordens do mestre.
Aqui tem a confirmação: urrencies/dollar-vs-ruble-is-russia-curr ency-worlds-top-performer-traders-2022-5
https://markets.businessinsider.com/news/c
https://ec.europa.eu/info/business-econo my-euro/economic-performance-and-forecas ts/economic-forecasts/spring-2022-econom ic-forecast_en
Beijufas
esse link vai dar a uma página – 404 page not found
Estão a funcionar. O primeiro refere-se ao rublo como melhor moeda mundial em termos de prestação face ao dólar, e ao facto daquilo que já aqui tinha relatado sobre os russos terem deitado a mão aos capitais estrangeiros como medida de retaliação.
A segunda é o site de previsões da EU para a inflamação ANUAL FINAL (que é resultado da média) a leste e a oeste. Que para mim são estimativas ainda POUCO PRODUTIVAS, MAS QUE INDICAM AS ACTUAIS FLUTUAÇÕES INFLACIONÁRIAS A LESTE, relatadas na ligação que deixei. E sim, o preço por galão de combustível nos USA está a engasgar a malta.
Beijufas
No fim da vindima é que se fazem as contas.
Já estão feitas e até há quem transporte a uva. Agora, beatriz j a, vou mostrar-lhe um passarinho muito lindo. A ligação diz respeito ao bombardeiro nuclear que hoje a Rússia, juntamente com o bombardeiro nuclear chinês, colocou sobre o Japão e a região do Indo-pacífico para saudar o Biden. se-air-forces-conduct-joint-patrols-in-a sia-pacific-region.html
Lindo passarinho:
https://rumble.com/v15xact-russian-chine
lol
dê o exemplo e vá para a Ucrania lutar pela Russia
Portanto, pela sua lógica, só podemos falar do que fazemos. Logo, os jornais deviam desaparecer porque os jornalistas falam de governantes e não governam, de guerras e não são soldados, etc. E pela mesmo ordem de ideias, o povo devia ser silenciado: não se pode criticar a política do primeiro-ministro ou outro governante a não ser que estejamos lá a fazer o serviço de governante. Critica professores? Não pode porque não é professor. Critica o juiz? Não pode porque não é juiz. Etc. Portanto, defende a censura e o fim da liberdade de expressão…
Leia também isto, talvez lhe interesse: xperimental-que-elimina-o-cancro-foi-adm inistrado-a-um-paciente-pela-primeira-ve z/
https://multinews.sapo.pt/noticias/virus-e
Agradeço sinceramente este link porque leio tudo o que posso sobre o assunto, embora a maioria do que leio seja indicado por médicos, ou em revistas médicas especializadas. Já tinha ouvido falar disto mas como diz a notícia, “O ensaio clínico espera descobrir uma nova forma de combater os cancros no corpo humano.” Espera vir a descobrir… é uma coisa ainda muito longínqua porque não se investe no cancro como se investiu na vacina para o Covid, de maneira que leva tudo muito tempo.
O tratamento mais avançado, digamos assim, que existe, já em forma de poder ser administrado passa por fazer-se um estudo genético da pessoa e das suas células T e construir um medicamento à sua medida que só serve para ela. Isso foi desenvolvido na Alemanha e sei que tem tido bons resultados, mas não sei se serve para todos os tipos de cancro.
A questão é que custa 400 mil euros e portanto, não é um medicamento acessível a não ser a poucos e o Estado não o financia, a não ser em algum caso excepcional.
O tratamento do cancro só agora começa a descolar, como se costuma dizer. A quimio e a rádio são coisas bárbaras que se faz ao corpo. Bárbaras. Eu fiz quimio e rádio mas como não tiveram o sucesso que se esperava e o bicho continuava cá activo, fui inaugurar um tratamento que tinha sido acabado de aprovar de imunoterapia. Durou um ano e era frequente, de 15 em 15 dias, mas não tem os efeitos da quimio. Estive sempre a trabalhar. Nunca faltei. Num futuro próximo os tratamentos serão mais assim, mas ainda falta bastante tempo.
Acompanhe esse ensaio contactando a entidade. NHw
Sim, conheço o que escreve em seu comentário. Como por aqui está um pouco movimentado, não tenho oportunidade para procurar algo que li sobre esse tema e partilhá-lo. Porém tente o Google académico. Se não souber como funciona, siga aqui os passos:
https://www.youtube.com/watch?v=NxKDLZmi
Beijufas
Anónimo, você é uma parvinha.
1 – É como D. Afonso Henriques, para os «conquistadores» é um herói, para os conquistados é um “infame”, um “sem-reputação”, um “criminoso”.
2 – “Infames”, “criminosos”, “racistas”, “colonialistas”, etc., … É como os povos do Afeganistão, Iraque, Palestina, Coreia, Vietnam, e mais umas dezenas por todo o mundo, chamam aos crimes e matanças que os “Ocidentais” e as tropas dos EUA lhes fizeram.
3 – Desde há 32 mil anos que naquela região ocorre este actual conflito, e há guerras entre povos humanos. Vemos lá uma luta incessante e contínua entre povos de etnia teutónica e sáxónia contra povos de etnia eslava.
4 – Em 1242, o chefe russo Alexandre Nevsky derrotou os germânicos no lago gelado de Peipus… Na “batalha de Poltava” em 1709 o Czar Russo voltou a derrotar o Imperador Sueco. Portanto, há mais de 800 anos que a Rússia possui do rio Dnipro para leste.
5 – Aquilo a que chamam “Ucrânia” hoje, foi “Rússia” por várias vezes, e por muito mais tempo a favor da Rússia, do que para todos os outros conquistadores e invasores.
6 – Em 1991, a Rússia estava fraca e quase destruída. O Ocidente e os EUA/Nato aproveitaram-se disso para roubarem e conquistarem à Rússia imenso território que pertencia à “URSS”. A Rússia, entretanto, recuperou o poder económico e militar, e veio em defesa de parte dos seus compatriotas e territórios espoliados e invadidos.
7 – O que alguém com juízo e discernimento vê, naquela região, é uma contínua disputa pela definição da “fronteira” entre a Rússia e os povos não-russos do Norte da Europa. Quando um lado é mais forte, conquista mais território ao outro lado. E vice-versa, desde há mais de mil anos.
8 – E assim vai continuar. E não há esperança de que acabe. Porque cada lado continua a dizer: “mais armas, mais sanções, mais bombardeamentos”.
Zelensky é como aquele miúdo que provoca e ataca a mesa onde está sentada outra família na mesma esplanada. Porque acredita que o pai (EUA/Nato), lá atrás, o vai defender se essa família (Rússia) lhe der uma bofetada e o parar. O problema, é que na mesa dessa família atacada pelo fedelho está alguém que dá uma tareia no pai dele que o incita e o deixa atacar a mesa dos vizinhos.
9 – Foram 8 anos a torturar, perseguir, violar e matar os vizinhos e concidadãos ucranianos que tiham amizade à Rússia. Morreram mais de 13 mil pessoas. Os que agora se escandalizam, são os cúmplices dessa ignomínia, os que foram criminosos pelo silêncio de deixarem o «regime zelensky&azov» cometer esse genocídio.
