Para memória futura, continuação


Paulo Sousa,

Jovem do futuro,

Olá de novo, quero continuar a contar-te o que tem acontecido nestes dias da pandemia. Estamos agora no final de Janeiro de 2021.

Voltei a ler o que te escrevi em Setembro do ano passado e já sinto saudades daquele fim de Verão em que, mesmo indo de máscara para todo o lado, conseguimos ter alguma normalidade. Nessa altura ainda havia sol para ir à praia e chegamos a ir a restaurantes.

Quem teve dinheiro e tempo para isso, no Verão gozou férias. Muita gente, com receio de voltar a andar de avião, redescobriu Portugal. O turismo interno animou-se com turistas nacionais. Foi como um acto de introspecção dos portugueses, que redescobriram as suas próprias paisagens. Quando regressaram a casa, entenderam melhor o encanto que os estrangeiros sentem pelo nosso país. Sem este vírus aberrante isso não teria acontecido. E tão bonito que é o nosso território. Se fosse habitado por outro povo, não seria igual. Se somos parte do chão que pisamos, este chão também é o que é por causa daquilo que somos.

Houve dias de sol com brisas agradáveis. Quase que nem nos rimos quando os nossos governantes se vangloriaram pelo milagre e pela sorte de sermos governados por gente experiente. Graças a eles, disseram, e com o nosso apego à ordem, tudo tinha sido menos gravoso que noutras paragens.

Enquanto se bajulavam, inchados sob os holofotes, os virologistas alertavam que o pior estava ainda para vir. Enquanto noutros países se delineavam planos para o inverno, cá afirmava-se, insistia-se e repetia-se o desprezo oficial pelas estruturas privadas de saúde.

Depois das celebrações religiosas e festas populares terem sido proibidas, a festa dos comunistas na Atalaia reuniu várias dezenas de milhares de pessoas. Para lá chegarem os participantes atravessaram ruas e avenidas onde todo o comércio estava impedido de abrir a porta, para que a pandemia fosse travada. Os comunistas podiam ter aproveitado o ascendente de que gozavam sobre o governo para melhorar a vida dos portugueses, mas gastaram todo o capital político nesta exibição arrogante de poder.

O governo engoliu esta insolência com a tolerância de quem está na posição mais fraca. Este episódio mostrou para quem quis ver, como o destino do nosso país depende nestes dias dos caprichos dos marxistas.

Da última vez que os socialistas saíram do poder precisamos de uma troika, mas da próxima, precisaremos de uma perestroika.

A escola arrancou como sempre no final do Verão. A apreensão era geral. Ao contrário dos seus alunos, muitos professores pertenciam ao chamado grupo de risco. Como é que iriam coexistir estes dois grupos com tamanhas diferenças perante a ameaça? O primeiro período correu exemplarmente. Durante algum tempo tentaram recuperar as falhas do ano anterior, quase todo leccionado à distância, e seguiram em frente.

Os professores só faltaram quando, na dúvida, lhes era recomendado o isolamento profiláctico ou quando testaram positivo. Logo após cumprida a quarentena obrigatória, regressaram às salas de aula, mostrando-se assim, e mais uma vez, à altura das responsabilidades.

Os alunos também se adaptaram. Andaram sempre de máscara que só tiravam durante as refeições. Nos intervalos juntaram-se nos habituais grupos de amizades que raramente coincidem com a disposição da sala de aula. Entre eles falaram, com a voz abafada pela máscara, do que é normal que falem, do mundo que descobriam e trocaram perguntas sobre a vida, recorrendo às formas de expressão normais para a sua idade.

Quando as temperaturas começaram a descer, o número de infectados começou a subir, e número de mortos não demorou também a aumentar. A segunda vaga chegou acompanhada com várias semanas de chuva, seguida de frio e gelo. E novamente de mais chuva. Os pobres sofrem sempre mais no tempo frio e este está a ser um inverno particularmente forte, especialmente forte para com os mais fracos.

Pelo menos, depois de alguns meses de folga nas infecções, já não seríamos apanhados de surpresa. Houve quem acreditasse nisso.

