Álvaro Santos Pereira foi parar ao Governo porque tinha um blog e morava no Canadá. O método de recrutamento, embora singelo, foi bem intencionado: se ele tinha um blog sabia do que falava, certo? Certo. E se morava no Canadá, com certeza não devia ser ladrão.
Não ser ladrão é uma qualidade estimável em Portugal, suficientemente rara para justificar a importação de um estrangeirado que se comova — e ninguém se comovia tanto como o Álvaro — com as dores da pátria.
Erguido o blogger a super-ministro, resta-nos ajudar o Álvaro a substituir as postas por decisões de alcance estratégico, e as perguntas retóricas sobre frango assado e pastelaria lisboeta por um calendário enxuto de medidas avulsas. Para já, Álvaro, o que me dava jeito era isto:
Semana 1: um site dedicado à exportação. As leis e os regulamentos, os formulários, as implicações fiscais. Algo como isto, mas que não seja uma merda.
Semana 2: uma lista de contactos de funcionários públicos especializados em comércio externo. Gente a quem eu, cidadão anónimo, impreparado e cheio de dúvidas, possa fazer um telefonema sem passar meia hora a ouvir o Mantovani.
Semana 3: Uma base de dados com acesso livre em tempo real (nada de ficheiros Excel faz favor), de PME portuguesas interessadas em colocar os seus produtos em mercados internacionais. Nomes, telefones, emails, produtos, áreas de actividade — tu sabes, Álvaro.
Por agora é tudo. Daqui a um mês voltamos a falar.

Ámen !
🙂 Este levei para o Facebook, Luís….
Ele está cá para isso Joana.
O que ele faria bem era fechar o Ministério da Economia.
Uma coisa inutíl.
Isso que pede são coisas que a elite diz com desprezo: de merceeiro… Não são grande obras, grandes projectos, grandes, grandes…é curioso como a elite anda sempre à procura da pedra filosofal, do santo graal, do ouro,da europa, do petróleo que julgam que vai resolver o problema da vida.
Licenciou-se em Economia pela Universidade de Coimbra. Doutorou-se em Economia pela Simon Fraser University, em Vancouver.
É docente na Simon Fraser University e professor visitante na University of British Columbia[1]. Entre 2000 e 2004, ensinou no departamento de Economia da University of British Columbia[carece de fontes]. Entre 2004 e 2007, foi docente no departamento de Economia da Universidade de York, onde leccionou Economia Europeia e Desenvolvimento Económico[carece de fontes]. É colunista no jornal Publico[2]. Desde 2001[carece de fontes], colaborou regularmente com o Diário de Notícias[carece de fontes] e o Diário Económico[carece de fontes], e tem escrito ocasionalmente para o Expresso[carece de fontes], a revista Exame[carece de fontes] e o Jornal de Notícias[carece de fontes].
É autor do blogue “Desmitos”[3].
Em 21 de Junho de 2011 tomou posse como Ministro da Economia e do Emprego[4] no XIX Governo Constitucional de Portugal por Pedro Passos Coelho[5]. Um dos seus primeiros atos foi a quebra do formalismo no seu próprio tratamento, pedindo que fosse tratado por Álvaro.
Afinal, o Sr., é um escriba e é Prof., ou seja :
Quem sabe , trabalha e faz, quem não sabe fazer nada ensina.
Tirou ele alguma empresa da falência?
Não! Não fez nada e é Ministro…outro Prof. Pentelho !
Se por “Prof. Pentelho” se refere a Catroga, aconselho-o a fazer uma pequena investigação sobre o percurso dele, com algum relevo para a passagem pela CUF – uma sociedade privada portuguesa que estava entre as 50 maiores da Europa, quando Portugal tinha indústria.
Por acaso, refiro exactamente o Sr. Catroga !
Dado que este Sr., tem uma quantidade de tachos e já faz parte da terceira idade ou da brigada do reumático, bem poderia ir para a quinta da Coelha e sentar-se a apanhar sol em lugar de me aumentar o preço das electricidades para lhe pagar o obsceno vencimento que eu terei de pagar…eu e mais 10 000 000 de portugas.
O Catroga, no 25 de Abril de 1974, já sabia o que era o poder e o dinheiro, sendo certo que era desafecto ao regime, não é um arrivista.
Não confundir com a fauna actual.
O catroga é igualzinho ao alvaro santos pereira, tal e qual, sem tirar nem por, até parecem gemios, são tão parecidos, identicos mesmo que me fazem lembrar aquela bonita história de uma puta, a puta tinha tantos estudos, tantos doutoramentos, tantas mestrias que nem sabia como era puta, a unica diferença que os separa da puta é serem dois chulos
Só gostava se saber onde vão buscar estes cromos para a economia. Não admira que o país esteja como está.
Ao Canadá. Ms olha, sempre é melhor que irem buscá-los ao Grupo Espírito Santo — que é a alternativa do costume.
O Pinho também veio do Canadá?
Não, veio do Grupo Espírito Santo.
1 – Álvaro Santos Pereira foi parar ao governo porque tinha um blog, morava no Canadá, era professor universitário de economia e escrevera um livro ligeiro sobre Portugal.
No meio de tudo fica aquele doutoramento em economia.
2 – Tudo devia ser simplificado, mas não é de crer que por esse mundo fora estejam à espera de telefonar para o governo para exportar. Desde logo, é preciso ter um bom produto e a preços competitivos. Creio que a chave está em «bom produto» e «preços competitivos».
Ah, claro, esse doutoramento está a ser super útil.
Tem a utilidade suficiente para ter sido omitido.
Mas nao a suficiente para fazer um ministro.
Quanto às condições de sucesso de um produto, se não se importa prefiro não conversar com um amador.
Percebo muito bem. Apenas por incapacidade minha – de que me penitencio – não conheço a gesta da sua organização pelo mundo, mas calculo que de Paris a Sidney, de Juneau* a Calcutá será ilustre o seu nome.
* pequena e pitoresca cidade, capital do Alaska.
Eu estava mais à espera que me surpreendesse, já que exibiu tanta sabedoria.
Ainda é o humor o que nos salva nestes tenebrosos dias com esta medíocre gente…Gostei e fou levar para o facebook.
Helena Pato
Leve leve, levemente.