
O António Cabrita – poeta, prosador, guionista, crítico, conferencista na boa versão palestrante, professor, e sei lá mais que talentos vem distribuindo, para além de homem encantador, e esta até é a sua melhor faceta, “não desfazendo” nenhuma outra, raisparta – emigrou há anos para Maputo.
Foi lá agora re-hospitalizado, a enfrentar o maldito Covid-19. Mas o seguro de saúde acabou. E a sua condição exigirá mais quinze dias nos cuidados intensivos. A 1000 euros diários.
O Cabrita é um tipo porreiro (um homem magnífico, se mantendo o tom) e tem imensos objectivos e talentos. Mas nenhum deles o conduziu a acumular “redes” e dinheiro. Assim a questão é simples: ou o ajudamos ou o homem morre.
Eu vou dar o que não tenho. Peço-vos, conheçam-lhe a obra ou não, por favor botem algo para o safar. E de modo urgente. Senão o homem morre-se(-me).
ADENDA: a Teresa Noronha, mulher do António Cabrita, acaba de avisar que as contribuições obtidas na sequência de vários apelos no último dia e meio já somam a quantia necessária. E agradece a todos a solidariedade.
[Por isso apagarei deste postal os números das contas bancárias].

Vou dar já o meu contributo, com um abraço solidário ao António Cabrita, lembrando os tempos da Margem Sul, finais da atribulada década de 70.
Bem feito.