10 – A minha pergunta é sobre o direito a viver na terra onde se nasceu, onde se tem família, e onde se quer continuar a ser “ucraniano” lá.
11 – Mais de 5 milhões de «ucranianos pró-russia nascidos na Ucrânia» queriam continuar a ser “ucranianos”, não queriam ser “russos” nem viver na Rússia. Até tinham representação parlamentar (eram 11 partidos, resultantes do voto popular, que zelensky aboliu e proibiu).
12 – Esses «ucranianos a favor de uma relação fraternal e amiga com a Rússia» não queriam ser “russos”, queriam ser “ucranianos”. Nem sequer impediram que o «regime zelensky» ganhasse as eleições e governasse.
13 – A minha pergunta é, por isso, a seguinte: — Porque «zelensky&batalhãoAzov» necessitava de os perseguir, violar e matar durante 8 anos? Por se achar com mais direito a ser “ucraniano” do que eles?
14 – O que «zelensky&batalhãoAzov» fez, com a cumplicidade da Nato/Eua, foi um acto criminoso de genocídio e xenofobia, que o coloca na categoria de anti-democrático e fascista.
Acho que chamar para aqui o D. Afonso Henriques não é adequado, não? Já não vivemos segundo a lei da espada. Entretanto, criaram-se leis internacionais, instituições com Cartas que os países assinam, etc.
E isso de dizer que Zelensky andou durante oito anos a perseguir violar e matar falantes de russo é uma mentira tão ridícula que nem dá para comentar.
Mentira?
Quem, de facto, mente?
1 – “Unlawful detentions and torture committed by Ukrainian side in the armed conflict in Eastern Ukraine” (PDF). United States Agency for International Development.
2 – “Report on the human rights situation in Ukraine 16 November 2015 to 15 February 2016” (PDF). Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights. Fevereiro de 2016.
3 – “Report on the human rights situation in Ukraine 16 February to 15 May 2016” (PDF). Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights. Maio de 2016.
4 – “You Don’t Exist”, Arbitrary Detentions, Enforced Disappearances, and Torture in Eastern Ukraine”, 2016 Human Rights Watch, ISBN: 978-1-6231-33863.
5 – “Azov Battalion, Center for International Security and Cooperation (CISAC)”, Universidade Stanford.
6 – “Out of Control: Ukraine’s Rogue Militias”, Série “Decade of Hate”, 25 de maio de 2018, VICE International (em inglês).
7 – “Women and the Azov battalion in Kyiv, Ukraine”, DW Documentary, 10 de março de 2017, (em inglês): O batalhão Azov é de extrema-direita e usa abertamente símbolos fascistas. O grupo está a recrutar cada vez mais jovens — muitos deles são mulheres. A preocupação com a democracia na Ucrânia está a crescer.
8 – “Inside A White Supremacist Militia in Ukraine”, Revista TIME, (em inglês): O correspondente da TIME, Simon Shuster, viajou para a Ucrânia no verão de 2019 para investigar milícias supremacistas brancas que estão a recrutar pessoas para se juntarem à sua luta.
9 – “Ukraine: On patrol with the far-right National Militia”, BBC Newsnight (em inglês): A Milícia Nacional da Ucrânia afirma que “policia” as ruas. O correspondente da BBC em Kiev, Jonah Fisher, relata a crescente visibilidade de grupos de extrema-direita na Ucrânia.
10 – “How Neo-Nazi MILITIA have SWORN to protect Ukraine”, OnDemand News: (em inglês) Enquanto dezenas de milhares de soldados russos se alinham na fronteira ucraniana, os cidadãos de Kiev estão resolvendo o problema com as próprias mãos.
11 – “Ukraine’s far-right children’s camp: ‘I want to bring up a warrior’”, 5 de setembro de 2017, The Guardian (em inglês): Na Ucrânia, a milícia de extrema-direita Azov organiza um acampamento de verão para crianças. O Guardian visitou o acampamento e acompanhou Anton, de 16 anos, através de suas experiências. A Azov é realmente uma organização moderna da Juventude Hitlerista, e está tentando preparar os jovens ucranianos para o futuro.
…
Podíamos continuar por mais de 100 documentos, documentários e relatórios independentes…
Há muita desinformação sobre esse tema, nomeadamente porque Putin anda desde 2008 e mais ainda depois de 2014 a desinformar sobre a ucrânia para ter pretextos de invadir a Ucrânia. Dito isto, não nego que tenha havido e haja abusos. É uma guerra. Não se tratam com luvas de pelica. Os ucranianos devem estar com um ódio de morte aos russos, como nós já tivemos aos espanhóis por razões idênticas. Temos muitos episódios de portugueses, sobretudo junto à fronteira que organizavam milícias e montavam guarda. Foi o que fizeram os ucraninaos depois da invasão da Crimeia e da instabilização do Donbass: avisar os europeus que Putin não ia ficar por ali, os europeus não ligaram e eles começaram a organizar-se para se defender. Acho normal. No meio disso deve haver muitos abusos…
Agora, indivíduos particulares cometerem crimes numa guerra ou mesmo grupos de nacionalistas é uma coisa, mas cometerem-nos como estratégia de guerra ordenada por quem comanda é outra muito diferente. quem anda a fazer isso são os russos e nem escondem, há imagens e vídeos todos os dias porque ainda se gabam lá para a sua terra dos roubos, das violações, dos assassinatos, etc. Estamos no tempo dos meios digitais ao alcance de qualquer um. Tudo se sabe e saberá.
Nós cá temos grupos de neo-nazis que comentem crimes de ódio mas não são comandados pelos nosso governantes. Que andem grupos de nacionalistas a combater na Ucrânia é evidente… o indivíduo está a defender o país dum imperialista que tem o maior arsenal de armas nucleares do mundo, não se pode dar ao luxo de fazer concursos de misters para ver quem não é nacionalista… Mas dizer que Zelenskly é um fascista que tem uma estratégia de violar russos e matar civis é uma mentira óbvia ou então é uma pessoa que não consegue discernir entre as notícias. As organizações internacionais estão no terreno e tudo o que é feito anotam e tudo se sabe e se há-de saber. Estamos na era dos meios digitais.
Já uma vez pus aqui o link de um vídeo que explica a formação do Regimento Azov: https://youtu.be/7CPlZT3hKxY
” Já não vivemos segundo a lei da espada.” De facto, agora ´
e sob a lei do missil.
touché
O SAP3i e o Alexandre Guerreiro podiam fazer uma peregrinação a Moscovo e ficar por lá. Não tenho dúvidas nenhumas que seriam muito bem recebidos.
Sempre essa conversa do Azov, mas sobre a presença do Grupo Wagner, o Kadyrov e, agora, segundo a Der Spiegel, com base nos relatórios dos serviço secretos alemães, de mais dois grupos para militares assumidamente nazis e financiados pelo Kremlin que são a Task Force Rusich e Legião Imperial, nem uma palavra.
