Se há género da literatura que aprecio é o conto. Bastaria isto para sugerir o livro que aqui vos trago, em venda exclusiva na rede Bertrand: os escritores portugueses deviam cultivar mais o conto, tão acarinhado noutros quadrantes geográficos e literários, deixando de lado a ideia instalada de que se trata de algo “menor”. Há óptimos contistas em Portugal e esta é uma excelente oportunidade para descobrir alguns deles – outro motivo que me leva a deixar-vos esta sugestão. O terceiro é a temática, infelizmente muito actual: a violência doméstica. O fio condutor das seis histórias contidas nesta obra, intitulada Isto Não é um Conto, é que todas elas têm origem em factos reais.
Além disso o preço é convidativo: apenas sete euros. As receitas revertem para uma rede de apoio a mulheres vítimas de violência. O prefácio foi escrito por António Barreto. E – last but not the least – uma das assinaturas é de alguém muito cá de casa, a nossa Patrícia Reis. Bem acompanhada pelo seguinte quinteto: Afonso Cruz, Alice Vieira, António Figueira, Karla Suárez e Maria Teresa Horta. As ilustrações, que também se recomendam, são do Pedro Vieira.
Para ler e meditar.


Pedro, vou partilhar esta sugestão !!
Faça favor, Princesa.
Está em ortografia nova ou antiga?
Deve estar na errada. Boas leituras, Luís.
Fica na lista de aquisições para uma próxima visita à Bertrand.
Quanto à questão dos contos, admito que também nutro algum encanto por tal “género”; pergunto-me, no entanto, onde estarão as ‘culpas’. É que das duas uma, ou já não existem Eça</i>s</i> (andei, no outro dia, a folhear “O mistério da estrada de Sintra“, de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão [publicado em folhetim, no DN, em 1870]), entre tantos outros, ou os jornais que antes fomentavam e cultivavam a publicação de contos deixaram de existir.
Faz-me pensar na actualidade das revistas literárias, e no seu parco número.
Continuamos a ter excelentes contistas, CeC. As editoras é que agem como se isso não acontecesse. Editam se for romance, não editam se “só” for um livro de contos.
Obrigada pelas tuas palavras, Pedro. Temos excelentes contistas e as editoras têm a mania que os livros de contos não se vendem. Coisas… Beijos
Espero ler(-vos) tão cedo quanto possível, Patrícia.