Li há dias, no diário de distribuição gratuita Destak, uma das manchetes mais extraordinárias dos últimos anos na imprensa portuguesa: “Paralisações no Metro parecem ter vindo para ficar”.
Eis um significativo sinal desta época em que tanto se vive de aparências: parecer equivale a ser. Noutros tempos, em qualquer outro jornal, uma frase destas jamais seria título – e muito menos surgiria em manchete, que é o título principal de qualquer periódico. Eram tempos um pouco mais exigentes. Hoje de qualquer coisa se faz um título, não importa o quê. E de qualquer folha de couve se faz algo capaz de se chamar jornal.
A incompetência no jornalismo parece ter vindo para ficar. Esta frase que acabei de escrever pode não ser muito rigorosa. Mas, sendo as coisas o que são, dará manchete não tarda nada.

Se a incompetência pagasse imposto, só a cobrança a todo o ainda governo e a uma parte do neo-jornismo já nos permitia pagar a dívida externa e viver com o IVA abaixo da Espanha.
A incompetência paga imposto. E bastante. Por interpostas pessoas.
Cumpts.
Tem razão!
Abraço.
Há coisas que não têm preço – pelos melhores motivos. Outras há que não justificam preço algum – pelos motivos inversos.
Um título brilhante.
De um brilho opaco, a bem dizer…
Carissimo,
“A incompetência no jornalismo parece ter vindo para ficar.”
Se fosse só no jornalismo…
Forte abraço,