1 – É como D. Afonso Henriques, para os «conquistadores» é um herói, para os conquistados é um “infame”, um “sem-reputação”, um “criminoso”.
2 – É como no ínicio da «Nação EUA», para os Índios que viviam naquele território há milhares de anos, foi uma infame chacina e serem postos em “reservas” foi um genocídio criminoso.
3 – É como no início da «Nação Canadá”, para os ameríndios e povos autóctones do norte da américa (a quem os canadianos hoje, de forma racista, chamam “First Peoples”) foi uma infame chacina e um genocídio criminoso.
4 – É como o início da «Nação Austrália», para os Aborígenes que viviam lá há milhares de anos, foi uma infame chacina de pessoas sem-reputação e sem-alma.
5 – “Infames”, “criminosos”, “racistas”, “colonialistas”, etc., … É como os povos do Afeganistão, Iraque, Palestina, Coreia, Vietnam, e mais umas dezenas por todo o mundo, chamam aos crimes e matanças que os “Ocidentais” e as tropas dos EUA lhes fizeram.
6 – Eu digo, é a mentalidade atrasada e primitiva dos “Humanos”, todos ufanos do seu corpo-macaco. É um cérebro atrofiado, totalmente dominado pela genética herdada, que não consegue evoluir para lá do «regime de oposições binárias, inversas, isomorficamente simétricas, em permanente conflito».
7 – Os macacos, designados “Humanos”, chafurdam na trágica dicotomia de um distrofismo do pensamento, que cinde sempre a razão em formas contrapolares.
8 – Por outras palavras, perante uma mesma evidência, uns macacos-humanos vêm uma vitória militar, o resto dos outros macacos-humanos vêm um acto criminoso; onde uns vêm o lado positivo, os outros vêm o lado negativo. Para os macacos-humanos a evidência e a verdade são simultaneamente o verso e o anverso, a afirmação e a negação, a lembrança de algo e o esquecimento de outra parte, e assim sucessivamente.
9 – A minha pergunta é, por isso, a seguinte: — Porque «zelensky&batalhãoAzov» necessitava de os perseguir, violar e matar durante 8 anos? Por se achar com mais direito a ser “ucraniano” do que eles? Esses «ucranianos a favor de uma relação fraternal e amiga com a Rússia» não queriam ser “russos”, queriam ser “ucranianos”. Nem sequer impediram que o «regime zelensky» ganhasse as eleições e governasse.
Parece-me que este seu comentário é repetido.
Cada qual escolhe o seu facciosismo. E para isso começa a contar o tempo e a razão do sítio que lhe convém. Mas o pior facciosismo de todos é o facciosismo antropocêntrico, de um ser-humano que culpa os outros da sua própria culpa, do seu atraso mental e da sua ignomínia. E até lhe põe nomes, “zelensky/putin”…
Não sou facciosa, mas reconheço o valor quando o vejo, assim como reconheço o demérito quando o vejo. As pessoas não são todas iguais. E olho os factos.
“Não sou facciosa,” Eu também não. E tenho mais qualidades que não caberiam num comentário.
parabéns…
Facciosismo é o Putin reescrever os manuais escolares, como fez recentemente, apagando séculos de história para que os factos encaixem na sua narrativa.
Exactamente.
Repetido? Ora essa!
“Repetidos”, incessantemente e sem discernimento, como de um copy&past faccioso e insano, não são todos e quaisquer Post’s que defendam quer um lado quer o outro?
Quem está a “repetir” não são todos esses?
Logo, acusam os outros daquilo que fazem.
Não é esse o impasse, e a tragédia do limite humano, causador de todas as “guerras”?
Não foi isso que quis dizer. Pareceu-me, no meio de tantos comentários que já tinha lido aquele e pensei que se tivesse enganado. Não quis ofender.
Em parte, foi repetido.
Fiz de propósito, com o objetivo de fazer perceber a quem envia constantemente comentários contra-Putin se aperceber do copy&past repetido que está a fazer.
E da responsabilidade que tem por esta guerra.
Quem faz aqui comentários é que tem responsabilidade por esta guerra…? A sério…? Não o agressor que a iniciou mas nós que a comentamos aqui nos blogs?
É.
Porque a responsabilidade por esta guerra (e por todas as outras) não é apenas de quem são os seus executores.
É tanto ou mais dos seus mandantes.
E o principal mandante é a mentalidade que está nos comentários.
Desculpa mas isso é inconsequência de linguagem. Quem é responsável é quem pode responder pelos actos cometidos. Nós -resto do mundo- temos, quando muito, uma responsabilidade filosófica, na medida em que -muitos- apoiaram as ideias de imperialismo de Putin. Outros poderão ter responsabilidades políticas indirectas, mas o responsável é ele e os que com ele planeiam a guerra e fazem.
Já estou arrependida de ter sido provocadora consigo
num outro postal. Por vezes ando um pouco alvoraçada.
Queira desculpar 💐
Ora essa! Eu achei piada à provocação e tudo.
A minha intenção era essa.

Depois pensei que quando se tem uma doença
como a sua ( nossa ) não existe qualquer extravagância
em ir a LA observar um desenho de que se gosta nem
qualquer outra .
Que nada! A doença é só uma doença, não define a minha vida nem a minha pessoa e muito menos impede provocações engraçadas ou interessantes
Exactamente
Você já tem isto em fichas, não? baralha as fichas e espalha a cartilha pelas caixas de comentários disponíveis… Era o que o pessoal do PCP ia aprender para Roménia nos estágios de jornalismo. Uma beleza.
A citação de Boris Pasternak pode-se aplicar a muitos outros além de Putin.
A diferença é muitos desses outros não tinham o poder que o Putin efectivamente tem, gostemos ou não, e é isso que o torna perigoso. A Rússia é um país gigante e riquíssimo em recursos, recurso esses debaixo da alçada do Kremlin que por sua vez estendeu os seus tentáculos a muitos países. A Rússia não é um país conquistável, o Putin talvez seja derrotável mas o preço a pagar é imenso, a começar pelos ucranianos que já o estão a pagar. O Ocidente compreende que não pode deixar cair a Ucrânia mas veremos até quando e quem e em que moldes está disposto a pagar esse preço. Penso que muitos governos estarão a tentar perceber como é que se leva a Ucrânia a vencer esta guerra sem que a Rússia se sinta derrotada, é que com Putin ou outro qualquer, a Rússia não vai desaparecer.
A frase de Pasternak aplica-se, penso, a todos os que se apegam demasiado ao poder e seus privilégios. A Rússia não é conquistável, nem ninguém a quer conquistar. O que a maioria quereria é que a Rússia pudesse evoluir para uma democracia, à sua maneira e eu tenho esperança que isso aconteça. Há muitos políticos e russos cosmopolitas que agora estão presos ou vivem no exílio mas que têm esses ideais de modernizar a Rússia em termos políticos. Tirá-la da garra dos sovietes onde ainda está enterrada em termos de mentalidade.
