Pensamento da semana


João de Teste,

Não me recordo quem disse que, em vez de se retirarem pês e cês a Egiptos e actos porque algumas pessoas deixaram de os ler, seria melhor simplesmente voltar-se a ensinar a leitura e expressão correctas das palavras tal como elas são. Não penso ser uma ideia isenta de mérito. É que a continuar por este caminho que vamos seguindo, um destes dias há-de vir um outro qualquer Malaca Casteleiro propor que o Ó de passeios passe a ser facultativo – pois cada vez mais ouço pessoas dizerem “os passeis” em vez de “os passeios”.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

46 comentários em “Pensamento da semana”

    1. Já tive um colega de trabalho que acusava os “fundamentalistas ortográficos” de apenas se quererem sentir superiores aos demais. É um argumento muito popular entre alguns.

      1. Já faltou mais. A tendência crescente para escrever tudo com abreviaturas indicia isso. E para não escrever de todo: qualquer vídeo pateta substitui a mensagem escrita, julgam alguns.

  1. 1 – Mas os “correctores automáticos” (na maioria dos casos) já não nos obrigam a escrever em “brasileiro”? Os “angolanos”, “moçambicanos”, guineenses”, “caboverdeanos”, “sãotomenses”, “timorenses”, e «todos os que possuem passaporte português de diferentes origens culturais e étnicas a viver em Portugal» (por exemplo, na rua Almirante Reis em Lisboa)… falarão um “português” idêntico?
    2 – Uma estratégia a longo prazo de integração com o Castelhano e Inglês, não traria mais benefícios e vantagens para as gerações que nos sucederem?
    3 – No futuro, a maioria das comunicações em contexto profissional, científico e de ensino entre povos de línguas diferentes far-se-á através de “IA” e “machine learning”.
    4 – O emissor escreve numa língua; a máquina modifica a grafia; e o receptor recebe a mensagem num formato diferente.
    5 – As equipas que trabalham nas universidades e nos laboratórios de investigação mais prestigiados, e que lideram a indústria, são constituídas por pessoas de dezenas de países que falam línguas diferentes. Não é através dessas línguas de origem que comunicam e fazem avançar o Mundo.
    6 – Em 1143 qual era a grafia e pronúncia daquilo que actualmente se designa por “língua, linguagem e fala portuguesa”?
    7 – No futuro, tudo (todos os signos alfanuméricos e suas combinatórias) não serão traduzíveis automaticamente em todas as formas e formatos, bastando optar por um clique num computador ou smartphone (e equivalente)?
    8 – Alguém saberá hoje, o que vai acontecer daqui a 500 anos?

    1. “Alguém saberá hoje, o que vai acontecer daqui a 500 anos?”
      Há muitos que pensam que vai tudo para pior. Por acaso eu tenho uma tendência enorme para pensar o contrário. Porquê? Não sei.

  2. Ainda andam a discutir uma revisão ortográfica feita há 32 anos.
    Ou não têm nada que fazer ou estão presos no tempo.

      1. Dá sim senhor. É ver como agora se acha correcta a ortografia pré acordo e o que dela se disse quando da revisão que lhe deu origem.

          1. Á força de andar a procurar a namorada perfeita vai acabar solteiro, porque ela não existe.

          2. Procurar namoradas é conceito que me parece estranho: elas foram (ou não) acontecendo e a escolha foi aceitar (ou não) o facto. Já em relação à assemblagem de um computador, por exemplo, é diferente: posso definir um objectivo, os critérios a seguir e depois criar um produto com base nisso.

