Discordo um bocadinho; também há o que parece e, vai-se a ver, é. E há até quem diga que todo o parecer é ser. E também o oposto, ou seja, o que afirma o delito
Há no bom senso, do dito popular, muita insensatez. O bom senso, frequentemente, é lembrado, louvado, pelos curtos de vontade, pelos frágeis de coragem, pelos falhos de consciência. O saber popular, não passa de um dichote de taberna. Ai, Galileu, ai Copérnico. Também tu, Crucificado, sentiste na pele o peso da sua cruz.
Mais ou menos de acordo, com uma excepção, apenas. Única e exclusiva no mundo e arredores circundantes. O manicómio que parece ser o Sporting efectivamente é!
Penalties contra o Benfica?
Nem na política.
O que parece parecido é. Portanto, é.
O que aparece é.
Mas o que desaparece deixa mesmo de ser?
Nem sempre o que desaparece é.
Sim, caro Pedro. O que aparece é o que se mostra, sendo, portanto. Até ao momento que deixa de ser e de aparecer. Só ficam vestígios.
Nem em política?
Nem na bola.
Se fosse, não pareceria, seria.
É isso.
Todos somos, tudo é, durante algum tempo. Depois mudamos, ou mudam-nos e ficamos parecidos com o que julgávamos ser. A memória tem muita imaginação.
O que é fica além da circunstância.
Quem é que disse que somos fruto das nossas circunstâncias?
Alguém inspirado em Heródoto. Mas desviamo-nos do post.
E tu também, caro Vorph. A tua imaginação eleva-se à categoria da verdade.
Discordo um bocadinho; também há o que parece e, vai-se a ver, é. E há até quem diga que todo o parecer é ser. E também o oposto, ou seja, o que afirma o delito
As aparências iludem.
E as ” iludências aparudem” – como diziam alguns velhos na aldeia.
Aparenta real idade, diz um apreciador de trocadalhos.
Este (pensamento) que parece tão certo, não o pode ser.
Parece-lhe?
Claro que não.
Cresce e parece.
O quê?!…
Um velho provérbio popular português que acabei de inventar.
Quem está vivo nem sempre o parece
Parece-me que é assim.
Pois eu parece-me que jamais (ler jamé
) chegaremos a qualquer conclusão – o que, aliás, me parece muito bem.
🌹
Maria
Tudo Por S parece que perece, mas é puro ilusionismo.
S é que é essa!
Por outro lado, dizia o romano: o que é também tem de parecer.
Hélia ejecta este.
Se o que parece nunca é, o que se pode dizer do que não parece?
Será a diferença a força da existência?
Será a unicidade a verdadeira essência?
Não será o parecer uma tendência para o ser — como que um ser em potència?
Tal como uma opinião (“parece-me”) é uma aproximação à verdade?
Prescindo da primeira hipótese. A do ser impotência.
Dito de outra forma :
Há no bom senso, do dito popular, muita insensatez. O bom senso, frequentemente, é lembrado, louvado, pelos curtos de vontade, pelos frágeis de coragem, pelos falhos de consciência. O saber popular, não passa de um dichote de taberna. Ai, Galileu, ai Copérnico. Também tu, Crucificado, sentiste na pele o peso da sua cruz.
Mais ou menos de acordo, com uma excepção, apenas. Única e exclusiva no mundo e arredores circundantes.
O manicómio que parece ser o Sporting efectivamente é!
Pareço, logo sou parecido.
Ontem, logo e amanhã.
A aparência é uma cópia do real, das ideias. (Platão)
Platão era especialista nesse tema.
Em tempos muito mais recentes, tivemos o Sócrates. Protagonista de profundas dicotomias entre o ser e o parecer.
Para mim o Sócrates, que nunca o tive como meu, sempre foi aquilo que parecia. Um intrujão. Tenha uma boa noite, Pedro.
Obrigado. Para si também.