Os mais jovens, no entanto, já têm outra mentalidade e têm mostrado que querem sair e conhecer o mundo e ter relações com o mundo. Putin é o tipo de indivíduo que não pode estar à frente de país nenhum. Há outros Putins no mundo, só que não têm um país como a Rússia.
Posso ser ingénua mas tenho esperança que daqui saia uma nova ordem jurídica e prática internacionais.
E ingénua, é. Bem intencionada mas ingénua.
A Rússia, nas suas enormes dimensões e diversidade não é governável a não ser autocraticamente. Foi-o em toda a sua história e, para não pensar que é apenas ideia minha, aconselho-a ler um dos grandes especialistas da história europeia dos sécs. XIX e XX, o infelizmente já desaparecido Vasco Pulido Valente.
Assusta-me e devia assustar toda a gente, a ideia de um novo colapso da Rússia. Se já não é possível negociar com Putín mais será com os seus sucessores, se a Rússia se voltar a fragmentar. Em 1991 foi possível levar a Ucrânia, a Geórgia e outros a desistirem dos arsenais nucleares deixados nos seus países. Agora, duvido que isso fosse possível. Depois temos o maior dos problemas, a Sibéria, a maior reserva mineral do mundo. Todos a quererão e esse seria um conflito entre China e EUA, ainda que por interpostos países, que nunca poderia acabar bem.
Depois temos outro ***pequeno*** problema. A reconstrução da Ucrânia, será financeiramente penosa para EUA e Europa, embora com a contrapartida de vitalizar muita da sua indústria, incluindo as semi-comatosas construtoras portuguesas. Agora, uma Rússia democrática e recuperada para o convívio europeu, teria de ser brutalmente financiada. Aliás como já o foi pelo BERD com dezenas de milhões de euros, o que só foi interrompido depois da Crimeia em 2014. Pura e simplesmente não é viável.
Quanto à nova ordem jurídica e práticas internacionais, não é de todo impossível. Mas a equação é simples. Com democracia de um homem um voto, continuarão das ditaduras de maiorias sobre minorias, ou seja, mais tarde ou mais cedo, revoltas e violência. Com a democracia liberal, como eu a entendo e desejo, com liberdades individuais, direito de informação, de expressão e de reunião, não serão pacíficas as relações sociais em países com minorias culturais antagónicas. De maneira mais clara e mais brutal. Se não quisermos uma guerra com a China, temos que olhar para o lado em que não se vêem uighurs ou tibetanos. Ou fechar os olhos a um Irão a enforcar homosexuais e lapidar adúlteras.
Talvez se possa, e isso seria já um passo enorme, aplicar a todo o mundo o que os europeus aplicaram em África. As fronteiras são as que estão e não vão ser discutidas ainda que tenham pouca consistência histórica e geográfica ou dividam um mesmo povo (quem conhece África, sabe do que falo). Isto a aplicar retroactivamente à Ucrânia incluindo Crimeia e imediatamente a Taiwan.
Depois já se poderia comprar gás à Rússia, “gadgets” à China e petróleo ao Irão, para citar apenas três de muitos exemplos possíveis.
Dizer que a Rússia não é governável a não ser autocraticamente é uma opinião e não um facto. Uma opinião muito influenciada por autores russos. Já li essa opinião em muitos autores. Não partilho. Não partilho de nenhuma opinião que defenda o determinismo. Não sou determinista e acredito muito na capacidade do ser humano evoluir. Os países que dizem isso são geralmente aqueles cujas elites não estão interessadas em partilhar o poder. Também se diz de Portugal que nem se governa nem se deixa governar, como se ainda estivéssemos no tempo de Júlio César. Essas frases servem sobretudo para os que se sentam no poder se desresponsabilizarem das suas acções.
Não percebo o que chama a Rússia fragmentar-se. Ter de devolver o que rouba pela força?? Ou começamos a ter relações internacionais ligadas a uma ética inter-global ou ficamos no eterno retorno do mesmo. A Rússia tem muita gente com ideias não autocráticas e não-chauvinistas. Só estão exiladas ou presas porque Putin é déspota que corta tudo o que não se lhe submete, mas sem Putin, essas forças podem muito bem aparecer. E se aparecerem terão apoio do ocidente.
A luta pelo Ártico, que já começou há tempo, ganhará muito se esta guerra for o início de uma nova prática internacional baseada no direito e não na força de imperialistas – a reconstrução da Ucrânia serve os interesses de muitas empresas europeias, bem como o dinheiro que lhe emprestaram.
“Com a democracia liberal, como eu a entendo e desejo, com liberdades individuais, direito de informação, de expressão e de reunião, não serão pacíficas as relações sociais em países com minorias culturais antagónicas. ” – nisto estamos de acordo, mas quer dizer, quem é que espera que tudo de repente seja um mar de rosas? Ninguém. Esse é um problema muito complexo. Agora, a verdade é que estamos num momento extraordinário da história em que os povos se unem contra a opressão imperialista e encontram mais o que os une que o que os desune e isso tem que ser aproveitado para dar passos positivos numa nova uma sociologia e filosofia política que levem em conta os direitos das pessoas e dos povos. Mecanismos e protocolos de aceitação comum. A democratização da Rússia custa dinheiro? Pois custa, mas veja-se o custo global desta guerra vinda directamente de uma Rússia despótica e desligada do ocidente. E mais ainda se a Ucrânia não a vencer e se deixar Putin à solta. Se se olhar para mais longe, penso que os ganhos são superiores.
“Se não quisermos uma guerra com a China, temos que olhar para o lado em que não se vêem uighurs ou tibetanos. Ou fechar os olhos a um Irão a enforcar homosexuais e lapidar adúlteras.” – isto não estou de acordo. Este tipo de pragmatismo trouxe-nos onde estamos. O argumento anterior à Primavera Árabe e à internet segundo o qual é a cultura deles e eles aceitam-na, sabemos agora ser completamente falso, porque milhares e milhares o denunciam e pedem ajuda ao mundo, usando as redes sociais globais. Não podemos defender os direitos humanos teoricamente e na prática fazer negócio com os seus abusadores como se nada fosse.
É necessária uma reforma evolutiva da ONU. Mais inclusiva, mais responsável, mais eficaz e mais de acordo com os princípios que defende.
Se há coisa que esta guerra mostrou foi a capacidade dos povos se mobilizarem pelos direitos dos outros. E se bem que não seja crível que isto se possa reproduzir como quem clica num botão, os abusadores agora sabem que isto pode acontecer. Ficarem completamente isolados do mundo, política e economicamente.
Dizer que devemos manter a Crimeia como está, na posse russa, como se 8 anos de ocupação fossem argumento para se abdicar de uma parte do território, é abrir a porta para todas as ocupações possíveis, até porque a Rússia, tal como é, não cumpre acordos. Diz qualquer coisa no momento e depois faz o que quer – pensar que podíamos ter países imperialistas a acatar limites, sem um forte argumento dissuasor, isso é que me parece ingenuidade.
