Gosta-se ou não se gosta, mas ninguém lhe fica indiferente. Para lá do extraordinário conforto e de ser relativamente acessível (ao alcance das classes média/média alta, na terminologia actual), este carro esconde uma tecnologia avançadíssima sob uma roupagem personalizada e arrojada que ainda hoje surpreende.
Aquela suspensão e direcção hidráulicas eram mesmo o terror dos mecânicos. E dos proprietários, pois sempre requereram mãos especificamente especializadas. A verdade, no entanto, é que o mesmo sistema hidráulico basicamente se mantém até aos modelos actuais da marca (o topo de gama C6 incluído), embora com alguma evolução.
Nunca achei o ‘Boca-de-sapo’ bonito ou feio. Tinha o mais importante: arrojado e diferente, muito personalizado. E impunha respeito, por qualquer razão.
Em 1982 conduzi um Citroen Cx… que carro… que conforto… que suavidade! O que eu mais admirava era quando, hidaulicamente, subia o chassi para conduzir em terrenos mais acidentados! Eu chamava-lhe “arregaçar as calças”!
Exactamente. Por isso eu frisei que tinha andado num 2CV, mas não conduzido. Ainda era pequenita!
Cheguei a conduzir um 2CV (salvo erro, era de fabrico belga) que tinha um pormenor curioso: usava-se a embraiagem para engatar as velocidades, mas o comportamento era o de um carro de caixa automática. Isto é: com o carro parado, embraiava-se para meter a primeira e depois tirava-se o pé da embraiagem e o carro continuava parado; arracava quando se começava a acelerar.
O sistema (que nunca teve grande sucesso, não sei por quê) tinha o nome de embraiagem centrífuga. Era cómodo e invulgar.
Estou sempre a aprender. Não conheci esse sistema. Pelo que descreve, é realmente parecido com a caixa de velocidade automática. Há cerca de oito anos conduzi um Mercedes belga, com caixa automática. Foi muito estranho, o pé fugia-me para a embraiagem que não existia!
Já agora, a talhe de foice, houve também umas séries do VW ‘Carocha’ que tinham o que se chamava caixa semi-automática: não tinha embraiagem, tal como os de caixa automática, mas tinha a alavanca de velocidades normal, com as quatro velocidades, ponto-morto e marcha-atrás, que tinham de ser metidas manualmente como nos carros comuns.
Também era um sistema cómodo e também não teve sucesso. E também não sei por quê.
Ora aí está um pormenor que não consigo entender… como é que se metiam as velocidades, sem embraiagem e sem a caixa ser automática?
Para os pés, o acelerador e um pedal de travão grande, como nos carros automáticos. Quanto à alavanca de velocidades, era só ir metendo as velocidades normalmente, por estranho que pareça. Chama-se caixa semi-automática.
Obrigada João. Tenha uma boa noite e uma boa semana. Entretanto vamos “blogando”.
Claro que vamos. Depois de um intervalo forçado: por razões de trabalho estou em vésperas de mais uma mudança (sempre tive vida de caracol). Espero voltar ao blogue em breve, assim que tiver a nova ligação. Boa noite, boa semana e até breve.
O Socas precisava de ter um carro destes para não chegar atrasado à ópera.
[Por causa desta “rubrica” hoje coloquei lá uma relíquia rsrss. Não atribuí só a si a autoria da “rubrica” porque tenho ideia que há posts de outros colegas seus do blog! Se não fui muito exacta peço desculpa, embora de boas intenções esteja o inferno cheio… :)))]
A rubrica é de todos por cá, Maria do Sol, mas posso dizer-lhe que foi o Pedro que a concebeu e iniciou.
Fui ver a sua relíquia e gostei. “Ruby Tuesday” é um tema que me transporta ao passado e a Melanie era quase um mito.
O tema foi recriado e cantado, muitos anos depois, pelo Rod Stewart (um CD de êxitos dele que comprei talvez pelos anos 90).
Já agora, o que pouca gente sabe é que o Rod Stewart (Roderick David Stewart) começou por ser, nos anos 60, o cantor dos «Small Faces», banda (ou conjunto, como então dizíamos) com algum sucesso nessa altura, mas que desapareceu rapidamente.
Eh! Tanta informação adicional ao meu suspiro rsrs! E tudo começou … com os The Rolling Stones. Mas eu gostava muito da interpretação da Melanie…
“Who could hang a name on you?/When you change with every new day/Still I’m gonna miss you.”
:))
Confesso que nunca fui grande fã de The Rolling Stones. Para mim, ‘Ruby Tuesday’ (que eles tinham lançado em 1967) só passou a ter interesse com aquela voz tão especial da Melanie Safka (em 1970).
E porque o assunto vai longo… remato, pela minha parte, dizendo que subscrevo completamente o seu último comentário!
Sem dúvida. Ainda no ano passado estive tentado a comprar um a um coleccionador, devidamente homologado pelo Clube Português de Automóveis Antigos. Mas acabei por desistir, porque estes carros requerem mão-de-obra conhecedora e tive medo de me meter em trabalhos. Mas ainda não desisti de vez…
Gosta-se ou não se gosta, mas ninguém lhe fica indiferente. Para lá do extraordinário conforto e de ser relativamente acessível (ao alcance das classes média/média alta, na terminologia actual), este carro esconde uma tecnologia avançadíssima sob uma roupagem personalizada e arrojada que ainda hoje surpreende.
Era o chamado Boca-de-Sapo, o terror os mecânicos.
Aquela suspensão e direcção hidráulicas eram mesmo o terror dos mecânicos. E dos proprietários, pois sempre requereram mãos especificamente especializadas. A verdade, no entanto, é que o mesmo sistema hidráulico basicamente se mantém até aos modelos actuais da marca (o topo de gama C6 incluído), embora com alguma evolução.
