Tive oportunidade de ver a entrevista de Paulo Portas a Judite de Sousa.
O homem não é do meu partido, não navegamos nas mesmas águas, não temos a mesma visão do mundo e da vida. Mas não será por isso que deixarei de lhe tirar o chapéu.
A sua inequívoca declaração de apoio a Cavaco Silva numa primeira volta das presidenciais, em caso de recandidatura do actual presidente, retira todo e qualquer espaço de manobra ao PSD, ao PS e a Fernando Nobre. Se Portas fosse do PSD há muito que seria primeiro-ministro. E nós, portugueses, correríamos o risco de ter um Salazar democrático e de rosto humano durante mais 40 anos.

Este “próximo PSD” determinar-lhe-á a chance que poderá ter: à medida que o PSD se esfranga-lha, o CDS cresce.
Antes Portas tal como parece que Sócrates tal como é.
Também vi a entrevista e fiquei com a mesma impressão. Há ali um bom domínio das matérias e um absoluto controlo da linguagem, incluindo a gestual, tão importante em televisão. Tudo está em “su sitio” e o resultado final nem fica ensombrado pela referência, um pouco a martelo, ao dossier submarinos. E isto apoiado numa mediática e eficaz estratégia de agenda parlamentar só pode causar incómodos ao próximo líder do PSD.
Estás certo, por duas razões. Primeira: nem toda a gente está certa, por dois motivos. Primeiro…
🙂 não lhe escapa nada…
Hehe…
De facto é um “gosto” vê-lo crescer. Tem tudo o que é preciso para ser um estadista. Quanto ao resto é como diz o Sérgio, “não navegamos nas mesmas águas”.
cruzes canhoto… lagarto, lagarto
Salazar e democrático na mesma frase é estranho…
E explica muita coisa do que Paulo Portas é…
Sendo eu votante do PS, não posso deixar de concordar com o exposto neste comentário.
Paulo Portas tem razão em muitas, muitas coisas em teoria claro, mas sinceramente gostava de vê-lo a pô-las em prática para ver se resultavam.
Eu costumo dizer entre colegas e amigos, que para o povo que somos, os políticos que temos até nem são tão maus assim…