Nós esperámos 60 anos e assim que vimos uma oportunidade expulsámos os espanhóis. Nem imagino o que seja viver sob ocupação de um povo atacante e virem-nos dizer, ‘epá esqueçam lá isso e dêem-lhes o vosso território porque eles têm produtos que queremos’.
“expulsámos os espanhóis.” Grande asneira. E há exemplos ao contrário.
Há sempre excepções que confirmam a guerra e se quer ser espanhol vá para lá
Eu sou espanhol mas vivo cá.
Vai para a tua terra…. onde é que já ouvi isto?
Pensei que era um português dos que querem ser espanhóis. Não adivinho a nacionalidade das pessoas pelas cenas que dizem. Portanto a ideia era, ‘querendo tanto ser espanhol vá para Espanha’.
“querendo tanto ser espanhol vá para Espanha’.” Também tenho antepassados na Guiné-Bissau. Já também me mandaram para lá mas não obedeci.
ok
” se quer ser espanhol vá para lá” Xenofobia no inconsciente.
Não é xenofobia. Se um português quer muito ser espanhol, que vá para Espanha que é onde são todos espanhóis, em vez de pôr-se a dizer que Portugal devia ter ficado a pertencer a Espanha, em vez de nos termos libertado. Não vamos ficar sob o domínio da Espanha porque há uns que gostavam de ser espanhóis. Era essa a questão.
” em vez de nos termos libertado” Como?
“devia ter ficado a pertencer a Espanha” Pertencer? Que confusão.
Já me perdi e já não sei a que se refere.
1. Na Crimeia ou me expliquei mal ou percebeu mal. Aplicar retroactivamente à Ucrânia (antes de 24 de Fevereiro) incluindo a Crimeia (antes de 2014).
2. Não percebo o que chama a Rússia fragmentar-se.
Não é opinião só minha nem só de russos e por isso citei Vasco Pulido Valente PhD em história por Oxford e especialista nos sécs. XIX e XX europeus.
A Rússia tem 160 grupos étnicos que falam 100 línguas diferentes e estão hoje divididos em 21 repúblicas. Com liberdades e sem um Estado policial é indiscutível que se manifestariam separatismos, a começar no próprio dia na Chechénia.
3. Deixar Putín vencer, seria um desastre e nunca sugeri isso.
4. Não falei no Ártico – que não tem solo nem subsolo – mas na Sibéria. Repito e insisto que, se o governo russo for fraco, muitos tentarão abocanhar parte da Sibéria (e nem ponho as mãos no fogo pelos americanos) e isso geraria um conflito descontrolado.
5. A SN foi uma criação dos vencedores para 1920. A UN dos vencedores para 1950. Não espere uma nova UN antes de nova guerra ou de novo equilíbrio mundial.
Sem o Conselho e os direitos de veto, a UN torna-se ingovernável. Com o Conselho e o direito de veto, não se defende nem a Ucrânia nem Taiwan.
Foi o próprio Putín que disse que quem paga é que dança com a rapariga. Ora quem paga a ONU em parte mais do que desproporcionada, são os Estados Unidos que nunca abdicarão do seu direito de veto. Por outro lado, Rússsia, China, amanhã Índia, Irão, Paquistão etc. não aceitarão uma UN com posição preponderante dos EUA. Como disse, espere por novos equilíbrios que resultem de uma guerra – Deus queira que não – ou da definição de dois ou possivelmente três blocos antagónicos que partilhem entre si a representação internacional.
6. O Ocidente, EUA, Europa, Israel, Japão, Coreia do Sul e mais uns tantos uniram-se e foi bonito de ver. Mas isso não é o mundo. Perto de 80% da população mundial, a começar por Índia e China mas também Brasil e Angola, não aprovaram sanções à Rússia.
7. Deixei para o fim a questão dos pragmatismos.
Os EUA são hoje a única grande potência que pode viver em autarcia. Tem practicamente tudo e é exportador de energia e alimentos (o segundo de trigo e soja, o primeiro de milho). Outros, Rússia Índia, Brasil e até Angola, poderiam sê-lo se antes arrumassem a casa). A China tem o calcanhar de Aquiles na energia. Tem carvão mas já teve exemplos de “smog” virulento em cidades como Xangai e sabe que não é a solução (embora esteja a manter e nem garanto que não a aumentar). Está a fazer um esforço colossal para desenvolver o nuclear, aliás em parceria com a Rússia. Mas é o maior importador de hidrocarbonetos do mundo e não tem meios militares para assegurar o controlo de uma grande zona de produção.
Ora a Europa não tem nada. O petróleo do Mar do Norte é residual e vulnerável a tempestades, o nuclear demorará anos e, de duas uma, ou vai ser caro ou não vai ser seguro. As renováveis são insuficientes e exigem uma série de metais e terras raras de que a Europa possui zero. Também a Europa é fortemente dependente de importações alimentares (a França é a única excepção).
Por isso o pragmatismo é simplesmente a realidade. Há alternativa? Talvez. Se desistir já dos desenvolvimentos do 5G, se atrasar ou mesmo congelar a transição energética, se sujeitar os cidadão a restrições (tipo circulação de carros em dias alternados) e racionamenntos e também passar um bocadinho mais de frio no Inverno e de calor no Verão. Se elevar os preços de viagens aéreas, limitando-as aos profissionais e aos ricos; se fomentar o turismo de proximidade, principalmente por caminho de ferro. E, desculpe-me a brutalidade, se estiver disposta a alargar, ainda que por omissão, o conceito de eutanásia, porque iria faltar dinheiro para políticas sociais de apoio a sectores e cidadãos improdutivos.
Ser doutorado em história não transforma opiniões em factos e não aceito argumentos de autoridade como válidos. Tanta gente com doutoramentos que sabe muito e pensa mal…
Uma Rússia democrática seria uma Rússia forte, muito mais forte que uma Rússia ditatorial, como aliás se vê nesta guerra onde os soldados não querem lutar porque sabem que não lutam por uma pátria mas pelo capricho de um ditador, um déspota. Uma Rússia democrática nem sequer começaria uma guerra destas.
Não defendo o fim dos vetos no Conselho. Defendo quadros tipificados e mutua vigilância.
A força dos países unidos não se vê no número de habitantes dos países, como é evidente. Os países da Europa juntamente com os EUA são uma força poderosíssima e todos juntos têm menos população que só a Índia.
Quanto ao catastrofismo que pinta, não o subscrevo. Existe África que tem isso tudo. E outros continentes. E haverá outras soluções. A política é a arte de encontrar soluções e compromissos e o que fala é de negócios – os tipos dos negócios não querem saber de políticas, nem de pessoas nem de ninguém, só dos seus lucros e destroem tudo pelo lucro e se a política se reduzir a meros negócios mais vale que os humanos desapareçam do planeta.
Não perca a leitura do “post” de Pedro Correia “Ele bem sabia”. E depois recomendo que, com alguma humildade, repense a recusa de “argumentos de autoridade”.
