Sobre a ética na Política… Para um verdadeiro realista, inspirado em autores como Tucídides, Maquiavel, Hobbes ou Weber, “a política não existe em função da filosofia ética”, mas sim em razão do poder. Para um idealista, crente nos valores intemporais do Iluminismo, tal como Woodrow Wilson os personificou, “é possível fazer corresponder a política a um padrão ético” e moral.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Mais fácil e sistematicamente praticado, é fazer corresponder a politica a um padrão de ultrajante e miserável promiscuidade.
Woodrow Wilson «personificou» os «valores intemporais do Iluminismo»?! Estamos a falar do Woodrow Wilson presidente dos EUA entre 1913 e 1921, do Partido Democrata, racista, que praticamente re-segregou o governo federal, e que inaugurou as sessões de cinema na Casa Branca com «O Nascimento de uma Nação»? Esse Woodrow Wilson?
Errado, para começar com Maquiável.
Woodrow Wilson personificou os ideias do Iluminismo? rotective_League
Começando pelo Racismo (mistura de cultura esclavagista com o progressismo eugénico)? desrespeito pela Constituição Americana? prisioneiros políticos?
https://en.wikipedia.org/wiki/American_P
Woodrow Wilson está muito mais próximo da caricatura que fazem de Maquiável do que o próprio.
Interessante que não está Hegel na lista.
Nem Frederico da Prússia, o Anti-Maquiavel
A ética, a moral , dependem sempre do seu contexto – o Bem Maior, o Bem Público podem exigir a prática de uma imoralidade, de uma “barbaridade”, sobre o outro, sobre o indivíduo, sobre o cidadão.
E de uma forma geral invocamos a Ética, a Moralidade, não tendo tanto em consideração o acto imoral, em si, mas, principalmente, quem o cometeu. Somos morais sobretudo com aqueles de quem não gostamos.
Difícil é encontrar a virtude no meio-termo.
Porque, no limite, um realista é um cínico e um idealista um desatento.
A política e a religião sempre foram instrumentos de poder e repressão de uns poucos sobre todos.
Por origem e pela história, pois, nada tem a ver com a ética nem com a moral.
Mas tudo a ver com o moralismo.
Felizmente, acredito, as coisas vêm mudando, e cada vez mais rapidamente.
No momento presente, acredito, contra tudo e contra todos, que o movimento dos coletes amarelos veio para ficar, contra tudo e contra todos.
E acredito que ele vai constituir uma acentuada aceleração no processo.
Independentemente da cor dos coletes.
João de Brito