  3. retirarem pês e cês a Egiptos e actos porque algumas pessoas deixaram de os ler

    “Algumas” pessoas? Eu diria que muito mais de 95% das pessoas deixaram de ler essas letras!
    Vejamos. A pronúncia-padrão de uma língua é aquela que é falada por quase todos (mais de 95%) os falantes dessa língua. Se uma pronúncia é falada por menos de 95% dos falantes da língua, trata-se apenas de uma pronúncia entre muitas. Mas, se é falada por mais de 95% dos falantes da língua, então é a pronúncia-padrão.
    Portanto, “Egito” e “ato” são as pronúncias-padrão das palavras. Não são peculiaridades de “algumas” pessoas: são pronúncias-padrão.
    (Se quiser comparar com uma língua estrangeira. Os habitantes de Hamburgo pronuciam “st” aquilo que na pronúncia-padrão do alemão se pronuncia “cht”. Os habitantes de Heidelberga pronunciam “ch” aquilo que na pronúncia-padrão do alemão é “ch” à alemão (como na palavra “ich”, que em Heidelberga se pronuncia “isch”. A pronúncia-padrão do alemão é aquela que é, apesar de um Hamburgo e Heidelberga haver pessoas que pronunciam diferentemente.)

    1. Nunca ouvi dizer acto, de ‘acto imperdoável’, pronunciando o “c”, por isso é mal comparado.
      Quanto ao Egipto, tempos houve pronunciando o “p” e agora continuamos a dizer egípcio.

      1. Caro João Sousa,
        “Mudar a grafia é desligá-la da etimologia”.
        Não conheço melhor exemplo que pharmacia.
        Pharmakeia – grego.
        Pharmacia – latim.
        Pharmacie – francês
        Pharmacy – inglês.
        Este horrível acordo ortográfico agora pretende que escrevemos em “brasileiro”, quer obrigar-nos a escrever: farmácia.

    1. Tenho a certeza de que, se fosse para o Norte, ouviria muitas palavras que não é hábito ouvir aqui – e “passeios” talvez fosse a mais meiguinha delas. 🙂

    1. Não está directamente relacionada com letras escondidas, mas é uma história de que me recordo amiúde. Há anos, no início da minha carreira, uma colega de trabalho escreveu numa nota de encomenda “serbidor” em vez de “servidor”. É verdade que a tecla B está mesmo ao lado da tecla V e aquilo pode não ter passado de um erro de digitação – mas o facto é que ela era do Norte e o que estava no papel era como ela o dizia 🙂

      1. A minha tia da Régua, diz a baca, o voi , os lovos…
        Contava a história dos três porquinhos ao meu irmão: era uma bêz três porquinhos. O Revolinho, o Revolão e o Revola a vola.
        Era uma ternura de ouvir.
        Mas por vezes ficamos engasgados. A minha neta mudou de escola para ficar perto dos avós . “Então minha Neta? Como foi o primeiro dia na escola nova? Gostaste da turma? E a professora? Conta, conta! Gostei da tudo Avó, mas estou apreensiva ( adoro estas saídas) com a professora… ah sim? Então porquê? Porque penso que ela não sabe bem português. A sério? Mas dizes isso porquê? Olha Avó, diz-se Água, Árvore e Ana, não diz? Diz-se sim senhora. Então porque é que a professora diz iágua, iárvore e iAna?”
        E eu que sempre lhe digo que as palavras são para pronunciar correcta e pausadamente, vi-me a braços com a explicação difícil da “pronúncia do norte” a uma garota do primeiro ano, de tal modo que estibe à beira de chamar o Rui Beloso… não sei porquê, mas estava a antecipar uma pergunta indelicada no meio da sala de aula.

      2. Sim, é conhecido que no Norte trocam os “v” pelos “b” e vice-versa. Mas sabe que há palavras que já tiveram as duas versões? Não me lembro agora de nenhum exemplo, mas damos conta disso, quando lemos textos medievais. O Norte continua ainda muito ligado às origens, basta ver o caso do “ão” que continua a ser o medieval “om”. No Sul, os falares moçárabes influenciaram muito a pronúncia da nossa língua.