Mesmo antes de ir ler, percebo que está a chamar-me arrogante, mas não aceito essa acusação. Eu não recuso argumentos de autoridade quando há legitimidade. Um especialista sabe dos conceitos e das teorias da sua área de um modo que eu não sei. Mas mesmo aí, é obrigado a apresentar argumentos – que podem ser provas ou outros argumentos. Não pode apenas dizer, ‘eu é que tenho razão porque tirei um doutoramento e sei mais do assunto’. Nem outra pessoa me pode dizer, eu tenho razão porque estou a usar o argumento de uma pessoa que tinha um doutoramento. Isso não é um argumento legítimo. Por essa ordem de ideias era inútil argumentar, bastava que cada um citasse os títulos e, tendo títulos reconhecidos, escusava-se de voltar a ter que apresentar razões para a sua posição. Aliás, na prática, infelizmente, é o que acontece muito, o que empobrece muito as discuussões e às vezes inquina-as. Vemos os especialistas militares irem à TV defender Putin com o argumento de que têm razão porque são militares, isto é uma guerra e estudaram o assunto.
Eu leio muito e leio os especialistas e não me meto a dar opiniões de assuntos de que não sei nada: não dou opiniões sobre finanças, sobre mecânica, sobre medicina, etc., mas sei ver quando as coisas não estão bem. Mesmo quando dou opiniões sobre assuntos que leio brutalmente e tenho milhares de horas de experiência de ver e discutir, como na arte, não dou opiniões sobre técnicas que não conheço.
Agora, assuntos que são áreas que me tocam (como a política e outros que são filosóficos nos seus fundamentos), que me interessam, que sobre os quais leio, nomeadamente especialistas, reservo o meu assentimentos aos argumentos que, após ponderação, considero válidos. E quando não considero, explico porquê e apresento as minhas razões. Não aceito como resposta válida, ‘está errada porque não tem um doutoramento’. Como vê, pelo que escrevo por aí, apresento sempre razões para as minhas posições. Posso enganar-se muito, mas não será por entender que estou dispensada de apresentar razões e me basta dizer que estudei ou li mais o assunto que outros.
Não percebo isso de ter mandado ler o artigo de VPV com humildade… VPV escreve e argumenta e estou de acordo com as razões que ali são apresentadas. Mas daí segue-se que, se ele disse algo e o pensou bem, tornou-se infalível e toda o seu pensamento e argumentos devem ser venerados como a palavra divina, dispensando-nos nós de usarmos a nossa faculdade do entendimento? Se quiser faça isso, mas eu não tenho ídolos nem deuses.
E finalmente, estou habituada a ler os filósofos que estão num patamar muito acima de VPV. Os filósofos são pensadores que apresentam a sua tese em 15 páginas, por exemplo e as outras 500 que se seguem são de argumentação e fundamentação da tese e nunca, mas nunca, argumentam, que são grandes especialistas e que isso basta para estarem certos e os outros errados.
Embora não concorde com alguma da fundamentação, parece-me que Francisco toca num ponto fundamental, uma Rússia desintregada seria um desgoverno com consequências imprevisíveis.
Idealmente o que diz seria o desejável mas para a democratização da Rússia acontecer neste momento, teria haver um colapso do regime. Infelizmente, parece-me, que a acontecer, agora fosse o melhor momento. A invasão da Ucrânia está a provocar ondas de choque com as quais está a ser dificílimo lidar e conter, a desintegração da Rússia eleva-las-ia à décima potência. Penso que as acções do ocidente têm que ter isto em conta, caso contrário nem consigo imaginar as consequências. O Putin tem que cair, concordamos, mas a Rússia tem obrigatoriamente de se manter como um todo.
A maneira mais rápida de Putin cair é perder a guerra. Afastam-no logo. É a maneira russa.
“rápida de Putin cair é perder a guerra” parece-me que querem fazer com a Rússia o mesmo que fizeram com a Alemanha depois da derrota na primeira grande guerra. Só espero que o resultado não seja idêntico. Mas tenho receio….
Pois a mim não me parece nada disso.
“Pois a mim não me parece nada disso.”
E não lhe parece que Zelensky pode ser o Lopez Solano (guerra do Paraguai) da Ucrânia?
Não sei, mas espero que ele não tenha o mesmo fim.
” ele não tenha o mesmo fim.” Ele não terá o mesmo fim. Mas a Ucrânia fica como o Paraguai, muito provavelmente. E cada vez está mais próxima essa situação devido aos que lhe enviam armas até que morra o último soldado ucraniano. Há quem prefira a guerra à paz … por uma questão de honra. Há crimes de honra…..
Claro… o problema não é o fascista que os invadiu, mata e destrói, o problema são os que ajudam a vítima do fascista a defender-se.
” o problema são os que ajudam a vítima do fascista a defender-se.”
Finalmente acertou. Concordo.
Você, se estivesse numa escola e visse alguém a ser vítima de bullying por parte de outros ficava a assistir sem ajudar a vítima. Em nome da paz. Ou dizia aos agressores, ‘vá, sejam amigos, dêem abraços’. No fim culpava a vítima por ter tentado defender-se.
Putin/Biden … Ocidente/Oriente… etc.
1 – Perante uma mesma evidência, … onde metade dos macacos-humanos vê «heroicidade», a outra metade vê «infâmia»; onde metade vê uma «vitória», a outra metade vê uma «derrota»; onde metade vê uma «conquista», a outra metade vê um «roubo»; onde metade vê um «acto fundador», a outra metade vê um «acto criminoso»; onde metade vê «puro», a outra metade vê «impuro»; onde metade diz «sim», a outra metade diz «não»; onde metade vê o «lado positivo», a outra metade vê o «lado negativo»; onde metade vê a «verdade», a outra metade vê a «mentira».
2 – Para os macacos-humanos a evidência é simultaneamente «o verso e o anverso», «a afirmação e a negação», «a lembrança de uma parte e o esquecimento da outra»; e assim sucessivamente.
3 – A mentalidade atrasada e primitiva dos autoproclamados “humanos” — todos ufanos do seu corpo-macaco — não consegue ultrapassar a polissemia e a plurissignificação. Para eles a moral e a ética são o joker do seu facciosismo.
4 – O cérebro atrofiado dos macacos-humanos está totalmente dominado pela genética herdada. Não conseguiu evoluir para lá do «regime de oposições binárias, inversas, isomorficamente simétricas, em permanente conflito». Os macacos-humanos estão partidos nestas duas metades, que oscilam para sempre, impedindo-os de comandarem o seu destino.
5 – Os macacos-humanos vivem numa trágica dicotomia. Causadora do distrofismo do seu pensamento, que lhes cinde a razão e o discernimento em formas contrapolares. O seu dimorfismo herdado não tem cura, condenando a mente humana a uma dialogia eterna e à tirania dual do cárcere dimórfico.
Déjà vu
Já ouviu o que o Kissinger disse hoje em Davos?
