Cavaleiro Andante, número 221, 24 de Março de 1956
(Semanário Juvenil, director Adolfo Simões Muller)
4 comentários em “Passado presente (CCCXCIII)”
Posso dizer sem receio de faltar à verdade, que práticamente aprendi a ler com o “Cavaleiro Andante”. Olhando para a capa do nº 221 da revista que encantou a meninice e a adolescência de tantos de nós, parece que estou a ver a Sra Mariana, que era a pessoa que aos sábados pela hora do almoço nos trazia o Cavaleiro Andante e o Século Ilustrado para a minha Mãe, a bater-nos à porta com a sacola dos jornais ao ombro, anunciando a chegada das revistas. Claro que se abria uma pequena guerra com um dos meus irmãos, mais velho do que eu, para ler o CA em primeiro lugar: como mais novo, normalmente ficava para último. Então inventei um estratagema: engolia o almoço à pressa, e ia esperar a Sra Mariana à rua, antes que ela nos batesse à porta: pegava nas revistas e ia para um pequeno refúgio que tinha no quintal, onde me deliciava com as histórias do “Miguel Gusmão”, antes de ser Michel Vaillant, do Tim-Tim, do Principe Valente, do Lucky Luke e dos Irmãos Dalton, de Blacke & Mortimer, e tantos outros. Mais uma vez obrigado Fernando, por trazer aqui estas deliciosas recordações da nossa…mocidade. P.S. Que falta que faz hoje aos nossos filhos e netos alguém como Adolfo Simões Muller.
Também foi pelo Cavaleiro Andante, posso afirma-lo, que praticamente aprendi a ler. As suas aventuras empolgavam-me e, do alto dos meus seis ou sete anos, eu sentia-me o herói de todas elas. Ricos tempos!
Ricos tempos, beirão – O tesouro de Bagdad, O Cavaleiro Branco, O segredo da mina abandonada, O capitão Flamberge, e, claro o “Tim-Tim”, quando ainda não era o Tintim, já nos anos de 1960, julgo eu.
Posso dizer sem receio de faltar à verdade, que práticamente aprendi a ler com o “Cavaleiro Andante”.
Olhando para a capa do nº 221 da revista que encantou a meninice e a adolescência de tantos de nós, parece que estou a ver a Sra Mariana, que era a pessoa que aos sábados pela hora do almoço nos trazia o Cavaleiro Andante e o Século Ilustrado para a minha Mãe, a bater-nos à porta com a sacola dos jornais ao ombro, anunciando a chegada das revistas.
Claro que se abria uma pequena guerra com um dos meus irmãos, mais velho do que eu, para ler o CA em primeiro lugar: como mais novo, normalmente ficava para último.
Então inventei um estratagema: engolia o almoço à pressa, e ia esperar a Sra Mariana à rua, antes que ela nos batesse à porta: pegava nas revistas e ia para um pequeno refúgio que tinha no quintal, onde me deliciava com as histórias do “Miguel Gusmão”, antes de ser Michel Vaillant, do Tim-Tim, do Principe Valente, do Lucky Luke e dos Irmãos Dalton, de Blacke & Mortimer, e tantos outros.
Mais uma vez obrigado Fernando, por trazer aqui estas deliciosas recordações da nossa…mocidade.
P.S. Que falta que faz hoje aos nossos filhos e netos alguém como Adolfo Simões Muller.
… guerras de irmãos que tb conheci, pelos mesmos motivos, Alexandre, e eu esquecido das horas no meu refúgio no topo de uma ameixoeira.
Também foi pelo Cavaleiro Andante, posso afirma-lo, que praticamente aprendi a ler. As suas aventuras empolgavam-me e, do alto dos meus seis ou sete anos, eu sentia-me o herói de todas elas. Ricos tempos!
Ricos tempos, beirão – O tesouro de Bagdad, O Cavaleiro Branco, O segredo da mina abandonada, O capitão Flamberge, e, claro o “Tim-Tim”, quando ainda não era o Tintim, já nos anos de 1960, julgo eu.