Nada bonitos, estes carros. Mas sempre gostei deles, não sei porquê. E davam nas vistas – em qualquer rua, em qualquer estrada.
Nunca achei o ‘Boca-de-sapo’ bonito ou feio. Tinha o mais importante: arrojado e diferente, muito personalizado. E impunha respeito, por qualquer razão.
Fantásico!… há tantos anos atrás, com direcção assistida progressiva, suspensão pneumática, faróis direccionais… um primor, o DS. Boa escolha, João.
Fantástico mesmo. Sucessor directo da velha ‘Arrastadeira’ da mesma marca: ambos inovadores no seu respectivo tempo.
Em 1982 conduzi um Citroen Cx… que carro… que conforto… que suavidade!
O que eu mais admirava era quando, hidaulicamente, subia o chassi para conduzir em terrenos mais acidentados! Eu chamava-lhe “arregaçar as calças”!
E veja que já bem antes o ‘Boca-de-sapo’ fazia o mesmo.
Obrigada João. Não sabia, este foi o primeiro Citroen que conduzi.
Anteriormente, só tinha andado, não conduzido, um Citroen 2CV!
Como sabe, o 2CV também já passou pelo «Passado presente» (XXIV). Idêntico ao que tinha o seu padrinho!
Exactamente.
Por isso eu frisei que tinha andado num 2CV, mas não conduzido. Ainda era pequenita!
Cheguei a conduzir um 2CV (salvo erro, era de fabrico belga) que tinha um pormenor curioso: usava-se a embraiagem para engatar as velocidades, mas o comportamento era o de um carro de caixa automática. Isto é: com o carro parado, embraiava-se para meter a primeira e depois tirava-se o pé da embraiagem e o carro continuava parado; arracava quando se começava a acelerar.
O sistema (que nunca teve grande sucesso, não sei por quê) tinha o nome de embraiagem centrífuga. Era cómodo e invulgar.
Estou sempre a aprender. Não conheci esse sistema.
Pelo que descreve, é realmente parecido com a caixa de velocidade automática. Há cerca de oito anos conduzi um Mercedes belga, com caixa automática. Foi muito estranho, o pé fugia-me para a embraiagem que não existia!
Já agora, a talhe de foice, houve também umas séries do VW ‘Carocha’ que tinham o que se chamava caixa semi-automática: não tinha embraiagem, tal como os de caixa automática, mas tinha a alavanca de velocidades normal, com as quatro velocidades, ponto-morto e marcha-atrás, que tinham de ser metidas manualmente como nos carros comuns.
Também era um sistema cómodo e também não teve sucesso. E também não sei por quê.
Ora aí está um pormenor que não consigo entender… como é que se metiam as velocidades, sem embraiagem e sem a caixa ser automática?
Para os pés, o acelerador e um pedal de travão grande, como nos carros automáticos. Quanto à alavanca de velocidades, era só ir metendo as velocidades normalmente, por estranho que pareça. Chama-se caixa semi-automática.
Obrigada João.
Tenha uma boa noite e uma boa semana.
Entretanto vamos “blogando”.
Claro que vamos. Depois de um intervalo forçado: por razões de trabalho estou em vésperas de mais uma mudança (sempre tive vida de caracol). Espero voltar ao blogue em breve, assim que tiver a nova ligação.
Boa noite, boa semana e até breve.
O Socas precisava de ter um carro destes para não chegar atrasado à ópera.
Que eu saiba, ele tem (ou tinha) um clássico: um Mercedes das séries ‘Pagoda’.
Bca de sapo… muita personalidade!
:))
Muita!
[Por causa desta “rubrica” hoje coloquei lá uma relíquia rsrss. Não atribuí só a si a autoria da “rubrica” porque tenho ideia que há posts de outros colegas seus do blog! Se não fui muito exacta peço desculpa, embora de boas intenções esteja o inferno cheio…
:)))]
A rubrica é de todos por cá, Maria do Sol, mas posso dizer-lhe que foi o Pedro que a concebeu e iniciou.
Fui ver a sua relíquia e gostei. “Ruby Tuesday” é um tema que me transporta ao passado e a Melanie era quase um mito.
O tema foi recriado e cantado, muitos anos depois, pelo Rod Stewart (um CD de êxitos dele que comprei talvez pelos anos 90).
Já agora, o que pouca gente sabe é que o Rod Stewart (Roderick David Stewart) começou por ser, nos anos 60, o cantor dos «Small Faces», banda (ou conjunto, como então dizíamos) com algum sucesso nessa altura, mas que desapareceu rapidamente.
Eh! Tanta informação adicional ao meu suspiro rsrs!
E tudo começou … com os The Rolling Stones. Mas eu gostava muito da interpretação da Melanie…
“Who could hang a name on you?/When you change with every new day/Still I’m gonna miss you.”
:))
Confesso que nunca fui grande fã de The Rolling Stones. Para mim, ‘Ruby Tuesday’ (que eles tinham lançado em 1967) só passou a ter interesse com aquela voz tão especial da Melanie Safka (em 1970).
E porque o assunto vai longo… remato, pela minha parte, dizendo que subscrevo completamente o seu último comentário!
:))
Ainda bem!
É lindo!
Sem dúvida. Ainda no ano passado estive tentado a comprar um a um coleccionador, devidamente homologado pelo Clube Português de Automóveis Antigos. Mas acabei por desistir, porque estes carros requerem mão-de-obra conhecedora e tive medo de me meter em trabalhos. Mas ainda não desisti de vez…