Já. Não sou fã de Kissinger. Teve o seu tempo. Que já não é este. E mesmo no seu tempo já não era desse seu tempo – e forçou o seu tempo a um tempo que já não era o seu: como secretário de Estado de Nixon e nas políticas que desenhou, catastroficamente, para a América Latina onde reforçou e promoveu ditadores militares assassinos que espezinharam direitos humanos básicos. As suas memórias serão interessantes, as suas estratégias já não servem. Há muito tempo.
Se deixaram em Davos o Kissinger falar foi porque os EUA/CIA decidiu que essa sua opinião fosse transmitida.
Logo, é o começo de uma inflexão da posição Estadunidense em relação ao desfecho final do conflito na Ucrânia.
Os comentadores avençados pelos EUA aqui em Portugal, como o Sérgio Sousa Pinto do PS, e outros, já começaram a inverter o bico ao prego, e a dizerem (passo a citar, as declarações hoje): “Cada Estado deve ser responsável pela sua autodefesa, não pode continuar sempre a depender de terceiros”.
Ou seja, … «o zelensky que se amanhe, que o dinheiro que para lá mandamos não é um poço sem fundo» (ainda para mais, com a Rússia a ficar com a parte mais industrializada e produtiva da Ucrânia, e o controlo do acesso aos portos do Mar Negro).
E a UniãoEuropeia a ser totalmente abandonada à sua sorte, com as matérias-primas e hidrocarbonetos mais caros do que aquilo que a China, Índia e EUA pagam ao passar a depender das compras aos EUA.
Não vejo que K. falar tenha essa interpretação nem é essa a posição de Biden.
“Não sou fã de Kissinger”. Não admira, Kissinger virou russófilo.
Se diz que é só de agora e que é por essa razão, deve ser, porque você conhece-me há anos e sabe tudo sobre o que penso…
1 – A realidade dos factos contradiz essa insana retórica anti-Putin … “O primeiro exercício militar conjunto da Rússia e da China desde o início da intervenção militar russa na Ucrânia foi realizado esta terça-feira. Numa altura em que o presidente Joe Biden se reunia em Tóquio com os líderes da Índia, Japão e Austrália. A China e a Rússia enviaram bombardeiros para o Mar do Japão e aeronaves para o Mar da China Oriental.” (“The New York Times”, 24maio2022).
2 – O Governo do Japão, há minutos, emitiu um protesto oficial junto de Pequim e Moscovo, manifestando as suas “graves inquietações” após os bombardeiros chineses e russos terem sobrevoado em conjunto as proximidades de território nipónico, declarou o ministro da Defesa do Japão, Nobuo Kishi.
3 – Quando acordarão para a realidade, e deixarão esse infernal copy&past ausente de capacidade crítica e autonomia intelectual? Já não chega de propaganda e da cartilha da CIA/Nato/Zelensky?
4 – E agora, a Ucrânia?
A China é um grande exemplo de democracia e de respeito pelos direitos humanos…
Os “direitos humanos” na Europa e nos EUA não ficam à frente dos da China e Rússia.
Basta olhar para a assimetria de riqueza entre a população; acrescida da pobreza, crime e corrupção que grassam nas nossas ruas, nos nossos governos, e nas nossas instituições.
Entre haver desigualdades e exterminar populações em campos de reeducação vai uma grande diferença. Ainda esta semana saiu um relatório internacional que põe Portugal destacado como um país de liberdade de expressão. Na China, como na Rússia, quem não está de acordo desaparece misteriosamente.
1 – Porque se recusam a debater? Porque continuam a negar a veracidade dos factos alegados pela Rússia, na base dos quais interveio na Ucrânia? Porquê?
2 – É verdade ou é mentira?
— “Durante 8 anos o regime de Kiev bombardeaou metodicamente as cidades e aldeias do Donbass. Durante esse período morreram mais de 14 mil pessoas e cerca de 33 mil ficaram feridas. Todas as nossas tentativas para obrigar o regime de Kiev a cumprir os Acordos de Minsk foram em vão. Simplesmente ignoraram-nos. Neste contexto, a Russia foi obrigada a lançar uma operação militar especial para evitar um genocídio, bem como para desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia, garantindo que está livre de armas nucleares e que se mantém neutra. Com receio da derrota das tropas ucranianas, o Ocidente tratou de lhes fornecer armas letais com urgência. Foi lançada uma campanha de desinformação em grande escala dirigida à comunidade mundial sobre as verdadeiras causas desta crise. Assessores militares e funcionários de empresas militares privadas foram enviados para a Ucrânia, e o número de mercenários estrangeiros já ultrapassou 6.000 pessoas. Apesar da ajuda ocidental em grande escala ao regime de Kiev e a pressão das sanções sobre a Rússia, continuaremos com a operação militar especial até que todos os objetivos sejam cumpridos.” (Ministro da Defesa da Rússia, em 24 de maio 2022, em declarações transmitidas na TV para todo o mundo /em Portugal na SIC Notícias, 24/05/2022).
Quem é que dá crédito às palavras do Ministro da Defesa russo…?
Mas o problema, que deixa cega a razão e tolhe o discernimento, não é exactamente esse, de só se ver para um lado, e não se dar crédito ao que a outra parte diz?
Quando as pessoas já mostraram à farta que são muito mentirosas deixamos de dar crédito, de acreditar, no que dizem… por exemplo, não acredito em nada que Sócrates diga a não ser que venha acompanhado de provas claras porque o homem é um mentiroso profissonal.
E no entanto há tanta gente esclarecida que ainda apoia este facínora. Até onde vai a cegueira ideológica? Ou a simples cobardia intelectual? Ou a perversão? (Porque uma das três será…)
Pois, também não percebo se é lealdade à ideologia do passado da Rússia, se é ódio aos americanos, incapacidade de ver o homem e o que faz, se é só utilitarismo… não percebo.
” não percebo.” Quem tem razão nunca (ou raramente) percebe os outros menos dotados de inteligência. Sempre foi assim.
Se quer muito começar uma polémica tem que arranjar um pretexto mais interessante…
” Sempre foi assim.”
E vai continuar a ser. Como se vê estes temas encontram com frequência a recusa da discussão. São complicados, os temas simples têm prioridade.
a emoção dá-lhes cabo da lógica . emoção social..os humanos são incapazes neurologicamente de tomar decisões que beneficiem muitos se isso implicar o sacrificio de alguns..
Esse argumento é utilitarista. Uma objecção a esse argumento utilitarista tem que ver com o critério moral de instrumentalizar a pessoa humana, portanto, neste caso, não é de emoção que se trata mas de não nos servirmos de seres humanos como meros instrumentos para atingir fins.
Putin não mudou substancialmente. O que está a fazer na Ucrânia já fez na Chechénia e noutros sítios. A única coisa diferente è que atacou brancos europeus onde antes atacava “seres inferiores”, má manobra política.
