Haver 9,3 milhões de eleitores num país com 10,3 milhões de habitantes é um prodígio aritmético, mesmo sabendo-se que os portugueses fazem cada vez menos filhos. Com tanto eleitor fictício, não admira que a abstenção alcance níveis impressionantes.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Lugares vazios no parlamento para a abstenção, nulos e brancos. Vai ver que desaparecem num instante.
Que é que isso tem a ver com os cadernos eleitorais com números fictícios?
Faça um esforço. Se os lugares vazios no parlamento incluem a % de abstenção , nulos e brancos. O “sistema” terá todo o interesse em baixar esses valores…
Não funcionaria. Quando o “sistema” precisa de contar boletins, os mortos começam a votar.
Mortos a votar são velha tradição em Portugal.
LL tem razão, os partidos/deputados nunca iriam legislar perda de poder político tão galhardamente obtido graças a uma lei eleitoral distorcida, aliás de origem marxista.
A falta de justa e adequada representatividade não é problema para eles, partidos/deputados.
Não existe ali, na AR, qualquer verdade no número de votos, eleitores, que cada deputado reclama como “seus”.
Além disso muitos lugares vazios na AR contribuiriam para dar um ar pindérico, caricato, mesmo que mais verdadeiro, ao hemiciclo.
Lá se ia a tão alemejada solenidade do ritual político e a respectiva, dita virtuosa, estabilidade.
Lugares vazios no parlamento para a abstenção
Não, porque a abstenção é fictícia. Grande parte dos “abstencionistas” são na verdade pessoas que não existem.
Lugares vazios para representar eleitores inexistentes.
Faz algum sentido, mas fora do parlamento.
Por isso o “Sistema” iria sem falta encontrar os eleitores inexistentes.
Quais os organismos do estado que melhor funcionam? os que servem os políticos: Cobrança de Impostos, Propaganda (Lusa, RTP, RDP, etc.).
INE. Talvez o organismo que melhor funciona.
! São esses números?! Incrível incúria.
Um referente ao Censos 2021, outro ao recenseamento eleitoral 2021. Como se houvesse apenas um milhão de residentes com menos de 18 anos em Portugal.
Há varios factores, pessoas deslocadas (nem todos sao malucos para fazerem 300km para ir votar), idosos em lares, acamados, hospitalizados, e claro, os neo emigrantes.
Mas que não se faça como o camarada Jerónimo, e se ignore o fenómeno
Cidadãos com mais de 18 anos em Portugal: 8,4 milhões.
Eleitores recenseados nas autárquicas: 9,3 milhões.
Quadratura do círculo, como diria o historiador Pacheco Pereira se tivesse pachorra para se ocupar destas minudências.
Falando em minudências, assume-se que todos os cidadãos respondem aos censos…
Ah, pois claro.
Não respondem ao Censos e correm a inscrever-se nos cadernos eleitorais.
Não é necessário ir a correr, ou sequer de bicicleta, a inscrição no recenseamento é automática para todos os cidadãos portugueses residentes no território nacional e maiores de 17 anos.
E o recenseamento é obrigatório, sob pena de pagamento de multa pesada.
O Estado pode falhar em muita coisa, mas não falha nisto.
Pedro, espreitei agora a distribuição da população segundo dados da Pordata, online, para 2020. De Cordo com os dados há cerca 1,5 milhões de pessoas com menos de 18 anos residentes em Portugal. Isso daria 8,8 milhões de potenciais eleitores. Não é difícil imaginar que haja meio milhão de adultos residentes fora do país que nunca notificaram a sua mudança para efeitos eleitorais. Mesmo que não sejam tantos, o “buraco” não é assim tão grande quanto isso.
Em que estatística consultou ‘cidadãos com mais de 18 em Portugal:8,4 milhões’ ?
O INE publicou uma Estatística apontando 8,4 milhões com mais de 18 anos em 2011.
Asssim por alto tira logo 10%-12% à abstenção
Mas raras vezes isso é referido nos relatos jornalísticos, que tomam a fraude por dogma.
Essa discrepância pode ser explicada pela emigração, provavelmente nao limparam os cadernos desde o Passos Coelho (entretanto a emigração foi estancada).
O Rendeiro é abstencionista
Conclusão: o país está cheio de Rendeiros.
