Para pensar…


fiodeprumo,

Aqui está uma matéria para pensar enquanto aguardamos por notícias da silly season que entre nós parece continuar…

15 comentários em “Para pensar…”

  1. Eu pergunto, por que é que na Bélgica o Islão é um problema tão grande e cá em Portugal não é. Será culpa dos muçulmanos, ou dos belgas?
    Que eu saiba, cá em Portugal a natalidade dos muçulmanos não é nada de extraordinário nem de medonho. Aliás, se calhar na Bélgica também não é, dado que a população belga não está a aumentar…
    Conheço diversos muçulmanos cá em Portugal, e conheço outras pessoas que também os conhecem, e, que eu saiba, os muçulmanos cá em Portugal são quase sempre pessoas pacíficas e respeitadoras, das quais não há que ter medo. Já por diversas vezes frequentei bairros e lojas de muçulmanos e sempre achei o ambiente por lá perfeitamente pacífico.

    1. É fácil: é um problema de belgas e um problema de muçulmanos.

      É um problema de belgas porque os belgas acreditaram que não se ia passar nada ao permitir a entrada a milhões de pessoas que dão mais importância ao fanatismo religioso do que à própria vida e, sobretudo, à vida dos outros.

      E é um problema de muçulmanos porque em todo o lado em que os muçulmanos passam a maioria se regista uma retrocesso civilizacional.

      Portanto, a Bélgica está em retrocesso civilizacional muito óbvio, como se já não lhe bastasse ser um “não país”.

      Mas teria bastado aos belgas ter olhado para história por aquilo que ela é e não por aquilo que se quer que seja.

      Tome-se o exemplo do Líbano. Enquanto o país teve uma maioria cristã, houvia paz e o país tinha um desenvolvimento económico superior ao dos vizinhos muçulmanos. O Líbano foi considerado a Suiça do médio oriente.

      Há cerca de 40 anos o país perdeu a maioria cristã porque os muçulmanos tinham mais filhos que os cristãos, além do que os cristãos consideraram que seriam melhores que os outros se acolhessem mais muçulmanos fugidos da Margem Ocidental do que os outros países muçulmanos.
      Em resultado da nova maioria religiosa da população, o Líbano retrocedeu civilizacionalmente e passou a estar equiparado aos vizinhos Síria e Jordânia.

    2. Porque cá são menos. Logo a massa critica é menor, por outro lado também tem que ver com as diferenças entre o Islão. Os muçulmanos, portugueses oriundos das costas lestes de África e da Ásia são muito menos fundamentalistas que as correntes ligadas à Irmandade Muçulmana, Arábia Saudita, Irão.
      Com a facilidade de comunicação actual isso está acabar e o fundamentalismo está a colocar um pé importante na Ásia: Indonésia, Malásia cada vez mais são palco de casos de fundamentalismo islâmico. Porque dá frutos.

  2. Fundamentalismos, ou melhor fanatismos.
    Essa malta agarrada ás escrituras, ás profecias (auto-confirmatórias) e a ‘nós é que somos os bons da fita’, ainda vai armar um grande pé de vento sobre a face da Terra.
    Religiões…pois… A única que me parece menos perigosa é o Budismo, se é que se possa chamar de religião.

    1. Creio que o mesmo se pode aplicar ao cristianismo e a todas as formas de religião.
      Há muito que o Homem criou o figura de Deus e do Demónio para eleger o bem e exorcizar o mal. A coisa complica, quando o poder é tanto que se pode dar ao privilégio de em casos pontuais decidir por interesses contrários à sua filosofia. Lembra-se da inquisição?
      As igrejas têm um papel fundamental na própria educação do cérebro humano, trata-se de Poder, ambição de dominar e controlar, definir mal e bem, inimigos e amigos, etc. etc. .

    2. As cruzadas são fáceis de explicar:

      Foi uma tentativa militar de reconquistar os territórios do médio oriente tomados pela força alguns anos antes pelos muçulmanos, onde existiam populações maioritariamente cristãs que estavam a ser expulsas, escravizadas ou converitidas à força ao islamismo.

    1. Não há realmente muito para pensar. Os dados estão lançados e os europeus que não façam meninos com fartura e vão ver como é.

  3. Cara Helena

    Dá que pensar.
    Luis Lavoura tocou num ponto. Eu acrescento. Suponho que em Inglaterra também não é problema.
    Francis Fukuyama chamou à democracia qualquer coisa como “o último degrau da evolução ideológica”. Democracia é o poder popular.
    Acho que tem razão, à parte a excessiva “ambiciosidade”.

    O Islão está a passar momentos difíceis. Com a globalização da informação, aperceberam-se que o “centro do mundo” deixou de ser o velho Império Árabe, e passou a ser o centro da Europa. A sua cultura decaíu e culpam a falta de fé no Corão. Tenho medo, tenho, mas apostaria que as novas gerações já se quererão ocidentalizar.
    A minha receita é: manter a democracia, não condenar ninguém por delito de opinião, condenar sim por atentados à integridade de pessoas e bens, seja qual for a razão.

    Em Portugal condenam-se organizações fascistas ou fascizantes. Porquê? Faz algum mal? Condene-se sim por maus tratos, homicídio, descriminação.

    A Inglaterra é a pátria da democracia (doa a quem doer). Em Londres vi todo o tipo de muçulmanos, chefes tribais africanos, punks, etc. Todos os respeitam desde que não incomodem.

    A mania de perseguir ideologias fabricou, pelo menos em França, o “neo-nazismo” que afinal são jovens suburbanos a viver e transbordar violência e falta de esperança. Nesses grupos há de tudo: franceses, portugueses, negros, etc. Afirmam-se “neo-nazis” para chocar, o mais que podem, a sociedade onde estão inseridos.

    Em Inglaterra as pessoas não são perseguidas por delito de opinião. O que choca verdadeiramente um britânico é a falta de desportivismo. Talvez por isso a juventude suburbana e revoltada é “holigan”: violência no desporto. Isso choca o verdadeiro “british”.

    Cumprimentos
    José Menezes

    1. “Tenho medo, tenho, mas apostaria que as novas gerações já se quererão ocidentalizar.”

      Menezes, se a ingenuidade fosse modalidade olímpica, vc tinha trazido uma medalha de ouro de Londres.

      É precisamente nas segundas e terceiras gerações de muçulmanos que se propaga o fanatismo religioso, em que o islamismo é mais ferveroso.
      Foi junto desses que foi possível recrutar os suicidas dos atentados de Londres.
      O sharia4belgium é composto apenas por muçulmanos que nasceram na Bélgica, ainda que influenciados por clérigos mais velhos vindos do Paquistão e do norte de África.

        1. “Suponho que em Inglaterra também não é problema.”

          A memória é muito fraca – fica a questão porque é fraca e é esquecido .

          Os vários atentados em Londres foram feitos por quem?

  4. O Islamismo não é uma religião, mas sim um sistema de sociedade retrógada fascista. Da mesma maneira que os Judeus e os Ocidentais não acreditavam no perigo do nazismo também agora não se acredita no perigo da islamização do mundo. O mundo substituiu os valores Judeu e Cristão por uma democracia meramente contratual, que não irá resistir á força militante do fanatismo, da intolerância e da força.

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