A felicidade é frequentemente presunçosa. Presume demasiadas vezes que o bem que tem é uma questão de mérito, desvalorizando os factores aleatórios que o favoreceram. Ao mesmo tempo julga negativamente a infelicidade dos outros, procurando associá-la a questões de competência.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Sim. Se analisarmos a nossa vida os seus momentos mais significativos foram produto do encontro com o acaso. Embora gostemos de pensar, por questões de conforto e segurança , que somos nós, pela nossa vontade, que convencemos o destino.
Como conhecemos a nossa mulher/homem/etc, como conseguimos aquela oportunidade de negócio inesperada. Ou o acidente que tivemos e que nos mudou drasticamente a vida ( se tivessemos saído 5 minutos antes nada teria acontecido. . …)
Sugestão de leitura:
Fooled by Randomness: The Hidden Role of Chance in Life and in the Markets is a book by Nassim Nicholas Taleb that deals with the fallibility of human knowledge. The book is the first part of Taleb’s four-volume philosophical essay on uncertainty, titled the Incerto. The following books include: The Black Swan (2007–2010), The Bed of Procrustes (2010–2016), and Antifragile (2012).
http://emilkirkegaard.dk/en/?p=2987
Sim, Vlad, sobretudo nestes tempos em que tanto se glorifica a “proactividade”, o factor sorte, para o bem e para o mal, é convenientemente varrido para debaixo do tapete, pois dele não se podem subtrair méritos e deméritos.
“Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto aguardam a grande felicidade.” Pearl S. Buck
Verdade
Este pensamento parte de uma premissa inconsistente.
Na verdade, a felicidade é um conceito muito volátil.
João de Brito
Pode chamar-lhe o que quiser, mas existe como objectivo, como indicador, como referência e como estado. Felicidade perene e absoluta não existe, mas há momentos, períodos, circunstâncias que nos proporcionam essa experiência. E há pessoas que tendencialmente a experimentam mais. A questão que eu coloco é a do papel que a sorte tem nessa estatística e a importância que lhe é atribuída por quem a desfruta.
Afinal o que é a felicidade?
O mérito da realização pessoal, tanto no âmbito profissional como familiar não pode presumir o alcance de uma felicidade total.
Cada um é feliz á sua maneira. Ser menos competente do que, pode não fazer de alguém um infeliz, apenas realizado qb.
Não há gadget que meça a alegria, a tristeza, a dor…
A felicidade é apenas aquilo que buscamos todos os dias, contínua e incessantemente.
A felicidade chega-nos. Mas nós nunca a ela podemos chegar. Quanto maior o esforço que façamos mais distantes dela ficamos.
A felicidade é a consciência do instante que nunca mais, na nossa vida, se repetirá. Um olhar de nada. Um jeito sem forma.
A felicidade é um sorriso feito de arrepio.
É um tudo feito de pequenos nadas que de tão fugazes nem deles damos conta, Vlad.
Mas isto é a penas uma definição entre milhares do indefinido que tentamos possuir …
Sintamo-la, então. Não a pensemos.
Certo. Mas nem tudo depende da nossa acção directa. Os nossos sucessos decorrem do nosso mérito mas também das circunstâncias que os proporcionaram: antecedentes familiares, país onde se nasceu, saúde, estar no sítio certo na hora certa. Há tanta coisa que nos escapa e no entanto é decisiva. Hoje, que se usa dizer que “a sorte constrói-se” esses factores não são tomados em linha de conta e com isso afirmaram-se duas tendências: a que ilude o papel da sorte no destino de quem sai favorecido e a que culpa os que não nasceram com a estrelinha por tudo o que lhes corre mal.
Se não é correcto atribuir tudo o que nos acontece ao acaso, o oposto também não traduz, com rigor, a realidade. Como dizia o Ortega Y Gasset, nós “somos nós e as nossas circunstâncias”. Anda a faltar-nos uma certa humildade para reconhecer isso.
nunca fiz juizos de valor
sobre mim disseram tudo e o seu contrário
observações de jumentos tendem para infinito
em alentejano ‘.aguei e andei’
Nunca fez juízos de valor???! É por certo de outro planeta. Valorar integra a nossa relação com o mundo.
Beatriz, se não sabe eu digo. O Welten sobreviveu a 4 erros médicos. E há erros que se pagam caro.
vivi 10 anos na Áustria a 1km da raia da Eslováquia
visitei diversos países, no intervalo de arquivos, bibliotecas e museus,
conheci os locais onde o viveu o ‘Empalador’ Drácula e conheci a sua incrível história
não publicarei nada mais porque o rectângulo deixou de me interessar
Requiescat in pace
vivi junto ao Danúbio perto de
zona arqueológica de Carnuntum onde se situa o início do filme ‘o gladiador’
local duma batalha (Wagram) onde morreu 1/2 da Legião Portuguesa (800) ao serviço de Napoleão
Para todos vós. Que a felicidade vos chegue assim:
https://youtu.be/ajaajvK39zQ
Obrigada, deu-nos uns momentos de repousante bem estar:).
greita thougta 😀
Ora bolas. Desde há décadas jornalistas e jornais e TV’s “de referência” dizem-me que a Política traz a felicidade…mais concretamente o Regime Socialista.
Felicidade, depois da dos olhos puros da criança, só mesmo a das noites bem dormidas.
Somos demasiado complexos e evoluídos para vivermos a vida em paz.
E sim, o azar existe, logo a sorte também tem de existir.
Ninguém escolhe que, por exemplo, um parafuso do seu carro se vá soltar num local da estrada e que no dia seguinte, ao passar nesse mesmo local, esse parafuso vá rebentar um pneu e provocar um acidente que o deixe paraplégico. Ou que uma lagarta ao correr atrás de uma mosca, num ponto alto, solte uma pequena pedra que rola para a estrada e que depois faz tombar um motociclista que morre no acidente. Etc etc.
Ninguém tem o poder absoluto sobre o seu futuro, nem sequer sobre o presente, mas quem investe num objetivo com certeza que tem mais chances de o concretizar do que aquele que não o faz.
Claro mas veja como o azar e sorte, assim como a “falta de dinheiro” só aparecem na narrativa quando o Governo é de Esquerda.
Nã…
A felicidade é coisa pessoal e intransmissível…é fogo que arde e só se sente, é um contente sempre contente…é bué da nice…é algo que uns têm e outros não…
É febre que só ataca quem merece…
Prima, bem tentei colaborar, mas sem exito.