Pelo Aeroporto Sacadura Cabral


Pedro Correia,

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 Artur Sacadura Cabral (1881-1924)

 

Corre de momento por aí uma petição pública para que o futuro aeroporto do Montijo, adaptado a voos comerciais, receba o nome de Artur de Sacadura Freire Cabral, um dos pioneiros da aviação portuguesa. Contrariando o impulso do Presidente da República, que sem consultar ninguém se apressou a sugerir o nome do antigo Presidente da República Mário Soares.

Estou plenamente de acordo com esta homenagem a Sacadura Cabral, que com Carlos Viegas Gago Coutinho fez em 1922 a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, unindo Portugal ao Brasil. Aliás os brasileiros preservam com carinho a memória destes dois aviadores, que tão esquecidos têm sido cá na terra – sobretudo Sacadura Cabral, que em Lisboa dá apenas nome a uma artéria secundária, entalada entre o Campo Pequeno e a Avenida de Roma.

“O futuro Aeroporto do Montijo, situado na actual Base Aérea N.º 6 da Força Aérea Portuguesa, do ponto de vista histórico terá toda a lógica chamar-se de Aeroporto Sacadura Cabral, pois aquando do tempo da Aviação Naval (1917-1952) que aqui operava chamava-se a nível oficial Centro de Aviação Naval Comandante Sacadura Cabral. O planeamento e as suas obras foram conduzidos pela nossa Marinha desde os anos 30, que culminaram na sua inauguração e baptismo com o nome deste intrépido aviador naval. (…) Assim, perante os factos históricos, seria de boa justiça dar novamente o seu nome inicial de Sacadura Cabral ao futuro Aeroporto do Montijo”, refere o texto da petição.

Que naturalmente já subscrevi.

 

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Monumento de homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral no Recife (Brasil)

0 comentários em “Pelo Aeroporto Sacadura Cabral”

  1. Não querendo pôr achas na fogueira mas, essa travessia não foi um fiasco?

    Gago Coutinho e Sacadura Cabral não demoraram, mais de avião, do que de barco, para unir Portugal-Brasil??

    Proponho Charles Lindbergh!

      1. Linderbergh foi pró-nazi até ao bombardeamento de Pearl Harbor. Aceitou uma condecoração nazi (a cruz de comando da Ordem da Águia Alemã) das mãos do marechal Goering, n.º 2 do regime hitleriano, já depois de iniciada a perseguição oficial aos judeus com a ‘Kristallnacht’, em Novembro de 1938.

  2. Estamos com o Mundo à beira de uma crise pior que a de 2008, Bancos com cotão em vez de dinheiro, uma União Europeia descontrolada mas, controlada pelo BCE, um Banco Privado que, quando lhes apetecer, podem “fechar a torneira” e, se for como gostam, para resolver as maiores crises económicas e financeiras que eles próprios criam, mais umas guerras dão sempre jeito aos “fabricantes” de dinheiro ou, desta vez, entrarem pelo dinheiro virtual, para melhor controlarem as “ovelhas” que andam a ficar muito sabidas sobre o Sistema onde vivem.

    Não esquecendo o que poderá vir a acontecer, a partir do Verão, nos países europeus, com mais uns milhares de migrantes que, com o bom tempo, já começaram a chegar, países europeus praticamente todos endividados, com orçamentos mais que esgotados.
    Só falta dizer que nós vamos “muito bem”, graças a muitos impostos indiretos mas, também, como os portugueses não são parvos e não lhes dão juros nenhuns nas poupanças, andam a gastar o que lhes resta porque já perceberam a diferença entre bail in’s e bail out’s e, não querem perder os últimos cêntimos num qualquer novo buraco. Não venha mais um Banco ficar, novamente, com mais crateras do que a Lua ou alguma bolha financeira rebentar.
    Dito isto e, muito mais que ficou por dizer, parece um barco a ir ao fundo e, no convés, andarem todos a discutir a melhor marca do bronzeador.