        E é curioso, mas também já constatei essa troca (v/b) em casos raros na língua alemã

  4. 1 – Permitam, a propósito deste Post, que vos fale em «língua portuguesa actual»: — “Os covanos e cardetas do canteiro da Cabaça Sem Miolo jordam fredericos de cópias passos às suas varejeiras… Sou António forno do Casal Grande. Terranto os meus carranchanos na piação dos charales do Ninhou, charales que tanto polem a do Pai Adão como jordam na caturra jeitos ce como engendrar o neto.” (Cabaça Sem Miolo, planeta 21 do Margaceiro do planeta de 2009).
    2 –Passo a “traduzir”: — “As pessoas do concelho de Alcanena desejam boas-vindas aos que nos visitam… Tenho orgulho em receber na minha terra os amigos de Lisboa. Saúdo os amigos na linguagem simples dos mindericos que tanto cavam a terra como procuram outras fontes de riqueza.” (Alcanena, 21 de Março de 2009).
    3 – Esta linguagem típica de Minde (que alguns designam por “sociolecto”) possui um Léxico publicado sob o título “Piação dos Charales do Ninhou”, edição Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro, junho 2004, 228 págs.).
    4 – É língua portuguesa, actual. Foi assim que nos receberam, a mim e à equipa de investigação do Património, em 2009.
    5 – Há vinte anos, antes de Bolonha, em antropologia, ainda estudávamos os modos do ser-humano comunicar, com os modelos linguísticos influenciados por Saussure, os modelos biológicos de Cavalli-Sforza, e os designados por “não-verbais” (sintetizados em “Advances in Nonverbal Communication: sociocultural, clinical, esthetic and literary perspectives”, 1992, ed. F. Poyatos, John Benjamins, Amsterdam/Philadelphia, ISBN 90-272-2085-9).
    6 – Porém, desde aí, as coisas mudaram muito no estudo sobre o modo do ser-humano comunicar. O dado mais importante, talvez tenha ocorrido em 2016, publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas)”. Mostrando que, dois terços dos 6.000 idiomas falados no mundo usam sons semelhantes para descrever os conceitos e os objetos mais comuns. Dado que desafia um dos princípios fundamentais da linguística, segundo o qual a relação entre o som de uma palavra e o seu significado é completamente arbitrário. Morten Christiansen, da Universidade Cornell (NY) nessa altura afirmou: “Estes padrões simbólicos de sons aparecem repetidas vezes em todo o mundo, independentemente da dispersão geográfica dos humanos e da linhagem da língua. Parece haver algo sobre a condição humana que conduz a estes padrões. Não sabemos o que é, mas sabemos que está lá”.
    7 – Em 15 de março de 2019, no Catálogo da exposição sobre o “Cérebro” (ISBN 978-989-8807-40-3) que ocorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, há uma boa síntese do que temos vindo a aprender sobre a Linguagem humana (ver mapa da pág. 85).
    8 – Se houve um tempo e um momento em que tudo estava imbricado, e só depois disso começou a dispersão; se esse princípio não desapareceu no cérebro independente da actual diversidade; então, quererá dizer que tudo poderá voltar a convergir? Após a diástole que provocou os actuais 6.000 idiomas, haverá uma sístole na Linguagem humana?

    1. O seu ponto 6 fez-me recordar uma coincidência que, há anos, notei num momento de tédio:

      os portugueses dizem “assim-assim”;
      os ingleses dizem “so-so”;
      os italianos dizem “cosi cosi”;
      os japoneses dizem “maamaa”;
      os franceses dizem “comme ci comme ça”.

      Questionei-me quão vulgar será nas restantes línguas, para esta expressão, o padrão de duplicar (ou quase, como no francês) um termo-base.

  5. Não sei porque é que não fazem como os alentejanos que tiraram o i do lête mas foi para o meterem no caféi.
    Terá sido sugestão do Castelêro?

