A decadência dos povos auriculares
Venho reparando em como cada vez mais pessoas usam os altifalantes dos telemóveis em locais públicos. Alguns falam para o microfone mantendo o sistema em alta-voz. Outros, diga-se que de todas as idades, assistem a excertos de vídeo, com o som bem alto, em mesas de café. Outros ainda usam o aparelho em modo videoconferência, e sem reservas de maior: ainda há dias vi como um homem nos seus trintas apresentava à namorada distante, acompanhado de um amigo que ria muito, a casa de banho masculina – e movimentada – de um grande centro comercial.
Não sei bem o que isto significa, mas estou certo de que é importante.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Eu não tenho problemas específicos com os auriculares, mas sim com a utilização de telemóveis, em espaços públicos, em voz alta. Não me têm faltado casos em que tenho que pedir a pessoas que estão a falar ao telemóvel em autocarros, em salas de espera de hospitais, e em sítios quejandos para falarem mais baixo.
E eles obedecem, é claro
Embirro mais quando param nas passadeiras de peões em amena conversa com………………………………. ………….

melhor é que o marido não saiba.
O melhor post.
Eia!
Filmar um wc com gente a usá-lo dá direito a queixa-crime.
Alguns WC públicos deviam dar direito a uma queixa-crime também, mesmo sem gente a filmá-los 🙂
Mentira. Verdade que se pode dar queixa, mesmo?
Experimente num duche de senhoras no ginásio. Porque acha que a Google apaga rostos e matrículas no streetview?
Isso significa que o povo é estúpido e infantil, e por isso é que temos “circo” em todo o lado.
A decadência de uma civilização onde se fala em tudo o que é estúpido e insignificante.
Nem todos os auriculares são insignificantes, mas ok, percebo o ponto.
Mas pode-se mesmo apresentar queixa de tudo quanto é gente, seja nobreza, clero ou povo – tipo povo de televisão, de rádio, de escrita de croniqueta , de publicionista, assim desta gente todo , sem ser gente negra?!
Tudo tudo tudo. Há um link para isso algures
“Um Homem Seguro de Si passeava na avenida e pensava para com os seus botões: “Um Arquiteto Famoso desenhou-me a casa; um amigo Designer de Interiores, mobilou-ma; visto apenas a roupa que um Estilista Premiado desenha para mim e não como senão em restaurantes aconselhados pelo meu mordomo. Sou finalmente uma Pessoa de Bom Gosto”.
12 de Dezembro de 2010
Eu mesmo podia ter escrito esse texto, mas falta ali uma consoante muda…
que falha , que lapso! É o que dá haver gentinha por aí armada ó que escreve …
🙂 Não, é no que dá haver correctores ortográficos armados ó que escrevem.
Eu mesmo, Teodolito Provecto,por vias da óptica,uso a minha barra de som à mesa do café matinal.Os circundantes apreciam o vibrato de Vivaldi. A ótica telemóvica dá o boké das altas luzes nos botões do autoclismo e nas lâmpadas da noite.O trio amoroso previsto é partilhado com o mundo em linha ou depois.
Importante,sim,sem auriculares.
A barra de som, ui, uma invenção do demo
Faz parte dos EFES que agora são outros mas mais Finórios,
Futilidades, Fantasias, Fantasmas, Fantoches, Falcatruas e onde nem um Fó-fó podia faltar para fechar a roda da Fama.
O título é um achado, Zé. Até o Antero aplaudiria.
Bem sei que a ti não escaparia 😉