Paul Célan


Patrícia Reis,

Não busques nos meus lábios a tua boca,
nem diante do portão o forasteiro,
nem no olho a lágrima. Sete noites mais alto muda o vermelho para vermelho,
sete corações mais fundo bate a mão à porta,
sete rosas mais tarde rumoreja a fonte.

2 comentários em “Paul Célan”

  1. Patrícia
    Que curioso teres trazido à liça Celan. Falei hoje mesmo dele por ser romeno, sobrevivente do holocausto e um dos grandes poetas modernos de língua alemã.
    Nunca o li no original. Infelizmente o alemão não é o meu forte. Mas conheço a sua história impressionante e li-o sempre, maravilhada, em traduções.
    Este poema que reproduzes é lindo!

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