Ainda a maré estava a começar a subir e já os nossos governantes começaram a falar em salvar o Natal, criando de imediato a ideia que nessa altura iria haver uma maior tolerância nas deslocações e nos ajuntamentos familiares. Fizeram isso ignorando as recomendações científicas, pois talvez tenham acreditado que o vírus também parava durante as nossas festividades.

Claro que foi agradável ouvir isso. Pelo menos teríamos um Natal em condições junto dos nossos idosos que viviam isolados há tantos meses. Quem é que se podia opor a notícias tão boas?

Ao mesmo tempo começaram a ser administradas as primeiras vacinas. Só de nos imaginar a todos vacinados … até nos permitimos a inspirar um profundo folgo de esperança.

O Pai Natal este ano iria trazer as vacinas. No Natal celebrou-se o que sempre se celebra, uma nova vida, um novo alento. Umas mais do que outras, as mesas encheram-se, e à volta delas celebrou-se e brindou-se. Como foi bom poder fazer uma trégua a meio da batalha.

Enquanto isso, nos países europeus que deram ouvidos à ciência, o confinamento foi mais apertado do que nunca e as festividades foram proibidas.

Ainda havia umas fatias de bolo-rei por comer e logo começou a haver notícias sobre as mutações do vírus. Registou-se uma nova estirpe no Reino Unido, pouco depois surgiu uma mutação brasileira e também uma sul-africana. Quantas mais iriam ainda aparecer? Será que o vírus se iria tornar mais ou menos agressivo? E será que as vacinas, ainda antes de serem distribuídas, já estariam obsoletas?

Enquanto tentávamos entender o que se estava a passar, os números dos infectados dispararam. De 1.500 infecções diárias, chegamos às 15.000, em menos de um mês. Como cerca de um por cento dos infectados necessitam de assistência hospitalar, todos os dias chegam mais de 150 doentes em risco de vida aos hospitais. Em poucos dias as ambulâncias começaram a esperar cada vez mais tempo nas filas para conseguirem entregar os doentes nas urgências. Por vezes, cada vez com maior frequência, começaram a seguir dessas filas para a morgue. O número de óbitos disparou. Neste momento morrem com Covid mais de 10 portugueses por hora e já foram registados mais mortos pelo vírus, do que na Grande Guerra e na Guerra do Ultramar juntos.

Alguns hospitais tiveram de adquirir câmaras frigoríficas para conseguir gerir a tenebrosa logística de tantos cadáveres. As estruturas privadas de saúde afinal revelaram-se necessárias, mas o apego à ideologia e a recusa, até à última, em recorrer a elas, custou a vida a demasiados portugueses. Já te falei da força que os marxistas hoje ainda têm, não foi?

As estatísticas internacionais desta pandemia dizem-nos que Portugal é nestes dias o pior sítio do mundo.

Quem morre infectado é despachado, sem vestes dentro de um saco de plástico. Os cangalheiros, em vez do habitual fato preto, envergam agora fatos brancos de protecção biológica, com máscara, óculos especiais e botas de borracha. As cerimónias fúnebres estão limitados a um número muito restrito de pessoas, definido por cada autarquia.

O que seria de nós sem os cangalheiros? O que será de nós se os coveiros sucumbirem?

Quem sofre ataques cardíacos, acidentes ou outras complicações graves de saúde, tem medo de ir para o hospital e demasiada gente, que em tempos normais teria sido salva, acabou por falecer em casa. Para os condutores e assistentes das ambulâncias de emergência médica, tornou-se normal transportarem apenas cadáveres. Ninguém ficará surpreendido com futuras sequelas de choque pós-traumático entre os profissionais de saúde.

Foi neste ambiente que se realizaram as eleições. O governo lembra-nos diariamente do nosso dever de ficar em casa para evitar mais contágios, para no minuto seguinte nos lembrar que votar é um dever cívico. Desde que a pandemia foi declarada, mais de 75 actos eleitorais foram adiados pelo mundo fora, mas cá as decisões importantes demoram a ser tomadas, e se forem mesmo muito importantes, o mais provável é que não sejam tomadas de todo.

