Um pouco de história….porque…disto já não há: A Valentim de Carvalho surgiu em 1914 na Rua da Assunção, na Baixa de Lisboa, vendendo instrumentos musicais, gramofones e pautas de música. Em 1920 tornou-se a primeira editora discográfica portuguesa. A fadista Maria Alice foi a primeira a gravar discos para a editora, que utilizava como estúdio o Teatro Taborda.
Sessenta anos depois, na década de 1980, a empresa incorporou a editora discográfica internacional EMI, criando a EMI-Valentim de Carvalho.
Não nos conhecemos embora tenhamos um amigo em comum que é o Armando Prata. A propósito do seu comentário “Bem lembrado, Teresa. Frequentei a loja do Porto. No tempo em que os animais falavam, talvez…” referindo-se à Casa Valentim de Carvalho, será que me pode informar em que rua ficava. Na 31 de Janeiro/Stº António ou Passos Manuel? Recorda-se de em meados dos anos sessenta estarem disponíveis na loja auscultadores para podermos ouvir as novidades discográficas? Estou a escrever uma crónica sobre os Beatles e tenho uma vaga ideia de ter lá ouvido, em vinil, discos deste grupo. A memória já não ajuda (71 anos) será que me pode dar algumas informações sobre este assunto?
Caro Jorge Lopes, sou lisboeta. A loja que frequentava ficava na baixa de Lisboa, na Rua Nova do Almada. Sobre as lojas do Porto não sei dar-lhe informações…
Também venho dar o meu “contributozinho” ao que foi a “Loja Valentim de Carvalho” de boa memória. Trabalhei de 1976 a 1981 (o meu 1º emprego) na rua nova do Almada – fui vizinha da “histórica” – Loja Valentim de carvalho e sua cliente. Recordo com saudade esse tempo e o Chiado da altura – ainda bem que já lá não estava quando se deu o incêndio, foram muitos os edifícios, “vizinhos”, dizimados pelo fogo – A Casa Batalha, a belíssima charcutaria Martins e Costa ( de 1914), Casa Leonel e outros. Voltando atrás na história, ficamos a saber que, o Senhor Valentim de Carvalho, nasceu a 14 de Fevereiro – dia de S.Valentim, daí o seu nome – de 1888, em Lisboa, na freguesia de santa Isabel, filho de pai comerciante – embora a persistência da mãe, Valentim de Carvalho, devido a uma doença que lhe afecta a visão, não concluiu os seus estudos e torna -se comerciante – no início, como colaborador e depois como empresário da loja Valentim de Carvalho na Rua da Assunção, 39, fundada em 1914 – como a Ana já tinha dito. Em 1923 muda-se para a rua nova do Almada nr. 95 a 99 – ocupando o estabelecimento – “Salão Neuparth” (foi aqui que Alfredo Keil compôs a Portuguesa em 1891) – fundado em 1824 por *Eduardo Neuparth, Maestro e Clarinetista. Valentim de Carvalho adquire a empresa e adopta a designação comercial “ Valentim de Carvalho – Salão Neuparth”. Maria Alice Marques, fadista e uma das primeiras meninas da rádio e do disco foi mulher de Valentim de carvalho. De uma, única, Loja até 1989 passa para 20 lojas em 1999 e nesse momento atinge a liderança no mercado discográfico. *Eduardo Neuparth – era de nacionalidade alemã, encontrei o seu nome como escrevi (em vários sítios) e, assim – Eduard Neupart Fontes: http://www.valentim.pt http://industrias-culturais.blogspot.com/ “Sons de Lisboa – Uma biografia de Valentim de Carvalho” de José Sarmento de Matos – edições D. Quixote / Valentim de Carvalho
Bem lembrado Teresa….
Fui cliente regular destas lojas, que me deixaram boas recordações. No tempo em que ainda se saía à rua para comprar as «novidades discográficas».
