É um triste sinal da velhice, alguém manter a verrina enquanto descuida o estilo e abandona a inteligência. Vasco Pulido Valente dedica a sua crónica de hoje à tentativa frustre e atordoada de persuadir o leitor que Hollande “não mudará a Europa”. Como se Hollande não tivesse mudado a Europa no próprio minuto em que venceu: bastou-lhe não ser Sarkosy. Nesse minuto, a cumplicidade entre os Governos francês e alemão acabou. Merkel está só. A segunda potência europeia escolheu outro caminho. Nenhuma birra, nenhum azedume altera a realidade.
Pauvre mec.
vidabreve,

Correcto, Luís Jorge, tem razão.
Mudou o que mudou,
mas não muda a realidade
do declínio europeu.
A realidade da economia.
Tantas certezas, Luís? Nem eu, que sou uma optimista nata (e que teria votado no Hollande se votasse em França) acredito muito em mudanças significativas. Mas talvez me engane na minha estreia no pessimismo, falta-me o hábito e a prática. Espero que sim, sinceramente.