Um dos candidatos que se apresentou a votos, irrita bastante os nossos governantes, assim como as pessoas normais. Diz palermices e é agressivo. Mesmo assim, não pelo que diz, mas apesar do que diz, e apenas porque irrita a situação, acabou por ter bastantes votos. Quem votou nele ficou satisfeito por ver como o seu voto conseguiu irritar os nossos governantes.

O vencedor é o mais completo retrato do nosso regime, e por isso faz sentido ter ganho. É filho da nomenclatura do regime anterior, mas desde os primeiros instantes do que temos, esteve envolvido em tudo o que nos levou ao ponto em que estamos.

Mesmo após 20 anos de estagnação económica, os políticos no poder continuam a pensar que criam riqueza por decreto, e que se assim o entenderem, à força da lei farão os leões voarem e as zebras rugirem. Eu quando os escuto com atenção só oiço zurrar.

Demasiada gente pensa que ao fazer por ignorar as mudanças as consegue evitar, mas esse é um erro antigo da humanidade, para o qual não existe bom senso que impeça que se repita.

Lá fora o tempo continua de chuva. Os últimos dias foram de um burranho que, juntamente com as notícias, nos encharcaram a alma e os olhos. A chuva não se distingue do nevoeiro, tal e qual como aquela que terá caído nos Invernos das pestes medievais.

É um luto permanente.

Quando numa saída para comprar víveres, pela voz, fisionomia ou pelos movimentos, reconhecemos um amigo, sorrimos por detrás de duas máscaras sobrepostas, chocamos com as nozes dos punhos resguardados dentro de luvas de protecção e dizemos, como quem quer garantir: Enquanto não piorar, aguentamos!

27 comentários em “Para memória futura, continuação”

  1. Esse jovem do futuro é um bocado anti-comunista primário.
    Cheira-me que nem jovem é.
    Toda a gente sabe que os números actuais se devem à Festa de Avante ou a qualquer realização do PCP, pois então.
    As melhoras, se as puder ter.

    1. Se não entendeu o parágrafo dedicado à festa da Atalaia, também não terá associado a referida arrogante exibição de poder aos recentes resultados eleitorais do PCP. Continuem que estão quase lá.

      1. Pelas respostas dadas ao meu comentário e pelo enfoque novamente dado às iniciativas desse partido, confirma-se o que disse: esse rapaz do futuro é bastante anticomunista primário. Sobre o comportamento que se viu nas iniciativas partidárias do partido de extrema-direita, o rapaz do futuro nem um ‘ai’ diz. Isto até para um entendedor razoável meia palavra basta.

      2. Entendi perfeitamente. O rapaz do futuro está interessadíssimo numa festa que cumpriu as normais determinadas pela dgs mas quer lá ele saber da infiltração de neo-nazis nas forças de segurança. O rapaz do futuro é mais um rapazola do antigamente.

  2. O Rei Canuto poderia ter explicado porque as gripes não se comandam por decreto ou confinamento.O virus não sabe ler decretos.
    É fácil culpar as pessoas que já estão massacradas de estatísticas, “especialistas” e “ciência”.

      1. O que me deixou mais intrigado foi há dias um “especialista” referir uma possibilidade alarmante: sabido que é, que para a generalidade da população a resistência à gripe se desenvolve ano após ano e contacto com cada nova estirpe, o confinamento pode produzir o resultado exactamente oposto do pretendido, porque não tendo sido expostos e desenvolvido resistências, pode a população em geral reagir com redobrada virulência quando em contacto com as posteriores mutações – i.e.algo como o confinamento inibir o mecanismo natural da imunidade de grupo.
        Inquietante.

