“What we now see emerging is a notion of democracy that is being steadily stripped of its popular component – easing away from demos” – Peter Mair (1951-2011)
A fotografia da bancada do Parlamento Europeu vazia e com um único deputado não deixa de ser curiosa e, ao mesmo tempo, elucidativa desse afastamento do demos de que falava o saudoso Peter Mair, talvez o mais brilhante cientista político da sua geração. Desconheço se o livro já foi lido e se é conhecido dos políticos portugueses, mas o paradoxo está em que o deputado que ficou na bancada e que serve de ilustração à capa deste livro póstumo de Mair é um ex-jotinha, Carlos Coelho, o deputado europeu do PSD que é reconhecidamente um dos mais trabalhadores, preocupados e esforçados políticos nacionais. A fotografia é injusta para ele, não fazendo jus ao seu trabalho, sem deixar de ser igualmente um reconhecimento pelo seu empenho, visto que foi o único que lá ficou. De qualquer modo, poucos se devem poder orgulhar de terem sido capa num livro de Peter Mair. Pelas boas e pelas más razões.


E qual é o paradoxo a que se refere o título deste post?
Por acaso, na escola, em vez de tentar resolver os problemas, copiava as soluções?
Apesar de nascermos todos com “uma cana de pesca”, parece que foi habituado a ter peixe mas, não lhe ensinaram a pescar e é, precisamente, por essa razão que temos tantas “esponjas” de ideias alheias.
Mas dou-lhe uma dica:
Comece por traduzir o que está em inglês e, no caso de não ter aprendido, o Google Translate pode dar uma ajudinha, apesar de não lhe fazer a “papinha” toda, depois, use o cérebro que funciona exatamente como qualquer outra parte do corpo, quando não é usada, vai definhando.
Quando elegemos, internamente, grupos de pessoas que obedecem a ordens externas ou quando elegemos eurodeputados que não podem propor ou vetar leis e que só lá estão para ocupar espaço ou aproveitar os ordenados, luxos e mordomias e até as lojas exclusivas, postas à sua disposição, trabalhem ou não, digamos que estão a “trabalhar para o boneco” e para os grandes “bonecos” chamados Corporações.
Neste sistema, mesmo que quisessem, nunca mais conseguirão trabalhar para benefício ou em representação dos cidadãos. As ordens saem, mesmo, dos não eleitos e o resto são irrelevâncias teatrais. Como dizem os representantes do 1%, eles é que sabem o que é melhor para nós… as suas “aves de capoeira” e, ainda não satisfeitos, ainda nos querem cortar “as asas”.
elegemos grupos de pessoas que […] não podem propor ou vetar leis
Os eurodeputados não podem propôr leis (isso compete à Comissão Europeia), mas podem vetá-las (chumbá-las).
Os deputados dos parlamentos nacionais podem tanto propôr como vetar leis.
Primeiro, não ponha princípio e fim de frases que não se completam e que distorcem o sentido.
Os eurodeputados não podem vetá-las, só podem “papaguear” que não gostam delas mas, mesmo que não soubesse, já devia saber, depois dos grandes debates, antes da votação do Reino Unido para continuar ou sair da UE.
Porque será que, antes de dizer o que lhe vem à cabeça, não procura a informação para ficar elucidado? Gosta de fazer promoção da sua ignorância ou, no fim das frases, esquece-se de pôr uns smiles, para confirmar que não está a falar a sério mas, está só a tentar fazer-nos rir.
Pelo que tenho visto, já tem material suficiente para vários espectáculos de Stand-up comedy
E por falar em políticos pelas boas e más razões:
– Como é gostoso ouvir o nosso Presidente a comentar a evolução do Défice, com palavras simples, inteligíveis para qualquer um, sem estrangeirismos e tecnicismos desnecessários!
E aquela maneira de dizer e de explicar que o PSD não tem razão?!
Sublime!
Ao atirar às malvas toda aquela transcendência parola com que os políticos esmagam o povo embasbacado, este Presidente tem feito mais pelo País do que quantos grandes tratados de política e de economia, que por aí andam, cheios de estrangeirismos e de tecnicismos intimidadores dos leigos na matéria.
Com a vantagem de, tratando-se de quem se trata, ser difícil para os suspeitos do costume o acusarem de mediocridade.
Sublime!
Boa homenagem a Carlos Coelho, um dos poucos políticos que pareceu levar a sério a sua função.
Como tal teve o merecido esquecimento por toda a aparelhagem política que respeita muito mais a filha-de-putice que o trabalho.
Até o pedestal de comentador residente foi parar ao cada vez mais magro e balofo Rangel.
Não vou comentar seu post. Hoje venho aqui para oferecer-lhe um link que certamente apreciará e ajudá-lo-á a tecer futuras considerações sobre o caso em apreço:
TV SENADO AO VIVO:
http://www.senado.gov.br/noticias/tv/