Passado presente (CCCLXXXVII)


Pedro Correia,

Autocarros de dois andares da Carris

14 comentários em “Passado presente (CCCLXXXVII)”

  1. Dez tostões desde a Rua da Junqueira até à Boa Hora na carreira nº 42. Depois atravessava a Rua da Praça, onde tudo se vendia em bancas improvisadas e era ver as varinas fugir ao chui com as canastas à cabeça ou na anca. A minha mãe olhava a boca suja de caramelo e adivinhava que tinha dado aquela volta toda para ir comer uma língua da sogra… bons tempos em que a minha única preocupação era não levar um grande ralhete

  2. Andei tanto neles. O meu lugar favorito era no piso superior, banco da frente, para ver tudo melhor.
    Obrigada, Pedro, por me fazer recordar.
    Antonieta

    1. Bela memória que desfia no seu blogue, meu caro. Um blogue que presta serviço público aos lisboetas. Felicito-o pela persistência. E pela sabedoria: muito tenho aprendido consigo.
      Estará o ‘301’ no Museu da Carris? Se não está, devia estar.

      1. Cuido que sim, embora de quando visitei Santo Amaro me não lembre dele.
        Muito obrigado pelo apreço. É mútuo.
        Um abraço.

  3. Parece ser o “velho” 27. Passava em quase todas as ruas de Lisboa. Tantos sonhos sonhados sentado naqueles bancos, embalado pelo “rame-rame” do velho motor diesel, e das calçadas de Lisboa de há 40 e tal anos. O 27 faz parte da história da minha vida.

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