25 comentários em “Passado presente (LXXVIII)”

  1. Tenho! Igualzinho! Lindo! E consegue-se um café absolutamente delicioso, com o tempo de espera q.b. para se aromatizar a sala, brilharem os olhos e amaciarem os corações.
    Depois, há a história do palato, da língua, da pele levemente arrepiada…, mas isso podem já ser contas do rosário seguinte…
    Excelente forma de se ‘cafézar’ um fim de dia…

    1. Nem mais, Margarida. Para mim, não há café como o de balão. É um ritual, quase uma coisa alquímica… e termina com o melhor sabor de um café de lote pernalizado, feito com tempo e prazer. Não se compara a uma cápsula colorida, espremida e furada por uma mola metálica, cujo único mérito é a evocação do George Clooney!

      1. … Hmmm, d’accord… mais pourtant…
        Ana, a Nespresso (à qual me rendi há pouco) tem vantagens. Digamos que ‘chaque chose à sa place ‘ (hoje acordei muito afrancesada, credo…!).
        O balão é para as soirées, a cafeteira italiana para as horas vagas, a eléctrica, no seu rio de café americano, para a manhã molenga, a precisar de litradas de quentura. A Nespresso – sem o rapaz do anúncio -, é para as vertiginosas doses cafeínicas ou para a gula dos descafeinados sequenciais, tudo rematado numa espuma de lamber os lábios até sair o baton todo…
        Digamos que todas têm o seu tempo e a sua funcionalidade.
        E assim convivem lá por casa, a meias com lotes e lotes de arábicas e robustos e etc, com chávenas de todos os feitios (de acordo cm a ocasião e o capricho momentâneo) e resmas de chocolatinhos…
        Ó Ana! Até cheira a cefézinho!!!!

  2. Dia 8 de Dezembro de 1982.
    Almoço de amigos num restaurante sobre o Tejo, na Linha do Estoril.
    Foi a ultima vez que me serviram um café num Balão igual a este!
    Que saudades desse dia!!!

    1. Seria o Dom Pepe, na Parede? É dos que ainda serve café de balão, como o Gambrinus. Não sei se haverá muitos mais, mas nestes dois ainda se bebe um delicioso café de balão (além de se comer divinalmente, em ambos).

      1. Ana, não me lembro do nome do restaurante, mas nunca esqueço a sala toda envidraçada sobre o Tejo, interiores em madeira, chef de cuisine e chef de vins (um luxo!), casa de banho imaculada com toalhas de verdade! A conta foi astronómica!
        Apesar de já ter trabalhado em Lisboa, nunca mais lá voltei, mas não está fora dos meus planos.
        É verdade, trouxe de lá um cacto e tenho ainda ‘descendentes’ desse cacto!

  3. É o que dá chegar tarde aos posts! Está tudo dito e muito bem! Com cheirinho e gosto e tudo do melhor!

    [Como gosto muito de café e tenho máquinas de todos os feitios, volta e meia, só p’ra contrariar, ainda faço café de manhã usando um coador de flanela! rsrsrsr]

    :))

  4. Liinda, liiiinda, Ana! É mesmo um daqueles objectos que vai mesmo bem com os nossos AM, não é? E por falar nisso, já tirou o seu da «garage»?? Não se esqueça da nossa voltinha, está bem?
    Um abraço.

    1. Lúís, vai ter de me ajudar. Em matéria de carros sou quase analfabeta, sobretudo quando mos definem por números e letras… O que são “os nossos AM”?
      Não me esqueço da voltinha, claro, assim que tirar o dito da garage(m). 🙂
      Abraço

      1. Bom, Ana, não lhe vou fazer a papinha toda, mas vou-lhe dar uma ajudinha…:
        “My name is Bond, James Bond!”. Já lhe recorda qualquer coisa?
        E agora é que vai ter mesmo de o tirar da «garage», porque está uma belíssima noite para andar no AM.
        Se preferir, também podemos ir no meu, esteja à vontade. I Am, You Are,… and so on, and so on…
        Gd. abraço.

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