Ainda as nossas colegas de blogue não eram nascidas e este detergente andava a toda a hora na publicidade televisiva. Tornou-se famoso sobretudo pelos brindes. Outros tempos, outro país.
Lembro-me de ter comprado algumas vezes esse detergente a pedido do meu filho, mais velho, na altura com 4 anos, nos finais dos anos 70, por causa dos brindes – os bonecos de plástico duro, a “régua mágica” (spirograph ) deste brinde fui eu que tirei maior partido fazendo desenhos psicadélicos eu ainda era uma menina:)) Eu estava a viver em Santa Cruz de Benfica, com os meus pais e a Senhora, do super mercado (em 2006 fui com a minha mãe numa romagem de saudade à zona de Benfica – 1º lugar onde tínhamos vivido recém-chegados dos Açores, passamos pela calçada da Quintinha e ele ainda lá estava, resistindo…) que ficava por baixo do nosso prédio e onde nós fazíamos as compras, regularmente, avisava o primeiro elemento da família, que por lá aparecesse, da chegada dos novos brindes – sendo o meu pai, ela só precisava de dizer – “Vizinho chegou o Juá com novos brindes, para o Pedro coleccionar, são soldadinhos, leve que ele vai gostar, separei-lhe duas embalagens” – o avô não resistia – aguardava-lhe um grande sorriso e um – “obrigada avô”…boa nostalgia O nome do detergente terá origem, provavelmente, no fruto, juá do juazeiro Zizyphus Joazeiro ), uma espécie de árvore abundante no Nordeste brasileiro – também conhecido por laranjeira-de-vaqueiro devido ao aspecto do seu fruto Juá ser semelhante a uma laranja pequena – para além de ser um fruto agradável e de consumo humano é também dado ao gado bovino. A casca do juá – rica em “saponária” – tem sido muito utilizada na indústria de detergentes e de outros produtos de higiene como – champôs e até pastas dentífricas.
Viva a sua sabedoria, Maria. Ainda me lembro de alguns brindes do Juá, como as chávenas. Mas o meu preferido era um detergente em pó com uma caixa azul clara que oferecia uns animais em miniatura. Não há maneira de me lembrar como se chamava…
O velho Juá! Boa. Hehe…
Ainda as nossas colegas de blogue não eram nascidas e este detergente andava a toda a hora na publicidade televisiva. Tornou-se famoso sobretudo pelos brindes. Outros tempos, outro país.
O fervedor de alumínio é um must, “com tampa rosa ou azul”! Pró menino e prá menina, presumo…
Disto já não há mesmo!
Disto nunca apareceu lá pela minha terra, penso eu de que….
“Juá a lavar, é sol a corar”, lembram-se?
Lembro-me muito bem. E lembro-me também do “Com Clarim toca a lavar”. Eheheheh. Hoje em dia estes ‘slogans’ estariam condenados ao fracasso.
Exactamente. E que tal o “OMO lava mais branco”, hem?…
Um abraço.
Pois, Luís. Mas o Omo ainda há…
Abraço
Lembro-me de ter comprado algumas vezes esse detergente a pedido do meu filho, mais velho, na altura com 4 anos, nos finais dos anos 70, por causa dos brindes – os bonecos de plástico duro, a “régua mágica” (spirograph ) deste brinde fui eu que tirei maior partido fazendo desenhos psicadélicos eu ainda era uma menina:)) Eu estava a viver em Santa Cruz de Benfica, com os meus pais e a Senhora, do super mercado (em 2006 fui com a minha mãe numa romagem de saudade à zona de Benfica – 1º lugar onde tínhamos vivido recém-chegados dos Açores, passamos pela calçada da Quintinha e ele ainda lá estava, resistindo…) que ficava por baixo do nosso prédio e onde nós fazíamos as compras, regularmente, avisava o primeiro elemento da família, que por lá aparecesse, da chegada dos novos brindes – sendo o meu pai, ela só precisava de dizer – “Vizinho chegou o Juá com novos brindes, para o Pedro coleccionar, são soldadinhos, leve que ele vai gostar, separei-lhe duas embalagens” – o avô não resistia – aguardava-lhe um grande sorriso e um – “obrigada avô”…boa nostalgia
O nome do detergente terá origem, provavelmente, no fruto, juá do juazeiro Zizyphus Joazeiro ), uma espécie de árvore abundante no Nordeste brasileiro – também conhecido por laranjeira-de-vaqueiro devido ao aspecto do seu fruto Juá ser semelhante a uma laranja pequena – para além de ser um fruto agradável e de consumo humano é também dado ao gado bovino. A casca do juá – rica em “saponária” – tem sido muito utilizada na indústria de detergentes e de outros produtos de higiene como – champôs e até pastas dentífricas.
Viva a sua sabedoria, Maria. Ainda me lembro de alguns brindes do Juá, como as chávenas. Mas o meu preferido era um detergente em pó com uma caixa azul clara que oferecia uns animais em miniatura. Não há maneira de me lembrar como se chamava…