  3. Podem voar, com efeito os leões (até vão em primeiro lugar).
    Mas as vacas voam, afirmou-o (e mostrou-o como) o Costa em plena AR.
    Há menos de um mês, o Costa, após a grande reunião com o PR e os especialistas no Covid, disse mais ou menos isto: isto do confinamento e daquilo que se confina é uma questão política, os senhores epidemiologistas, cientistas, médicos, enfermeiros, virologistas, intensivistas e quejandos não percebem nada, querem muita coisa, mas eu é que mando, porque isto é uma questão política. O resultado está aí.
    Um ex ministro PS já o afirmou, a pandemia é um carro completamente desgovernado. A Clara Ferreira Alves vai mais longe (e é verdade) e diz que todos os dias se despenha em solo português com estrondo um avião cheio de pessoas quem vivem em território português e sem sobreviventes.
    Ontem, o PR disse claramente que é preciso tomar medidas seriíssimas contra esta catástrofe. O PM teve a aleivosia de disparatar na Circulatura que, se querem que ele assuma a responsabilidade, ele assume (aqui é para rir).
    Só falta, mesmo, vir a terreiro o Cabrita, que até tem vozeirão de cabrão, dizer que o povo está a comemorar as mortes Covid com aquela alegria com que comemoraram o 25 de Abril.
    Meu caro Paulo Sousa, desculpe a expressão. Estamos fodidos.

      1. Pois, e quem estava? quem, de todo o mundo, nao substimou a dita ” segunda vaga”?
        Alguem, para alem da Suecia, cuja teoria valida ( ou nao) ainda esta por provar, definiu padroes diferentes, alterou procedimentos radicalmente, antevendo que se atingisse “picos” e valores desta natureza?
        Nao e fundamentalmente uma questao de “cada um & respeito pelos outros” de que estamos a falar? consciencia individual do que deve ou nao ser feito por cada um de nos? ou agora ja vale um estado mais “musculado”(aqui ha uns tempos nao valia…) , sem preocupacoes economicas e so com preocupacoes de que cada cidadao cumprisse o seu papel e percebesse que tinha mesmo que cumprir as indicacoes sem ter que haver a GNR a apanhar os infractores?
        Nao retiro culpa nenhuma a governo nenhum, mas aponto o dedo, sem margem para duvida a todos, aqui e no resto do mundo, que efectivamente, aligeiraram a segunda vaga, o confinamento e tudo o que foi feito e nao devia ter sido…
        Isto, para alem do desconhecimento obvio do que era esta pandemia e de tudo o que ainda hoje se esta a tentar perceber, sejam os metodos ou o virus e subsequentes mutacoes.
        Os governos erraram? A OMS tambem? E nos? cumprimos fosse o que fosse?
        Pouco, caso contrario, ate podia ser diferente…

          1. Cautela?
            – Cautela teria sido manter o confinamento & o encerramento das fronteiras desde o primeiro dia…
            – Cautela teria sido encerrar as escolas, liceus e universidades, industria e comercio ate aos dias de hoje…
            – Cautela seria nao “instalar leitores nos carros ate se ter a certeza que nao eram interrompidos pelos saltos dos carros”…
            Mas acima de tudo, cautela seria ter todos os cuidados possiveis sobre uma hipotetica situacao, quando dela se tem conhecimento “qb” para se saber como se pode lidar com ela…
            Agora, porque se tirou um excelente no primeiro periodo e, presuncosamente se achou que ja sabia tudo, levar um zero de seguida, e simplesmente puro desleixo, arrogancia e presuncao a “BOA MANEIRA PORTUGUESA”!!!
            – Nao me venham com conversas da treta (o autor & comentadores) sobre o “que se deveria ou nao ter feito”, em modo “totobola a segunda feira”, porque ainda hoje ninguem muito bem qual a melhor solucao para esta situacao, tal como nao se soube em 1918.
            – Nao me venham igualmente com tretas de esquerda e direita, governo ou oposicao, porque ja todos disseram disparates enormes, voltaram atras com resolucoes e regras, e basicamente, desde o disparate das teorias de conspiracao ate aos fenomenos da simples gripezinha, ninguem sabe nada sobre a pandemia, as mutacoes e/ou qual a melhor situacao para combater esta situacao.
            Ja nao estao no recreio da escola, “atirar as culpas aos outros meninos” ja nao serve, dizer que a culpa do vidro partido e de quem chutou a bola sem se lembrarem que todos estavam a jogar, enfim, crescem e sejam produtivos em tentar ajudar a resolver a situacao sem dividir as “coisas em verde, azul ou castanho”.
            Tenham a humildade de fazer uma “mea culpa”, de dizer que nao sabem, de dar o beneficio da duvida, de nao serem velhos do restelo e simplesmente cumpram, porque de alguma forma ha quem, com muito mais conhecimentos do que qualquer um de nos, tem (e teve) que tomar decisoes dificeis, complicadas e nada faceis e nao se limitou simplesmente, a vir ao terreiro clamar aos ceus, que “sao todos uns imcompetentes”!!!
            “A segunda feira e depois do jogo”, obviamente…

