DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Senhor doutor, as eleições na Madeira, em que estava tão envolvido, não são na próxima semana, foram ontem!»

 

Cláudia Köver: «Voltaríamos a encontrar-nos em Bruxelas, há cerca de um ano. Desta vez colocámos de parte os projectos, dividimos antes uns chocolates belgas e umas cervejas sem álcool (Anna estava grávida e nós – dez pessoas de oito nacionalidades diferentes – fomos na conversa). Aí, ouvimos em primeira mão as histórias e vimos as fotografias da viagem de oito meses que se conta de forma pessoal e carismática neste blogue.»

 

Emanuel Lopes: «Murtosa podia perfeitamente integrar o concelho de Estarreja, integrando também a freguesia de S. Jacinto (cuja única ligação directa à sede de concelho é por água), Mira podia ser dividida entre Vagos e Cantanhede. Bastava um pouco de estudo e reduziam para 200 o número de concelhos, sem precisar de mexer em muita coisa.»

 

Ivone Mendes da Silva: «Senti-me um pouco desconfortável. Mas, sem que tivesse tempo para responder o que quer que fosse, pôs-me o cartão nas mãos e disse o código. Consulta de movimentos, retirar o talão, procurar o registo do que pretendia. Não pude, como é óbvio, deixar de ver o saldo. Um montante desaconselhável a olhos alheios.»

 

João Carvalho: «As eleições de ontem [na Madeira] decorreram num clima que foi tudo menos “normal”, pelos motivos que todos sabemos. Tão longe do padrão habitual andou a campanha eleitoral que antecedeu estas eleições que até deu para ver com fartura o crescente nervosismo do líder regional laranja atrás dos seus eleitores: todos os dias com mensagens novas que procuravam diluir os excessos da véspera e todos os dias sem saber se devia prosseguir as inaugurações para mostrar a obra feita ou esquecer as inaugurações para não lembrar a despesa feita.»

 

José António Abreu: «Honestamente, Leslie Feist até consegue que se perdoe ao Canadá ter dado Céline Dion ao mundo. E sou só eu a pensá-lo ou uma mulher fica automaticamente (mais) atraente tocando guitarra? É uma declaração de confiança e um desafio.»

 

José Maria Gui Pimentel: «Se os centros comerciais têm algumas vantagens evidentes, as zonas comerciais tradicionais têm também os seus atractivos, que, se bem capitalizados, podem render até mais, como creio que o futuro próximo vai demonstrar.»

 

Patrícia Reis: «O miúdo perguntou qual é a diferença entre o PSD e o PS. Fiquei a pensar naquilo e depois concluí que na verdade, bem vistas as coisas, os partidos são uns empregos e ponto. Disse-lhe: as diferenças são poucas, há pessoas melhores e piores em ambos os partidos. O miúdo adiantou-se: Mas quem manda é a Alemanha, não é? Por esta altura, aproveitei para falar de uma coisa mais interessante, uma qualquer, até o novo jogo da Fifa e todos sabem o que eu odeio futebol.»

 

Rui Rocha: «Caro Francisco Louçã, Imagino-o  a viver um momento difícil depois dos resultados eleitorais na Madeira. Não deve ser fácil ficar atrás do Partido da Terra. E do Partido dos Animais.  Mas, que diabo, homem. Anime-se, vá. Eu bem sei que perdiz derreada perdigotos guarda. Mas, não é por morrer uma andorinha que acaba a primavera. E o meu amigo bem sabe que o primeiro milho é para os pardais.»

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