    Palavra que gostava de conseguir viver assim porque, mais uma vez, vamos assistir a “batalhas importantíssimas” para os vivos, desta vez, sobre o nome do morto mais importante, para dar a um… aeroporto. Sempre bom para intervalar o futebol.
    Se calhar esqueceram-se de me dar o memorando de que o Cerne já conseguiu levar-nos para outra dimensão e, ainda me preocupo com “idiotices irrelevantes” da dimensão anterior.

    “As far as we know, we live in four dimensions, three of space and one of time. But experimentalists at the Large Hadron Collider are looking for evidence that the universe contains more than that. The existence of extra dimensions could explain some puzzling properties of the universe.”
    https://press.cern/backgrounders/extra-dimensions

    Realmente, só faltam os Extraterrestres, ainda me lembro do Costa na última campanha eleitoral dizer que só se aliava ao PSD se viessem os marcianos, o Jean-Claude Juncker dizer no Parlamento Europeu que ouviu os dirigentes dos outros Planetas muito preocupados com a situação da U.E.
    Já aqui tinha deixado o link desse vídeo:
    https://www.youtube.com/watch?v=x9pby3pyxuE

    Para não falar de Paul Hellyer, ex-Ministro da Defesa canadiano avisando que os extraterrestres existem mas que a tecnologia vai ser usada por terráqueos para uma false flag e, entre futebol em doses maciças, extraterrestres e petições públicas para escolher nome de mortos, para aeroportos de vivos, alguém me mande a m**** do Memorando ou me diga que raio andam a beber ou a fumar

  3. Meu caro Pedro
    Não fui autora da petição. Mas assinei-a e até propus que se chamasse Aeroporto Gago Coutinho / Sacadura Cabral.
    Mas Portugal, venera mais os políticos do que aqueles que levaram o nome da terrinha para fora dela. É um "way of life" muito em voga.
    Mas obrigada, em nome da família á qual muito me orgulho de pertencer!

    1. Assinei também a petição com todo o gosto, minha cara Helena. Infelizmente em Portugal (e nem é preciso sair desta caixa de comentários para confirmar isso) nunca falta quem admire só o que vem lá de fora enquanto despreza os nossos heróis nos mais diversos domínios.

    2. Posso estar enganado, mas não me parece nada que os portugueses venerem os políticos — estamos é reféns de quem tem acesso à praça pública (uma classe restrita de políticos e jornalistas), que fala por todos e mente por interesse próprio. Mesmo quando votamos, a única altura em que os portugueses se manifestam (e lembremos que 50% não se manifestam mas falam por eles na mesma), utilizam jogadas e truques parlamentares para se perpetuarem onde já poucos os querem se é que os quiseram lá alguma vez.

      Para dar um exemplo: creio que nunca ninguém votou de forma inequívoca em António Costa — acede sempre ao topo pela porta dos fundos.

    1. Esta é a minha opção. Caso não vingue que seja Sacadura Cabral, não só pelos méritos do aviador mas até pelo antecedente da denominação daquelas instalações.

    1. Fazes bem. Melhor que Aeroporto Mário Soares (que nem tinha ‘brevet’, ao que consta). Ou que Aeroporto Sá Carneiro (ideia de jerico que acabou por pegar, numa involuntária manifestação de humor negro).

      1. O nomear do aeroporto de Pedras Rubras é um caso antológico de impudor. Será explicável pela comoção da época mas é um desgosto. E estou crente que não teria sobrevivido se então houvessem “redes sociais”, a gente protestaria contra o estilo da homenagem.

        Politicamente, o pior de tudo é este Humberto Delgado que foram recuperar, a homenagem ao velho republicanismo maçónico através de uma nada atraente personagem.

          1. Morangueiro em abundância, enfim. Ou um especialmente peculiar sentido de respeito pela liberdade de opinião e pela fundamentada e civilizada discussão de posições diversas. Especialmente apropriada neste blogue, aliás, a sua intervenção.

            E muito futebolística. Que é, como se sabe, o cume da sofisticação intelectual, na forma e na substância, entre portugueses.

            Desde logo para a esquerda.

            Costa

  4. Ja assinei e ja divulguei também. Vamos ver se temos sorte!
    (Deviam fazer uma petição sobre “acabar com a colocação de nomes de políticos em quer que seja”),
    vw

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