  6. O autor do post ainda calha de descobir que as palavras evoluem, para lá de qualquer norma.
    Volta, Heráclito, que estás perdoado…

    1. O léxico evolui: palavras nascem para expressar novos conceitos, palavras absorvem conceitos além dos originais e palavras caem em desuso por deixarem de ser necessárias ou por serem preteridas em favor de outras. Não me recordo, por exemplo, de ver alguém em Inglaterra defender (seriamente) a dupla grafia almond/amond a pretexto da “evolução das palavras”.

      1. almond
        amande
        almendra
        amêndoa
        As palavras evoluem, independentemente de haver quem o defenda ou de quem o queira impedir.

  7. 1 – Há três referências incontornáveis sobre esta questão da Codificação Humana, a que vulgarmente chamamos “Língua, Linguagem, Fala”:
    1.1 – “Anthropologie de l’Écriture“, 1984, coord. Robert Lafont, ed. Centre Georges Pompidou, Paris, pp.2-269 ;
    1.2 – “Histoire du Livre (Vol.I)“, 1997, coord. Bruno Blaselle, ed. Gallimard, Paris, pp.2-160;
    1.3 –“Du Signe à l’Écriture: les naissances de l’écriture ; l’évolution de l’écriture ; la pratique de l’écriture“, Octobre/Janvier 2002, Dossiers Hors-Série, in “Pour La Science/Scientific American“, pp. 2-120.
    2 – Em 31 de maio de 2006, propusemos ao Museu Nacional de História Natural, em Lisboa, uma “Exposição” intitulada “Pôr em Código”.
    2.1 – A “Exposição” mereceu, em 31 de Maio de 2006, o seguinte Despacho: “O Departamento de Zoologia e Antropologia do Museu Nacional de História Natural, vem por este meio manifestar o seu elevado interesse em acolher a exposição “Pôr em Código?” dos autores SAP3i, a ter lugar na Sala Bocage no decorrer do ano de 2007” (Assinado pela Directora, Maria da Graça Morgado Ramalhinho).
    2.2 – O objectivo da Exposição era transmissibilidade humana. Suscitar nos visitantes respostas para a seguinte pergunta: Pôr em Código a realidade, será a condição essencial para garantir a transmissibilidade e o futuro humano?
    2.3 – Constituída por vinte (1,60mx1,50m) e por uma instalação (3,00mx1,50m), onde os visitantes podiam observar os principais “códigos” utilizados pelo ser humano ao nível da física, química, matemática, biologia; e também, os códigos utilizados na comunicação, na sociedade, nas trocas económicas e na cultura. Essa Exposição proporcionou aos visitantes observarem num mesmo local e momento, na sua globalidade e em conjunto, a maior parte dos sinais e signos utilizados nesses “códigos humanos” (logótipos de empresas, fórmulas, algoritmos, meta-dados, signos alfanuméricos utilizados pela computação, a criptografia, a paleografia, os “thesauri”, as “escritas dos povos”, o código genético, “morse”, signos da linguagem gestual, signos cromáticos, da música, mapas, etc.). A Exposição pôs a funcionar uma “Oficina Educativa”, através de um jogo intitulado “Jogo dos Signos”, para operacionalizar a participação dos alunos e das Escolas.

  8. 1 – “Essa descoberta [a escrita] provocará nas almas o esquecimento de quanto se aprende, devido à falta de exercício da memória, porque confiados na escrita, é do exterior, por meio de sinais estranhos, e não de dentro, graças a esforços próprios, que obterão as recordações. Por conseguinte, não descobriste um remédio para a memória (μνήμης), mas para a recordação (ἀναμιμνῃσκομένους).” (Platão, Fedro, 275a-b — in “Escrita e Memória no Fedro de Platão“, R.F.Rodrigues, Revista de Filosofia, vol.11, n.º1, junho/2015, ISSN 2178-1036).
    2 – “Car cette connaissance [de l’écriture] aura pour résultat, chez ceux que l’auront acquise, de rendre leurs âmes oublieuses, parce qu’ils cesseront d’exercer leur mémoire : mettant en effet leurs confiance dans l‘écrit, c’est du dehors, grâce à des empreintes étrangères, non du dedans et grâce à eux-mêmes qu’ils se remémoreront les choses.“ (Platon, Phèdre, pp-274-275 — in Dan Sperber, Fèvrier2006, Les Dossiers de La Recherche, n.º22, pág.78).

