Para esse peditório o pessoal já deu


Teresa Ribeiro,

Como muitos quis assistir à entrevista, saber o que tinha para dizer aos portugueses, aferir se continuava igual a si próprio ou se os dois anos de sabática o tinham mudado. Depois cedi à curiosidade e vi-o novamente na estreia do seu novo espaço de comentário na RTP. A pestanejar, inocente. A arredondar os olhos, muito cândido, para a câmara. A explicar-se naquele tom “melodidáctico” com que eu já não podia quando era forçada a vê-lo e a ouvi-lo todos os dias.

Como muitos, já não assisti ao segundo tempo de antena de Sócrates. E espero que de domingo para domingo as baixas aumentem, porque negar audiências a quem prestou um mau serviço ao país é um acto de cidadania. 

8 comentários em “Para esse peditório o pessoal já deu”

  1. Não vi a entrevista nem a 1º comentário e não percebo como é que tanta gente cedeu a esses 2 momentos. As pessoas são fracas e indulgentes, sou forçado a concluir. Tal como não leio nada em Acordês, nem toco nos links para sites onde já sei como é, etc, etc, e não abasteço na Galp (aliás gostava que fossem à falência).

  2. Eu já estava vacinado mas apanhei um reforço da vacina com (parte d)a entrevista, e agora já não preciso de mais reforços.

    E, no que dela tive pachorra para ver, apenas mostrou a sua insuportável pedantice. O Guterres, de quem foi ministro e é outra espécie de gente, reconheceu já que tem responsabilidades no estado a que chegámos. O marmanjo apenas admitiu como único erro ter constituido um governo de minoria, e foi pena os entrevistadores não lhe terem perguntado que governo deveria então ter formado, decerto que logo afirmava que, dada a hostilidade que todos lhe manifestavam, a culpa não tinha sido dele.

  3. Também vi excertos da entrevista e pude observar mais uma vez que a arrogância e vaidade desta criatura não abrandaram.
    Passei de raspão pelo 1º espaço de opinião e quanto aos segundo e terceiro nem me lembrei. “A pestanejar, inocente. A arredondar os olhos, muito cândido, para a câmara” – está muito bem observado – espelha um cinismo que a muito custo tenta disfarçar, mas não consegue. Guterres é de outra linhagem.

  4. Espera, também (por uma questão de coerencia, claro) que também desçam as audiências aos comentários de Marques Mendes, Ferreira Leite ou Santana Lopes, certo? É que também prestaram um mau serviço ao país enquanto governantes. Ou isto da proibição de falar é só para alguns?…

    1. Alguém falou em proibição, caro anónimo? O que eu digo é que estes políticos-comentadores deveriam ter a audiência que merecem, uma audiência proporcional ao mau serviço que prestaram ao país. Seria um sinal importante de vitalidade cívica, que abalaria o sentimento de impunidade que encoraja os que falharam a voltar, voltar sempre.

  5. Não vi a entrevista , nem os comentários , limitei-me a apanhar algumas bocas que vieram na comunicação social !
    Não sou masoquista e contorcionistas só no circo.
    Não vejo nenhum comentador da moda pois não têm credibilidade ou coerência para botarem faladura sobre tudo como se fossem os máximos mestres em tudo.
    Vejo a Quadratura e quando posso ouço José Gomes Ferreira.
    Este pessoal comentador da treta vai ao sabor dos oportunismos e situacionismos parecendo que está a discorrer sobre futebol ou vida côr-de-rosa, nem se apercebendo do alto do “pedestal” que existem muitos portugueses a viver em condições degradantes graças a classe politica a que pertencem e que os engana e enganou.
    Em particular js e os seus acólitos assim como todos de outros quadrantes não deviam ser proibidos de falar mas sim compelidos a falar em Tribunal pelo mal que fizeram a Portugal enganando os Portugueses com mentiras despudoradas e acções criminosas.

    1. J. G. Ferreira é o único fulano das TVs a quem atribuo crédito intelectual. O resto é só fala-baratos com agenda escondida ou não. O mais irritante de todos é aquele Pedro não sei das quantas que debita “verdades” que não passam de veneno cozinhado nas panelas do politburo socialista. Não sei em nome de que qualidade informativa lhe deram cartão de analista ou comentador. É que a opinião, assim, quando é torpe e entortada não tem valor absolutamente nenhum.

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