François Hollande tomou posse hoje como PR da França e parte de imediato para a Alemanha para se encontrar com Angela Merkel.
Por muito que Hollande diga que leva na bagagem uma nova era no relacionamento entre os dois países, confesso que me causa um certo incómodo a rapidez com que esta viagem se realiza. É que tanta pressa – no próprio dia da tomada de posse… – configura mais subserviência do que o contrário.
Seguramente que Hollande tem bons conselheiros. Mas neste caso não seria preferível que a chanceler alemã viesse cumprimentar o novo PR no seu país? E não sendo assim, o que é que justifica que esta visita não pudesse ser realizada dentro de dias? Será que é a agenda alemã que continua a comandar a vida na França?
Há algo de verdadeiramente bizarro no afã desta deslocação…


Subscrevo, acho que tem toda a razão.
Isabel Seixas
O cartoon de Patrick Chappatte parece-me bem certeiro. oon/1989481-day-one
http://www.presseurop.eu/en/content/cart
Deve ser por causa da situação grega. Será?
Concordo totalmente.
Isto é a modos que o vice-rei a ir apresentar cumprimentos à imperatriz.
Et pourtant… ele é presidente da República e ela é primeiro-ministro.
Parece-me, como à Helena, que o protocolo anda um bocado enviesado.
Quando estabeleceram o protocolo as senhoras ainda não eram primeiras ministros. Ou eram rainhas ou favoritas
Parece que a favorita de Hollande vai para o Elysée, casa que já foi de uma outra favorita, Josephine de Beauharnais.
A questão não é tanto o decoro republicano – seja isso o que for – mas onde traçar a linha.
Ora vejamos, se o Dr. Alípio, que tem um derriço com Carla Vanessa, manicura e conselheira de imagem, lhe der para ser político e, por um azar qualquer nosso, for eleito presidente da republica, não pode instalar em Belém – e à nossa custa – a mesmíssima Carla Vanessa, com direito a todos os abusos anti-democráticos e, certamente, anti-republicanos de que que têm gozado as mulheres dos presidentes da dita?
Cá não sei. Mas em França Mitterrand pôde…
Se tivesse de traduzir o dia de François Hollande para musica, diria que ele começou o dia a cantar “Aprés toi” da Vicky Leandros, na despedida de Sarkozy, a seguir a tomar posse cantaria “Pour moi la vie va commencer” do Jonnhy Hallyday, depois do susto que apanhou no avião cantaria “L’Aventure, c’est L’Aventure” tambem do Jonnhy Hallyday, à chegada a Berlim cantaria “Que je t’aime, que je t’aime”, ainda do velho Jonnhy, depois cantaria “Paroles, paroles” da Dalida com o Alain Delon, em dueto com a Mme Merkel, e no final, esperemos que lhe sobre animo e voz para cantar “C’est un bon romain, c’est une belle histoire” do Michel Fugain.
Só para variar um bocadinho da chateza da politica!
Alexandre, não falta aí um grand finale com “La vie en rose”, da Piaf? 🙂
Sem esquecer ‘Angie’, dos Rolling Stones. Para dançarem um slow à luz das velas.
Pedro, o M. Hollande só canta em frances. Mas o facto de nomear um 1º ministro que é professor de alemão, pode querer dizer muita coisa!
Ana, para cantar a “Vie en Rose” ainda temos que esperar algum tempo; mas desconfio que a “Rose” murcha depressa.
Uma delícia, caro Alexandre!
Parece que agora levou um aviso do avião que o transportava. Afinal os aparelhos têm mesmo sempre razão.
Não é subserviência, é praxe: quando o feitor mudava o caseiro, este vinha apresentar-se.
Aqui não é o feitor, mas o fundador daquilo a que já chamam o 3º “En pire” e não lhe fica mal ter ido lá, mesmo assim a correr, com mille millions de mille sabords de tonnerre de Brest.
:))
Concordo com esta visão, afinal este novo senhor da França teve uma atitude idêntica, para não dizer igual à anterior. A França continua a não querer perder o seu poder na planos da UE do Euro-grupo e da Europa, seria de esperar depois de tanta verborreia que restituísse o comando da UE à Comissão Europeia, mas não, o diretório Franco-Alemão vai continuar ativo. Tenho pena dos que sonharam alto de mais. Seria bom que tivesse que engolir esta minhas palavras, era um bom sinal
Foi “impor condições” segundo relata o jn, citando a imprensa francesa.
A senhora Merkel, ao ouvir as propostas respondeu: “Vai para o raio que te parta!”
Felizmente que a Alemanha já não tem tanto poder e o raio não partiu ninguém.
Vânia Batista
Fui dos primeiros a comentar o seu “post”
” Mal aconselhado por Mário Soares”
Aprecio a sua deferência pelo Papá da Democracia e da exemplar descolinização… mas, daí a censurar…!!!
Sabendo-se que os deuses gregos não sabem para onde se virar com tanta … confusão instalada por aquelas bandas, e também que os romanos não estão muito melhor, restam os deuses nórdicos a quem recorrer.
Daí que eu esteja convencido que Thor deu um primeiro aviso a M. Hollande ao “arrelampar-lhe” a máquina voadora.
Com isto surgirão duas leituras (que politico que se prese tem sempre -pelo menos- duas leituras):
1-Hollande, não aceites o tratado que frau Merkel acordou com o “outro”.
2-Hollande, o que tens a fazer é aceitar o que frau Merkel acordou com o “outro”.
O que eu desejo é que a solução seja mesmo a melhor para que Thor não venha para aí com o seu Mjolnir e desate a martelar tudo o que encontrar pela frente até a um descalabro final.
Cumprimentos!
Nem mais amigo!