  4. logo essa coisa dos jovens, dirigido aos jovens, me fez torcer o nariz, mas, disse para comigo, vamos lá ver o que está aqui, sem sequer adivinhar o quao grande é o post.
    Ainda ia na leitura na parte de que somos o chao que pisamos, ou coisa do genero, e comecei a pensar quem é este sujeito ?
    Logo depois a cantilena do saude privada. Estou esclarecido .
    Sequem-se as costumeiras tretas. Adiante.

    Finalizo com : tambem tenho um cao do vizinho que me irrita, nao pelo que ladra, mas porque ladra. (esta parte é alusao á inventada irritabilidade dos governantes )

    A saude mental está um caos …

  5. ó carago, esqueci a parte mais importante do post : só existe pandemia neste nosso chao, um exclusivo portugues.

    O que vale é que os jovens nao sao palermas

    1. Errado, a pandemia não existe só aqui, mas aqui… mereceu um tratamento especial. Este é o pior país do mundo na estatística covid.
      E sim, tenho esperança nos jovens.

  6. Paulo Sousa, os meus parabéns pelo seu bem esgalhado “post” (Regalia de arrendatário ;-S). Confesso que a parte que mais adorei nele foi aquela onde denuncia que os portugueses, ai coitados, nem direito tiveram às «celebrações religiosas e festas populares» mas, claro, aos “comunas” até foi permitido aquele habitual, à tempo demais, regabofe na Atalaia – segundo alguns relatos que li por lá, só faltou virgens adolescentes a dançarem nuas em torno da enorme fogueira e, a beijarem a cauda peluda do Berzebu mas depois mostram-se inocentemente surpreendidos de que hoje até tenhamos o maior número de infectados (/mil habitantes) com o “bicharoco”… no Mundo. É inacreditável mas até já estamos à frente dos “nossos irmãos”! E sem Bolsonaro…
    Daqui a umas décadas, o seu “Jovem do futuro” até vai saber que os milhares que, em Agosto, se juntaram em Fátima apenas o fizeram para se manifestarem contra a tentativa de transformar Portugal numa ditadura “socialista-jacobina” que, na qual. a festa na Atalaia, em Setembro, era apenas mais uma manobra conspiratória. Já nem falo daquelas tentativas do canhoto, aliado aos outros “canhotos”, com os surfs, a F1 e as trocas-baldrocas “swings”.
    PS. O imperdoável nele é até nem haver uma única linha sobre o BE – o quê? Esses já desapareceram!? Sim, pois, os tais 164 739 que nem chegaram ao número dos que foram até à Atalaia… quanto mais ao “santuário”!!!
    PS2. Não me diga que o “post” era sobre o “bicharoco”?!? E esta hein!?!

    1. Fiquei sem entender se apoiou Fátima em Maio ou em Outubro, nem se associou a referida arrogante demonstração de poder com o belo resultado nas presidenciais. Estão quase lá. Ainda há esperança.

      1. Nunca apoiei qualquer “Fátima” e, claro, muito menos ao longo destes últimos 12 meses: nem mesmo em Atalaia; e até estava em crer que deveria saber disso. Por mim, Portugal há muito que até se deveria ter transformado naquilo a que V. poderia, ironicamente, ter descrito aqui como um “gulag doméstico”. Eu, hoje, até sou muito “khmer rouge”.
        Quanto ao «belo resultado nas presidenciais» deles, é como já ouvi um deles dizer: em 2016 tiveram 3.94% e agora tiveram 4.32%… e não é que «Estão quase lá» mas se há algo que qualquer “comuna” não abdica é, da tal “esperança” no futuro (e não são os únicos), mesmo até porque numa coisa eles têm o seu argumento validado: é que “O fim da história”, do Francis “everybody was kung fu fighting” Fukuyama, esse bibelô dos liberais, já veio a público dizer que se precipitou… afinal a história continua.

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