«Sempre pela passadeira, sempre pela passadeira, ouviste?», dizia o homem de sessenta e tal anos para o miúdo de seis ou sete que agarrava pela mão ao subirem para o passeio após atravessarem a rua do Campo Alegre, no Porto, com o semáforo vermelho.
Pedagogia
escafandro,

Às vezes é mais seguro atravessar com o sinal vermelho do que com o verde. Acontece nomeadamente quando o sinal verde coincide com o mesmo sinal para carros que podem virar à esquerda. Os carros geralmente viram à esquerda a toda a pressa, sem tomarem cuidado com peões que possam vir a atravessar. Nesses casos, mais vale atravessar com o sinal vermelho, porque pelo menos vê-se o adversário de frente (e ele vê-nos a nós).
Ok. Não era o caso.
Não tenho filhos, nem sobrinhos, nem costumo andar com os meus primos mais novos, mas sempre que ando na rua faço questão de atravessar nas passadeira, na medida em que vulgarmente à crianças por perto e penso que é do mais elementar civismo. Dei-me conta disso quando uma senhora estava com uma criança à espera que o semáforo passasse a verde e eu, como não vinha carro nenhum, atravessei com sinal vermelho. Só depois me apercebi a merda de exemplo que tinha dado àquela criança. Fui um daqueles life change moments.
Talvez o avô seja daltónico. 🙂
Eh, seria um boa hipótese, Ana, se o bonequinho do semáforo vermelho não fosse diferente do do semáforo verde. :p
Também já estive nessa situação, Emanuel.
Não. É só uma ordem.
lucky, esta foi a parte que eu ouvi. Presumo que, provavelmente até noutra ocasião, ele lhe tivesse explicado porquê. De qualquer modo, o título pretende ser irónico.
jaa, será castigado pela sua maldade.
Já sou. E pela minha bondade também.