Os rendeiros fogem, os rentistas ficam
E a culpa foi do Passos.
É a chamada emigração forçada. Faltou a reportagem no aeroporto, quando o Rendeiro foi obrigado a emigrar.
Entrada de leão, saída de rendeiro
“Terei sempre Paris”, pensará o outro, que veio há uns anos de lá, como os bebés antigos chegavam em bicos de cegonha.
Rendeiro, enjoado da Lisboa do Medina, terá sempre Belize ou Singapura.
Cantemos os que Passos obrigou a emigrar: https://www.youtube.com/watch?v=1xt9A6t yyDs
O governo Costa pôs fim a essa chaga social, graças a Deus.
https://www.dn.pt/pais/90-mil-emigr aram-menos-para-o-reino-unido-mas-ainda-e-o-p rincipal-destino-10331696.html
https://observador.pt/2019/12/17/ce rca-de-80-mil-portugueses-emigraram-em-2 018/
Sim, temos que lhe louvar esse grande feito. E não esquecer – como o comprovou a ex-deputada e agora comentadora Ana Drago – que os efeitos letais do COVID muito foram potenciados pelos desgraçados emigrantes forçados a partir para a G-B por Passos Coelho e que, entretanto infectados, vieram a Portugal espalhar o vírus.
A antiga deputada do BE está cheia de razão. Eu até proponho que passemos a chamar Coronapassos ao malfadado bicho.
“Entretanto (desde Passos Coelho) a emigração foi estanacada”
Really???
Foi invertida.
Uma continuada vergonha no nosso país.
Que é propagandeada pelos jornalistas, os quais continuam a falar da grande abstenção nas eleições como se ela fosse um fenómeno real.
Quando os meus familiares próximos morreram, fiquei admirado em não ter tido que avisar a Segurança Social dos factos: as pensões deixaram de ser pagas imediatamente no mês seguinte. Aparentemente, a SS toma conhecimentos dos falecimentos e tem-nos em conta muito rapidamente. Mas o mesmo não se deve passar com o recenseamento eleitoral.
Tem razão, balio. Morre alguém e logo deixa de receber. Mas não desaparece dos cadernos eleitorais. Os serviços respectivos devem ter computadores de marcas diferentes.
Uns são Magalhães, os outros não.
Morre alguém e logo deixa de receber
Não, não deixa. Só se a morte for reportada à AT. As pessoas fazem-no rapidamente por causa das burocracias, leia-se, bens a receber. Só o facto do óbito ter que ser reportado já é uma aberração, até porque existe um repositório de dados de óbitos, quando alguém “entra” no sistema, este facto deveria ser integrado imediatamente na AT, SS, e Base de Dados eleitoral, se existir uma.
A questão é a integração de sistemas, algo que por Portugal é raro. Depois martelam-se umas coisas, como aconteceu com a situação dos médicos de família, em que se “apagavam” utentes que não iam a consultas há mais de x tempo. Tudo porque há gente que, porque muda de residência, fica pendurado em diversos centros de saúde.
Se a agência funerária trata do subsídio de funeral, tem de anexar a certidão de
óbito e automaticamente (como se diz) a SS corta todos os subsídios que estava a pagar ao falecido/a: subsídios de doença, pensões de reforma, etc.
Agora se a família suporta as despesas do funeral para continuar a receber a reforma do falecido/a é outra conversa, que a reforma pode estar a ser transferida para uma conta conjunta. É conhecido casos de reposição de valores recebidos indevidamente por falcatruas na data/conhecimento da SS do óbito. Agora não existe nenhum mecanismo governamental “prova de vida” como havia há uns bons anos .
A comunicação do óbito à conservatória do registo civil é da competência da agência funerária e, julgo, que fica assim avisado o Ministério da Justiça para efeitos dos cadernos eleitorais.
Os eleitores-fantasma são essenciais para muitas autarquias conservarem a representatividade alcançada em anos idos.
E não apenas por uma questão de gamelas ou de pilim.
Follow the money. Como dizia o Tio Patinhas.
nem mais
Não sei se as autarquias recebem por nº eleitores ou se por nº efectivo de residentes / IRS. Optar pelo 1º método seria desde logo uma fraude administrativa e uma perversão da lógica da representatividade (porque muita gente não vive onde oficialmente reside).
