“E agora, José?”
Dá esta pergunta título a duas obras da Atlântica lingua de todos nós que valeria a pena reler, ou ler, caso ainda não se tenha feito.
A primeira é o magnífico poema de Carlos Drummond de Andrade, 68 versos de curtíssima métrica, tamanho e extensão mais do que suficiente para nos trazer à boca um amargo de fim de festa.
A outra é a colecção de ensaios de José Cardoso Pires, editada em 1977, que reúne textos de antes e durante o 25 Abril, entendendo-se aqui “durante” o tempo que durou uma esperança do autor em qualquer coisa que afinal não foi o que ele esperava.
Muito a-propósito um “e agora, José?” no dia em que o Brasil não mais será o que tem sido.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

O Brasil vai continuar a ser o que tem sido. Infelizmente.
Bolsonaro praticamente não tem capacidade de tocar no sistema de incentivos da sociedade. Logo se alguma coisa mudar será mais porque muita gente o quis e teve vontade suficiente para o realizar o que é pouco provável.
Será difícil evitar uma certa instabilidade pós-eleitoral. Posições extremadas não auguram soluções pacíficas. E agora, Brasil?
As posições extremadas já existiam. Esta tal como Trump e outros
e a resposta ás posições extremadas.
E agora, seu José?
Também faço votos para que o Brasil não volte a ser o que tem sido!!
“Muito a-propósito um “e agora, José?” no dia em que o Brasil não mais será o que tem sido.”
E ainda bem, se for verdade!
A dúvida está no que será…
João de Brito