Pedro, justa homenagem, mesmo que quando vemos agora estes episódios nos dê vontade de rir, porque parece que estamos a ver teatro. Um dia destes, andava pela RTP memória, estando no ar um episódio. Fartei-me de rir, o Daniel Boone estava junto a um rio, fazendo uma fogueira. Toda a zona junto ao rio, era uma relva aparadissima, tipo exposição de stand automóvel, e a fogueira, 3 pauzinhos cruzados na vertical, mais parecia um recorte de um desenho infantil…fazia algum vento, mas só duas árvores mexiam…eh eh eh….depois mais serena descobri que as nossas necessidades de aventura de então, não se perdiam por estes singelos pormenores da produção, outros tempos, outras exigências… Paz á alma do Fess Parker que tanto nos distraiu!
Eheheh. Nesses tempos não nos prendíamos a esses pormenores, CR. Estas séries dos primórdios da TV têm hoje um sabor nostálgico que muito as valorizam – e mantêm um público fiel, como aliás se comprova pela recente edição de ‘Daniel Boone’ em DVD. Esta foi a minha singela homenagem ao recém-falecido Fess Parker, que também se distinguiu no papel de ‘David Crockett’, da Disney. Muito em breve deixarei aqui um texto sobre este actor – e alguns outros.
Além disso, era tudo a preto e branco e a sintonia era errática… Não admira que olhemos para o passado da TV de forma algo impressionista. Pormenores, era coisa que não havia.
Essa é, aliás, uma forma genérica de olharmos o passado. Há uma tentação irreprimível de o dourarmos e suavizarmos. Mesmo que isso, em bom rigor, se adeque mal aos factos. No fundo, a ideia desta série – que já vai longa – é mesmo essa. Lembrar marcas do passado, melhores ou piores. Porque a nostalgia ainda é o que era.
É o mesmo sabor nostálgico que nos prende ao anúncio da pasta medicinal couto. Eu, para rir, não. Ainda anteontem vi o Missão Impossível e ri-me às gargalhadas. É justo? Não é. O “Daniel Boone” da minha infância merece melhor. Deixai-o em paz. Amen. Foi eterno e bom enquanto durou.
Isso é cool. É camp. Não me importo nada de rir agora com o Saturday Night Fever, por exemplos.
Até no excelente “Vertigo” do mestre Hitchcock, que revi este fim-de-semana com o mesmo prazer de sempre, descobri algumas incongruências técnicas em que nunca tinha reparado. Mas suponho que isso se deve ao grau de exigência que entretanto nos habituámos a ter, com a evolução das tecnologias no cinema.
Assim que vi este post, lembrei-me da música do Daniel Boone! Que importam os pormenores ridículos, se a evocação é óptima? 🙂
Pedro, justa homenagem, mesmo que quando vemos agora estes episódios nos dê vontade de rir, porque parece que estamos a ver teatro.
Um dia destes, andava pela RTP memória, estando no ar um episódio. Fartei-me de rir, o Daniel Boone estava junto a um rio, fazendo uma fogueira. Toda a zona junto ao rio, era uma relva aparadissima, tipo exposição de stand automóvel, e a fogueira, 3 pauzinhos cruzados na vertical, mais parecia um recorte de um desenho infantil…fazia algum vento, mas só duas árvores mexiam…eh eh eh….depois mais serena descobri que as nossas necessidades de aventura de então, não se perdiam por estes singelos pormenores da produção, outros tempos, outras exigências…
Paz á alma do Fess Parker que tanto nos distraiu!
Eheheh. Nesses tempos não nos prendíamos a esses pormenores, CR. Estas séries dos primórdios da TV têm hoje um sabor nostálgico que muito as valorizam – e mantêm um público fiel, como aliás se comprova pela recente edição de ‘Daniel Boone’ em DVD. Esta foi a minha singela homenagem ao recém-falecido Fess Parker, que também se distinguiu no papel de ‘David Crockett’, da Disney. Muito em breve deixarei aqui um texto sobre este actor – e alguns outros.
Além disso, era tudo a preto e branco e a sintonia era errática… Não admira que olhemos para o passado da TV de forma algo impressionista. Pormenores, era coisa que não havia.
Essa é, aliás, uma forma genérica de olharmos o passado. Há uma tentação irreprimível de o dourarmos e suavizarmos. Mesmo que isso, em bom rigor, se adeque mal aos factos.
No fundo, a ideia desta série – que já vai longa – é mesmo essa. Lembrar marcas do passado, melhores ou piores. Porque a nostalgia ainda é o que era.
É o mesmo sabor nostálgico que nos prende ao anúncio da pasta medicinal couto. Eu, para rir, não. Ainda anteontem vi o Missão Impossível e ri-me às gargalhadas. É justo? Não é. O “Daniel Boone” da minha infância merece melhor. Deixai-o em paz. Amen. Foi eterno e bom enquanto durou.
Rir é bom. É mesmo muito bom.
Ná, no caso, não é. Quebra o feitiço… e é pecado gozar com o Daniel Boone, um herói.
É possível. Um pouco como revisitar as calças à boca de sino e os penteados frisados dos anos 70.
Isso é cool. É camp. Não me importo nada de rir agora com o Saturday Night Fever, por exemplos.
Até no excelente “Vertigo” do mestre Hitchcock, que revi este fim-de-semana com o mesmo prazer de sempre, descobri algumas incongruências técnicas em que nunca tinha reparado. Mas suponho que isso se deve ao grau de exigência que entretanto nos habituámos a ter, com a evolução das tecnologias no cinema.
Assim que vi este post, lembrei-me da música do Daniel Boone! Que importam os pormenores ridículos, se a evocação é óptima?
🙂
Tens toda a razão, Ana: muitas vezes me tenho lembrado dessa música: “Daniel Boone was a man, yes a big man…”
Disto já não há.
Pois é Pedro, os heróis da nossa meninice estão a deixar-nos.
E, realmente, “disto já não há”.