Mas como o código genético desta república é 99% de trafulhice e batota, e toda a gente gosta, quem sabe.
Ah! Agora entendi.
Eu não estava a perceber como é que estando 85% da população vacinada só faltava vacinar 3%. Afinal os 12% que faltam são fictícios.
A aritmética está diferente, é o que é. É isto e as maiorias absolutas com 60% de abstenção.
O que a matemática evoluiu desde que eu deixei de estudar. E que inveja que eu tenho dos matemáticos, com as suas previsões certeiras nesta pandemia, sabíamos sempre com tanta antecedência quando eram os picos que o vírus até ficava com vergonha de aparecer.
Deixou de haver simples operações de aritmética.
Agora é tudo “matemática”.
E no entanto as contas saem cada vez mais furadas.
É uma matemática woke, multicultural.
A matemática é racista
Sexista não deve ser, pois é do género feminino.
Se é que ainda existem géneros. Ainda não conferi a cartilha da semana passada.
Não me admiro nada que qualquer dia os livros de matemática sejam acusados de racismo ou xenofobia como os do Eça por causa da lei do terceiro excluído.
Desde que as papisas da correcção política passaram a defender a supressão da palavra mulher, devendo ser substituída pela expressão “pessoa com vagina”, já espero tudo.
Vagina não, ” orifício frontal” que é para afastar a carga feminina da palavra.
A matemática é mesmo racista, ao pretender consagrar como universal e superior a episteme ocidental, sendo uma trave-mestra do eurocentrismo cognitivo. E é sexista, motor da falocracia, como logo mostra o facto de assentar no manuseio de entidades masculinas, os algarismos.
Então? E aqueles e aquelas e aquelos que comem gelados com a vagina que têm na testa, são fóbicos-quê?
uma conhecida nasceu e viveu sem vagina
https://www.scientificamerican.com/artic le/modern-mathematics-confronts-its-whit e-patriarchal-past/
Por que é que 1 + 1 tem que ser 2? O 1 e o 1 não têm o direito de decidir o tipo de união que pretendem?
A matemática é transfóbica, como todos sabemos.
Seja lá o que isso for.
Eu acho que deve ser muito difícil, ou mesmo impossível, num país com tantos emigrantes como Portugal, os quais podem morrer longe da Pátria sem que por cá as autoridades tomem conhecimento do falecimento, saber-se sempre exatamente que pessoas já deveriam ter sido eliminadas dos cadernos eleitorais.
Por isso dever-se-ia, de uma vez por todas, de deixar de falar na abstenção.
Dever-se-ia falar apenas e tão-somente de quantas pessoas votaram em cada eleição (e nas anteriores).
É uma sugestão que deixo aos senhores jornalistas. Embora eu saiba que ela não vai ser seguida, pois que falar sobre a abstenção dá sempre pano para muitas mangas.
Os emigrantes mudam (nem todos, mas muitos) a sua morada fiscal.
O problema é não haver integração da BD da AT com as das freguesias. E muitas outras.
Sem dúvida que seria útil utilizar a base de dados da Autoridade Fiscal para corrigir o recenseamento.
Mas isso possivelmente não bastaria. Provavelmente há emigrantes que morrem no estrangeiro sem que a Autoridade Fiscal disso venha a ter conhecimento. E há emigrantes que nunca notificam a Autoridade Fiscal de que emigraram.
Não é por deixar de se falar na abstenção que ela deixa de existir. Ela existe e falar sobre as suas causas dá efectivamente pano para muitas mangas.
Quando a minha miúda era pequena, fui durante dois anos presidente da associação de pais. Um dia fui questionado porque é que as reuniões de pais tinham tão pouca afluência. É bom sinal, é sinal que está tudo bem – respondi eu.
As pessoas só se movimentam quando estão mal, ou em perigo.
Qualquer análise que se possa fazer da abstenção sem entrar em linha de conta com estes factores é pura fantasia.
Não é por deixar de se falar na abstenção que ela deixa de existir.
Pois, há muita gente que gosta que se fale da abstenção. Muitos gostam de dizer disparates como “a abstenção é o maior partido em Portugal”, etc.
