
Adolfo Mesquita Nunes: «Manuel Alegre está há demasiado tempo na política para se saber tão pouco sobre as concretas ideias que tem para o país. Dele soubemos, durante décadas, aquilo que o PS dele quis que soubéssemos e assim se construiu uma sobrevalorização do seu papel e da sua estatura política. Não foi à toa que Sérgio Sousa Pinto o catalogou como soufflé político, assim como não foi por acaso que Mário Soares, que bem o conhece, dedicou grande parte da sua falhada campanha a tentar escancarar o vazio por detrás do mito que ele próprio ajudara a criar.»
Ana Margarida Craveiro: «Nos jornais de hoje, leio com espanto que vão ser limitados os anúncios referentes a produtos alimentares com excesso de sal, açúcar e gorduras. Porquê? Obesidade infantil. Aparentemente, as crianças vêem os anúncios, querem consumir os produtos, e tornam-se obesas. É este o raciocínio, uma causa-efeito bastante simples. E, no entanto, isto é perfeitamente absurdo.»
Ana Vidal: «Não percebi bem se a paixão proibida terá sido por uma rechonchuda mala de porão (passageira no iate do milionário Bernard Arnault, em Pequim) ou por um elegante saco de fim-de-semana (convidado francês da sua casa de campo, em Inglaterra). Em qualquer dos casos, a avaliar pelas suspeitas do Daily Telegraph, parece que o endiabrado Tony Blair anda a cometer “um horrível incesto”. Será com um necessaire Louis Vuitton, fruto de um desses estranhos amores?»
J. M. Coutinho Ribeiro: «Um destes dias, em conversa com amigos comuns, concluiu-se que Paulo Mota Pinto pode muito bem ser uma hipótese para liderar o PSD, que é como quem diz, o senhor que se segue. Tanto quanto se diz, ele não está fora, mas que há Rangel primeiro, eventualmente Aguiar-Branco e – quem sabe? – Passos Coelho, que já desbaratou muito do potencial. Sobra Marcelo, que tem vindo a perder-se como federador. E Rui Rio? Incógnita.»
Sérgio de Almeida Correia: «O drama que rodeará a decisão de Cavaco Silva sobre a assinatura do diploma que aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo poderia ser um bom enredo para uma tragédia grega. Se há coisa que eu não goste é de gente sem opinião, de tipos do género não se saber se são carne se peixe, que ninguém sabe o que pensam ou o que opinam sobre este ou aquele assunto da actualidade e que se vão acomodando ao sabor das correntes.»
