“é bom beijar homens”, foram umas palavras de Lobo Antunes que tiraram dos fundilhos o que pensara: nesta coisa de as mulheres se beijarem, dos homens e das mulheres se beijarem, de nos cumprimentarmos com beijos, de pais beijarem filhos, os filhos os pais, os tios e os sobrinhos, os avós, os netos, sempre aos beijos… e eles não. Os amigos não, os irmãos também não. Os homens não dão beijos uns aos outros. Pelam-se por beijos, mas não dão. Palermas.
“Passei a beijar os meus amigos”,
letraspequenas,

Em Palermo há disso.
Ah, leões! 😉
É engraçado que tenho um irmão gémeo que cumprimento com um aperto de mão e depois temos um irmão 18 anos mais novo e a ele já dou um beijo ao cumprimentá-lo. Enfim, manias. 🙂
Porque o sente pequenito. Assim que o olhe mais adulto, acabou. Ou ele próprio vai dar sinal 🙂
Pois eu, não beijo outros homens (salvo em situações de especial intimidade) porque tenho a pele dos lábios muito sensível e, porque o contacto com a barba masculina, provoca-me uma irritação e um inchaço nos lábios que faz com que fácilmente me confundam com a Manela Moura Guedes.

Agora… um tipo bem escanhoado, com a pele bem hidratada, que use uns cremes da Vichy… ai isso não me escapa! Mesmo que não queira, agarro-o e beijo-o até à exaustão!
Eu já esperava, Bartolomeu. Excepto na discriminação do próximo, você é muito à frente 🙂
Muiiiiito à frente, mesmo, Gui!
Convém saber manter a distância de segurança…
:))))
Na minha família os homens sempre se beijaram, irmãos, pais, filhos, tios, sobrinhos, afilhados… tudo isso acompanhado de um estrondoso abraço.
Sim, Fátima, entre família. Mas fora dela, a lei é outra, não é?
Também na minha família pais e filhos, irmãos, tios e sobrinhos e até primos direitos se beijam entre si. E de todas as idades. E abraços, também.
E olhe que são todos um bocado para o stiff.
Entre amigos não, mas abraçam-se e há muitos modos de ser afectuoso.
Faço minhas as palavras de FGH. Sem dúvida, Gui, que é só entre familiares.
Nah. Mais um a querer ser diferente só porque sim. 28197-kissing-on-the-mouth/
Ou então foi atraiçoado na amizade por um amigo e julga que andar aos beijos “mafiosos” isso já não acontece ou pelo menos funciona como um teste de fidelidade…
A propósito sempre me causou confusão os beijos na boca entre pai e filhas ou mesmo Mãe e Filha em algumas famílias inglesas-commonwealth e americanas.
Uma discussão:
http://forums.welltrainedmind.com/topic/4
Essa cultura americana é estranha para nós, pois. Somos mais retidos a mostrar ternuras.
Mas no caso em apreço trata-se de separar as águas dos sentimentos, por um lado, e de dissipar qualquer dúvida, por outro. Entre o mulherido não existe essa preocupação. São com certeza másculos preconceitos.
Talvez a “coisa” não seja assim tão linear como à primeira vista possa percer, Gui.
A mente humana, genuinamente, não funciona como os computadores, 1/0. A questão é um pouco mais… intrincada.
A universidade de Cambridge publicou um estudo em que se concluia que uma percentagem superiores de mulheres tinha tido durante o período de faculdade experiências sexuais com colegas do mesmo sexo, sem no entanto deixarem de ser hetero.
Com base nisto, confirma-se a maior versatilidade do cérebro femenino…
Digo eu… em Grego!
Hmmm… em Grego, não; que nos tempos que correm pode não ser económica e políticamente correcto.
;))))))
A maioria das mulheres universitárias embrulha-se com as colegas… ora, ora. Vejo-me grega para acreditar nesses estudos.
Os homens são é mais preconceituosos.
Felizmente que sim, Gui.

Se não fossemos… a raça já se tinha extinto hà bués…
A Natureza é sábia!!!
ahh, ganda lata, eheh. goela a que você tem
E tu com este post tiraste do fundilho uma reflexão que eu faço há anos. Palermas, pois.
Na Argentina e no Chile, os amigos (homens) beijam-se com naturalidade.
Sempre me fez confusão porque é que se considera correcto mulheres beijarem homens e outras mulheres e os homens não se beijarem entre si (falando da forma de se cumprimentarem; entre amigos)
Os homens não se beijam uns aos outros porque têm um medo de morte de ficarem Gays, coitados.
Não é certo para eles que isso não aconteça e têm muita cagufa.
Vejam lá os russos, uns tipos fortalhaços a beberem vodka como quem bebe aguinha, com fartos bigodes e barbas, a ver se eles têm esse preconceito.
Isso é que foi um tema corajoso Gui.
🙂
«Os homens não se beijam uns aos outros porque têm um medo de morte de ficarem Gays…»
Esta afirmação é infundada. Contudo, não deixa de se apróximar da “verdade inconsciente” de muitos homens.
E porquê?
Porque os homens são por natureza, experiencialistas, e sabem que; uma experiência pode conduzir a outra da qual seja impossível de se escapar.
Ou seja: o homem teme tornar-se gay, ponto. E teme porque ainda ninguem conseguiu garantir-lhe sem margem para erro, quais os motivos, que poderão torna-lo assim.
E, a todo o homem que admira, gosta, absorve, respira mulher; aterroriza-o a hipotese de um dia, pela acção de um qualquer fenómeno que ele não domina e que pode passar por um simples beijo, venha a tornar-se homossexual, venha a deixar de sentir atracção pelo charme, pela sensualidade, pela feminilidade e passar a senti-lo pela masculinidade.
Um pouco mal comparado, seria como um fulano possuir o dom de adivinhar os números do euromilhões e porque pegou num impresso do totobola, perdesse de um momento para o outro, esse dom.
😉
pois é, medo do rótulo. compreende-se. é chato. também não gosto que me confundam, eheh
obrigada. à Sua, cr!
Eh eh eh! Pois são! 😉
😉