Eu acho que não tem utilidade nenhuma falar da abstenção, uma vez que não se sabe porque é que as pessoas se abstiveram. Podem não ter ido votar por estarem doentes, por estarem inválidas, por estarem em viagem, por desinteresse, ou por múltiplas outras razões que não se prestam a explicações com significado político. Pretender atribuir significado político a quem não aparece nem dá notícia de sequer existir, é um disparate.
A sua comparação com a Associação de Pais não colhe, porque nós sabemos que os Pais existem. Os abstencionistas, nós nem sequer sabemos se existem. Tanto podem estar ao pé da mesa de voto e não querer ir votar, como podem estar na China, ou debaixo da terra.
“Eu acho que não tem utilidade nenhuma falar da abstenção,…”
Tem utilidade sim, sabe porquê?
São os abstencionistas que vão introduzir o grau de imprevisibilidade nas estatísticas. Sem eles a política partidária seria muito monótona e muito previsível.
As pessoas não votam de forma racional, votam de forma emocional.
O não votar ou o não participar pode ter várias explicações, mas a principal é porque não vai alterar o resultado vigente.
Você teve as eleições autárquicas e um elevado número de abstenções. Se tivesse havido um número mínimo de abstenções acha que o resultado seria diferente?
Todos os partidos têm medo da abstenção porque nunca sabem para onde vão pender os votos.
Quando a abstenção é alta só os simpatizantes partidários é que votam. Quando a abstenção é baixa os votos extra geralmente são votos emotivos, ou de raiva ou de castigo.
Uma sociedade se não quer ir parar ao totalitarismo tem de ter maneira de decrescer a intensidade e ambito da política.
É uma situação que me intriga sobremaneira. Saúde!
Saúde, Francisco.
PORDATA apresenta vários os níveis etários 2020, mas não apresenta o nível dos 18 anos, antes apresenta cerca de 1,930 milhões até aos 19 anos, sendo cerca 540,9 mil o nível etário dos 15-19 anos.
Pordata, neste caso, está ultrapassada. Pelo Censos 2021.
É muito simples. O recenseamento eleitoral é obrigatório. Mas não é obrigatório uma pessoa voltar a recensear-se regularmente, ao contrário daquilo que acontece com os restantes documentos pessoais. Por exemplo, uma pessoa precisa de regularmente renovar o passaporte, o cartão de cidadão e a carta de condução. Mas o recenseamento, nunca precisa de renovar. Por isso, se o Estado não tiver conhecimento do falecimento ou da emigração prolongada de um seu cidadão, o recenseamento continuará válido ad aeternam.
Digamos, um tipo recenseia-se aos 18 anos, depois aos 20 emigra para os Estados Unidos, a Costa Rica ou a Tailândia. Nunca mais de lá volta, a não ser eventualmente para curtas férias. De vez em quando renova o passaporte. Um dia adquire a nacionalidade do país de imigração. Outro dia morre, e as autoridades portuguesas nunca chegam a saber do facto. O recenseamento continua sempre válido.
A única forma de alterar este estado de coisas seria forçar as pessoas a voltarem a recensear-se de N em N anos, tal e qual como se faz com o cartão de cidadão ou a carta de condução.
Outra forma, mais simples, menos trabalhosa, de alterar este estado de coisas, seria nunca mais nos preocuparmos com a abstenção. Organizarmos toda a nossa vida de tal forma que o número de pessoas recenseadas fosse irrelevante.
Acontece com o recenseamento eleitoral o que acontece com quase tudo neste país: obrigatório na teoria, facultativo na prática.
Obrigatórios mesmo, só os impostos. Para a metade dos portugueses que os pagam.
Viva o recenseamento eleitoral livre!
Multas para quem não comparecer para votar!
Os mortos também serão multados?
Sobretaxa de trasladação.
Não lhes dê ideias. Aos vivos. Eles não precisam.
A maneira mais simples é acabar com o recenseamento eleitoral. Hoje em dia não faz sentido nenhum haver duplicação de bases de dados. Podemos votar com o cartão de cidadão. Desta forma estava sempre tudo actualizado.
O único perigo que eu vejo é que isto nas mãos da canalha socialista era logo motivo para associar a liberdade de voto a um nº fiscal e ao voto obrigatório (ou coima.) e tornar o regime eterno. Isto é gente estúpida e perigosa. É melhor ficar como está who fucking cares.