Pela primeira vez na História reage-se correctamente a uma agressão de um país a outro


filosofiaonline,

Resiste-se ajudando os que são alvos de agressão para que possam defender-se, durante tantos anos quantos forem precisos; ajudam-se as pessoas do país agredido; os países unem-se (todos ou o maior número possível), na ONU, de preferência e todos os que podem boicotam o agressor com sanções, durante os anos que forem precisos para que recue ou alguém no seu país o deponha; documentam-se os crimes do terrorismo (é um terrorismo de Estado) para que mais tarde respondam na justiça; tenta-se sempre a diplomacia com o agressor mas sem lhe dar um milímetro de terreno que lhe dê espaço para que reforce a sua tendência de expansão agressiva.

Entretanto, todos os países que ponham em causa a segurança mundial com ameaças nucleares não deviam ter lugar no Conselho de Segurança. É um paradoxo.

O projecto seguinte mais importante da humanidade é destruir todas as armas nucleares. Todas.

texto também publicado no blog azul

33 comentários em “Pela primeira vez na História reage-se correctamente a uma agressão de um país a outro”

  1. as mudanças acentuam-se para mais respeito pelos outros.
    as ogivas deviam ser aproveitadas para produzir energia nuclear
    o material radiactivo existe no globo quer se queira ou não

  2. O projecto seguinte mais importante da humanidade é destruir todas as armas nucleares.

    Não sei como.. As armas sim, seria possível, mas o perigo nuclear em si mesmo não. Já tá já tá.

    Aliás, o único futuro plausível para um mundo com milhares de milhões de habitantes é a energia nuclear. A não ser que queiram viver como os perroflautas, o que eu duvido.

          1. Não é preciso pensar muito: têm de ser metidas numa nave espacial e atiradas para o Sol. Mas mesmo isso é arriscado.

          2. Os países com armas nucleares nunca são invadidos. Se a Ucrânia não tivesse desmantelado as suas, isto não estaria a acontecer.

  3. Qualquer país que tenha armas nucleares constitui sempre uma ameaça à segurança mundial. O mundo não é estático é dinâmico. Nada garante que não apareça um maluco em qualquer altura a reivindicar um poderio antigo.
    Se fossemos excluir todos os países que pusessem em causa a segurança mundial, de ter lugar no Conselho de Segurança, o Conselho de Segurança ia servir para segurar o quê?

    1. os países permanentes são só 5… se um desses países é ele mesmo uma ameaça à segurança mundial e uma força de bloqueio à paz substitui-se por outro

      1. Isso aplica-se a todos os países que lá estão num momento ou outro.
        A utilidade destes conselhos é todos terem uma voz. Um conselho em que quem discorda não pode falar não serve para nada.
        Além disso estávamos a dizer aos excluídos: se querem ser atendidos partam para a guerra.

        1. eu falo de alhos e responde com bugalhos… mas onde é que eu disse que quem discordava ia embora? Que tem a discordância ou até a guerra entre países que ver com um país ameaçar desencadear uma guerra nuclear? Percebe que uma guerra nuclear é diferente de uma guerra convencional, por muito que esta possa ser devastadora, não?

      2. Já vi que você não leu a arte da guerra de Sun Tzu.
        Se você afasta os inimigos como é que os controla?

        1. Isso é o conteúdo do post: em vez de se responder na mesma moeda defende-se as vítimas e censura-se o agressor, responsabiliza-se a pessoa/país pelos seus actos. Cada líder/país/povo é que tem de saber controlar-se a si mesmo e enquanto não souber e se comportar como um predador, fechamos-lhe as portas.

          1. É o conteúdo do post no primeiro parágrafo e aí está correcto. Mas não nos podemos esquecer que estamos a tratar com um louco. E tratar com um louco é como tratar com um animal perigoso, não pode ser acossado.
            As medidas que estão a ser implementadas são as correctas porque afastam o sentido bélico de uma possível retaliação.

    2. Nem todos. Não consta que a China, a Índia, o Paquistão ou a Coreia do Norte andem por aí a invadir países, e têm armas nucleares.