É verdade que está a fazer o que já tinha feito mas não concordo que tenha que ver com brancos. Tem que ver com negócios e se não fosse o presidente dele galvanizar os ucranianos e depois a Europa, não só com a sua coragem, mas também com o seu conhecimento da utilização das redes sociais e se não fosse haver um movimento genuíno dos povos europeus, no apoio aos ucranianos a pressionar os seus governos, a Ucrânia tinha tido o mesmo destino que a Geórgia, a Chechénia, etc. Aliás, no início do conflito vários governantes alemães e franceses diziam que a Ucrânia não era um interesse estratégico do Ocidente e por isso era sacrificável. Diziam que Putin tinha razão e etc. Portanto, não estou de acordo que seja uma questão racial.
Sim mas a comoção vem do facto da população se sentir identificada com a Ucrânia, o que arrasta os líderes. Se a população da Ucrânia fosse árabe como os iemenitas ou asiatica como os roingas ou os georgianos, não havia comoção nenhuma, se fosse palestiana existiria uma campanha a dizer que merecem o que lhes acontece.
A cobertura mediática também ajuda, esta guerra está 24horas por dia nos nossos média, tendo vindo substituir a covid que começava a estar esgotada como “puxa-lágrima”,
Isso é especulação sua.
Não não é especulação. Os casos que citei existem e não provocam comoção nenhuma por cá. A cobertura televisiva da invasão da Ucrânia 24 em 24 não se verificou em mais nenhuma guerra.
Claro que isto não torna a guerra da Ucrânia aceitável, mas é um grande indicador de como somos seletivos na nossa indignação, e em como os média são muitas vezes enviesados, nem sempre por razões inocentes.
Houve cobertura porque Zelensky e outros ucranianos enchiam as redes sociais com avisos de que Putin ia invadi-los, porque a Ucrânia é mesmo aqui ao lado e porque há vários países nos balcãs que são da UE que ficaram imediatamente em alerta porque sabem que a seguir à Ucrânia são eles. Portanto, não vejo razão para se dizer que é por serem brancos.
1 – No início não é sempre o verbo do criador?
2 – Mas apagar o que os outros escreveram, substituindo essa escrita pela do vencedor, não foi o que todos nós fizemos, para termos as nossas nações/pátrias/países?
3 – O criador não é sempre o destruidor dos conquistados, e o reconstrutor do novo reino/pátria/país? Logo, não há qualquer diferença ética, moral e de justiça entre nós e Putin.
4 – Se não houver nenhuma verdade absoluta – isto é, separada de um ser-humano situado, datado historicamente, sujeito da acção, e autor da construção da realidade – então, o que Pasternak diz é simplesmente um disparate sem nexo. Pois, a infalibilidade só é possível para quem impõe a verdade. E quem a impõe é sempre quem possui o poder.
Em primeiro lugar estamos -a maioria dos países- justamente a querer acabar com esse ciclo de impunidade onde os mais fortes aniquilam os mais pequenos só porque estão aborrecidos com a vida ou outro motivo fútil.
Em segundo lugar se quem impõe a verdade é quem tem o poder, a conversa da verdade absoluta (sei o que é uma verdade não contingente)não faz sentido.
Em terceiro lugar, talvez não tenha percebido Pasternak. Ele fala das pessoas que estão no poder e têm ambição de ser percebidas como superiores, iluminadas, quase divinas (todos os déspotas) e que no seu afã de aparecerem infalíveis vivem numa realidade alternativa muito longe da verdade.
1 – Não é verdade. A Rússia está a lutar sózinha contra dezenas de países da Nato e UniãoEuropeia. Enquanto a Rússia tem 140 milhões de Pessoas, esses países agressores têm juntos mais de 800 milhões.
2 – Extacto. É por não fazer sentido falar em nome de uma «verdade absoluta» que o que Pasrtenak afirma é um dislate sem nexo. De que «verdade», afinal, está Pasternak a falar? Onde está essa «verdade de Pasternak», senão na imaginação de uma coisa divina, superior e fora dos seres-humanos (inevitavelmente contigentes, datados e situados no contexto terreno??
3 – Ora, essas “pessoas que estão no poder” não são a condição organizativa para existir a Sociedade, tal como todos nós a queremos (até votamos para que esse poder continue)?
4 – O problema não é julgarmos que essas tais pessoas — que se julgam “superiores, iluminadas, quase divinas (todos os/as déspotas), no seu afâ de aparecerem infalíveis” — … não somos Nós, e são os Outros? ou alguém que não Nós?
A Rússia não está a lutar com a NATO. Infelizmente a NATO não mexe um dedo para ajudar a Ucrânia.
E não, os déspotas não somos nós. Existe a responsabilidade individual e a responsabilidade do despotismo é dos déspotas. Os outros só têm responsabilidade por os deixarem ficar no poder tempo demais.
“Infelizmente a NATO não mexe um dedo para ajudar a Ucrânia.”
Não é verdade. Chegam à Ucrânia toneladas de material de guerra para que esta continue até ao último soldado ucraniano.
A NATO podia ir mais longe: enviar tropas. Sem tropas não há ocupação de terreno.
A NATO quase não envia material. Certo tipo de material pesado não envia mesmo. São os países que enviam, mas não no âmbito da NATO.
“A NATO quase não envia material.”
A Beatriz é das que acreditam no menino Jesus, no Pai natal e nas renas a levarem prendas etc.
Pois não envia material pesado, não. Quem tem enviado são os EUA, a Inglaterra, e mais um ou dois países que os têm. Havia quem quisesse enviar aviões e a NATO não deixou. A França e a Itália, apesar de estarem sempre ao telefone com Putin, enviam material. Alemanha, zero. Envia capacetes.
“Reputação”?
1 – Quem tem maior “reputação” não é aquilo que (no seio dos seres ditos “vivos”) está mais representado no ADN, na memória, e se transmite pelas sucessivas gerações?
2 – Por exemplo, Gengis Khan, Qin Shi Huang, Júlio César, Alexandre Magno… Ou Herodes, Átila, Simon Bolívar, Guilherme de Orange, M.Robespierre, Vladimir Lenine, Mao Tsé-Tung, Maquiavel, Sun Tsu, etc., … não estão entre os humanos que tiveram mais reputação?
A reputação nem sempre é positiva. Temos uma história de glorificação dos homens violentos. Se calhar é altura de mudar.
Mudar?
1 – A «deusa das sinapses e dos neurónios» não se enamora sempre do mais forte, do mais líder, do que tem mais poder?
2 – Tanto faz ser esta ou aquela reputação, o que é preciso não é um líder competente que nos conduza à eternidade?
3 – Não se trata sempre de Adaptação, e da capacidade de transmitir aos vindouros os melhores genes que possibilitem continuarmos a Existir? Não é isso que fazem os outros seres vivos que connosco compartilham e competem pela Vida?
4 – Quem nos defende melhor dos desafios do presente e futuro, um fraco ou um forte? Quem nos conquistou as fronteiras das Pátrias e das Soberanias onde vivemos?
Eu falo desta vida não de outra.
Mudar?
“E se o ser-humano gostar de ser dominado?” (Étienne de la Boétie, 1563, “Discours de la Servitude Volontaire“)
Essa pergunta não tem uma resposta fácil.
“E se o ser-humano gostar de ser dominado?” As mulheres gostam.
Pois claro…