Na sociedade atomizada do instagram e do facebook, podemos dispensar a presença física do outro, mas nunca a sua opinião sobre nós. Para viver em palco, precisamos de público.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
Na sociedade atomizada do instagram e do facebook, podemos dispensar a presença física do outro, mas nunca a sua opinião sobre nós. Para viver em palco, precisamos de público.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
Viver ou estar em palco circunstancialmente por acidente não é a mesma coisa.
Cativar um publico comandado à distância até pode configurar febre de exibir.
E quão numeroso é o público oferecido pelas redes sociais, e quanta liberdade de representação, estas, nos oferecem.
Antigamente escondiamos, disciplinavamos o recriminável dentro de nós. Havia, assim, uma possibilidade de melhoramento pessoal. Hoje, pelo contrário, damos-lhe rédia solta, à nossa parte mais viciosa, vil, criando perfis, personagens, e perdendo-nos numa confusão de eus, numa confusão de realidades.
Podemos, de facto, ser muitos e em nenhum nos reconhecermos. Podemos ser perfeitos (por aquilo que me é dado observar, este é, talvez, o jogo mais popular). As possibilidades são imensas, por isso as relações sociais virtuais se tornaram mais populares do que as reais.
De real só continuamos a precisar, por enquanto, é da existência dos outros. Para que nos devolvam a imagem que pretendemos seja a nossa ou para que sirvam de receptáculo das nossa fúrias…
Rédea…
é verdade. tantas coisas em tão poucas palavras, Teresa Ribeiro.
Obrigada, Cristina 🙂