  4. Pois,…que assim se proceda, conquanto se trate do velho continente ou arrabaldes. A ex- Birmânia, o Burkyna Faso e a Palestina, a título de extravagâncias, já são situações terceiro-mundistas, de seres de quinta categoria.
    RP

      1. Passados?! Só se estivermos no ano da graça de 2983. E mesmo assim, creio que serão presentes e futuros em vez de pretéritos. Como a farsa chamada comunicação social não faz coberturas de 18 horas diárias nem o Chelsea joga na Faixa de Gaza ou em Rangum…
        RP

        1. Há sem dúvida uma perigosa banalização de conceitos extremos. Usa-se a propósito de uma doença, séria que seja, e com toda a firmeza da leviandade, o termo negacionista e talvez conviesse ter um pouco mais em conta aquilo que, num terrível passado ainda recente, se convencionou ser descrito por tal palavra. E aplica-se com zelo fanático esse pesadíssimo epíteto, de cujo uso toda a leviandade deveria ser afastada, mesmo onde caberá, afinal, não mais que cepticismo (e nem mesmo pelos factos, mas sim pelos comportamentos entretanto consagrados).
          Já quanto ao nazismo ficámos nos últimos dias a saber, de fonte inquestionavelmente fidedigna (e a crer em, tudo visto, ainda copioso número de bem-pensantes), que ele grassa impante num país que urge por isso invadir custe o custar, destrua-se o que se destruir.
          Quanto à Palestina, e a um “nazi-islamismo”, e correndo o risco de arrastar na lama muita gente de bem (que fique aqui anotado que convém fazer – e faço – a distinção), há uma certa ligação, também ainda num passado bem recente, corporizada na figura de certo Grande Mufti de Jerusalém e seu, enfim, “pensamento”. De que talvez fosse apropriado estabelecer claro, inequívoco, distanciamento.

      1. É com argumentos como os de lucklucky, chamando nazi a tudo, que Putin tenta justificar a invasão de outro país. Ao mesmo tempo que Putin financia a extrema-direita dos países da União Europeia.

  5. “Resiste-se ajudando os que são alvos de agressão para que possam defender-se,” Absolutamente de acordo, pena que tantos agredidos nunca tenham sido ajudados, e mais ainda que persistentes agressores em todas as latitudes não possam ser julgados e condenados com efeitos retroativos, quando alegadas motivações para os ataques ficaram inequivocamente desmentidas.

      1. Não é preciso recuar tanto, muitos deles continuam a andar por aí bem instalados passeando-se imponentes na sua vil impunidade.

  6. ‘Pela primeira vez na História reage-se correctamente à agressão de um país a outro’
    ..na História.., Que história? Na história mundial? Deste século, ou de séculos anteriores?
    Mas tem toda a razão, bem poderia ter acontecido o mesmo em relação a invasão dos EUA na guerra contra o Vietname. Apenas se criou um movimento hippie, umas musicas, umas drogas a lamentar milhares de mortes de ambas as partes e nos USA uns veteranos medalhados com direito a agradecimentos.
    A História é do caraças e varia conforme entendermos.

    1. Penso que há um grau de globalização e digitalização que permite fazer estas sanções com esta rapidez, coisa que no passado não havia possibilidade de fazer.

  7. Discordo totalmente da parte referente às sanções.
    As pessoas, todas, devem ser livres de fazer negócio com quem quiserem.
    Os russos, pessoas e empresas, devem ser livres. Tal como nós.

    1. Eles são livres de fazer negócios e nós somos livres de não querer fazer negócios com ditadores que ameaçam a liberdade e futuro de países pacíficos e a segurança mundial.

  8. O que aprendemos com a invasão da Ucrânia:
    – Invadir países é mau (exemplos: Rússia de Putin em 2022, Estados Unidos de Bush em 2003, etc.).
    – Facilitar invasões, mesmo não participando ativamente, é mau (exemplos: Bielorrússia em 2022, Portugal de Durão nas Lajes em 2003, etc.).
    – Quem é neutro em situações de agressão escolhe o lado do opressor (exemplos: dirigentes políticos em 2022 que, não apoiando a Rússia, também não criticam; toda a Europa em 2003 aquando da invasão do Iraque; etc.).
    – Bilionários são oligarcas que financiam o poder político de modo a que os seus interesses pessoais se sobreponham ao interesse popular (exemplos: Roman Abramovich, Elon Musk, Jeff Bezos, etc.).
    – Todos os refugiados devem ser acolhidos (exemplos: vítimas do imperialismo russo na Ucrânia, vítimas do imperialismo americano no Médio Oriente, etc.).
    No meio desta desgraça toda causada pelo psicopata Putin, é bom saber que a direita europeia acordou para a vida. Vamos ver é se não voltam a adormecer assim que a guerra acabar e o oligarca Putin se suicidar no seu bunker e for substituído por outro oligarca.

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