  9. O debate entabulado por Platão no Fedro é interessante porque, passados quase 2500 anos, nos permite avaliar se essa perda de facto ocorreu.
    A escrita fez, à maioria de quem a pratica, perder a memória?
    A maior parte de quem escreve e se dedica ao exercício da escrita deixou de ter uma relação referencial com a memória?
    Qual a percentagem, dos que acoram a escrita na memória histórica e factual (como uma ferramenta de procura do Conhecimento); e os que «escrevem por escrever» (como um mero acto hedonista de si próprios, alguns até, fazendo isso como modo-de-vida)?
    Em que ponto está a questão formulada por Fedro? E em que isso influi no futuro e no desaparecimento de várias Línguas?

  10. 1 – A língua inglesa e a Cultura Anglo-Saxónica não determinam a minha Identidade enquanto ser-humano.
    2 – Não dizem nada de novo. Nem trouxeram nenhuma inovação crucial para a Continuidade.
    O Passado fez-se com outras. E o Futuro está a ser feito com outras línguas, linguagens e falas diferentes dessas.
    3 – Mas a língua portuguesa também já não é suficiente para ser “a minha pátria”.
    4 – Há muitos mais falantes de outras línguas, cada vez mais, e com mais poder e capacidade científica, industrial e de produção de Conhecimento (as equipas dos laboratórios e das universidades anglo-saxónicas são compostas por cada vez mais pessoas e falantes asiáticos).
    5 – Um dos últimos prémios Fields em matemática foi atribuído a uma iraniana.
    6 – Há cada vez mais falantes de línguas SINO-TIBETANAS (mandarim, cantonês, xangainês, sichuanês, hakka), INDO-ARIANAS (hindi é falado por 70% dos indianos), DRAVÍDICA (falada por 22% dos indianos), TIBETO-BIRMANESAS, AUSTRO-ASIÁTICAS (assamês, bengalês, bodo, dogri, guzerate, canará, caxemiriano, concanim, maitíli, malaiala, manipuri, marata, nepalês, oriá, panjabi, sânscrito, santale, sinde, tâmil, telugo, urdu), EURO-ASIÁTICAS (o russo e seus idiomas é a língua dominante na arménia, Azerbaijão, Bielorússia, Cazaquistão, estónia, Geórgia, Letónia, Lituânia, Moldávia, Quirguistão, Rússia, Turquemenistão, a maior parte dos falantes da Ucrânia e Uzbequistão). Para não falar das línguas do Indo-Pacífico.
    7 – O “Império do Ocidente” é cada vez mais pequeno.
    8 – A ilusão do Liberalismo Europeu feneceu. Essa ideologia serviu no «pós-Guerra 1939-45» de instrumento ideológico e de dominação global. A Cultura Ocidental teve a ilusão de acreditar que alcançava o domínio do Mundo, através de uma internet, redes sociais, Wikipédia, das Organizações Internacionais como ONU, FMI, OMC, Banco Mundial, Tribunal Penal Internacional, Cruz Vermelha, ONG’s, e outros malabarismos globalistas e transnacionais.
    9 – Hoje, com o «conflito rússia versus eua/nato», constata-se o início do fim dessa ilusão colonialista e monopolar perpetrada pelos povos de língua anglo-saxónica. Esse vírus causador das guerras e da perda da Paz.
    10 – O Mundo ganhou o seu direito à Diversidade. E a prosseguir a Continuidade através de um caminho multiétnico, multicultural, multipolar; definitivamente não-segregacionista, não-suprematista e não-xenófobo.

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