Um pouco de história….porque…disto já não há:
A Valentim de Carvalho surgiu em 1914 na Rua da Assunção, na Baixa de Lisboa, vendendo instrumentos musicais, gramofones e pautas de música. Em 1920 tornou-se a primeira editora discográfica portuguesa. A fadista Maria Alice foi a primeira a gravar discos para a editora, que utilizava como estúdio o Teatro Taborda.
Sessenta anos depois, na década de 1980, a empresa incorporou a editora discográfica internacional EMI, criando a EMI-Valentim de Carvalho.
Em forma, como sempre.
Boa, Ana 🙂
Bem lembrado, Teresa. Frequentei a loja do Porto. No tempo em que os animais falavam, talvez…
Boa tarde:
Não nos conhecemos embora tenhamos um amigo em comum que é o Armando Prata. A propósito do seu comentário “Bem lembrado, Teresa. Frequentei a loja do Porto. No tempo em que os animais falavam, talvez…” referindo-se à Casa Valentim de Carvalho, será que me pode informar em que rua ficava. Na 31 de Janeiro/Stº António ou Passos Manuel? Recorda-se de em meados dos anos sessenta estarem disponíveis na loja auscultadores para podermos ouvir as novidades discográficas? Estou a escrever uma crónica sobre os Beatles e tenho uma vaga ideia de ter lá ouvido, em vinil, discos deste grupo. A memória já não ajuda (71 anos) será que me pode dar algumas informações sobre este assunto?
Cumprimentos,
Jorge Lopes
Caro Jorge Lopes, sou lisboeta. A loja que frequentava ficava na baixa de Lisboa, na Rua Nova do Almada. Sobre as lojas do Porto não sei dar-lhe informações…
Também venho dar o meu “contributozinho” ao que foi a “Loja Valentim de Carvalho” de boa memória.
Trabalhei de 1976 a 1981 (o meu 1º emprego) na rua nova do Almada – fui vizinha da “histórica” – Loja Valentim de carvalho e sua cliente. Recordo com saudade esse tempo e o Chiado da altura – ainda bem que já lá não estava quando se deu o incêndio, foram muitos os edifícios, “vizinhos”, dizimados pelo fogo – A Casa Batalha, a belíssima charcutaria Martins e Costa ( de 1914), Casa Leonel e outros. Voltando atrás na história, ficamos a saber que, o Senhor Valentim de Carvalho, nasceu a 14 de Fevereiro – dia de S.Valentim, daí o seu nome – de 1888, em Lisboa, na freguesia de santa Isabel, filho de pai comerciante – embora a persistência da mãe, Valentim de Carvalho, devido a uma doença que lhe afecta a visão, não concluiu os seus estudos e torna -se comerciante – no início, como colaborador e depois como empresário da loja Valentim de Carvalho na Rua da Assunção, 39, fundada em 1914 – como a Ana já tinha dito.
Em 1923 muda-se para a rua nova do Almada nr. 95 a 99 – ocupando o estabelecimento – “Salão Neuparth” (foi aqui que Alfredo Keil compôs a Portuguesa em 1891) – fundado em 1824 por *Eduardo Neuparth, Maestro e Clarinetista.
Valentim de Carvalho adquire a empresa e adopta a designação comercial “ Valentim de Carvalho – Salão Neuparth”. Maria Alice Marques, fadista e uma das primeiras meninas da rádio e do disco foi mulher de Valentim de carvalho.
De uma, única, Loja até 1989 passa para 20 lojas em 1999 e nesse momento atinge a liderança no mercado discográfico.
*Eduardo Neuparth – era de nacionalidade alemã, encontrei o seu nome como escrevi (em vários sítios) e, assim – Eduard Neupart
Fontes: http://www.valentim.pt
http://industrias-culturais.blogspot.com/
“Sons de Lisboa – Uma biografia de Valentim de Carvalho” de José Sarmento de Matos – edições D. Quixote / Valentim de Carvalho
Bom trabalho, sem dúvida.
Uf , desta, já passou:))
Obrigada, João.
Desta vez não cabe mais nada – ainda estou à espera do portão vermelho e do autocarro:))
Calma, Maria. Está prometido.