Para a Helena


convite,

Julgamo-nos sempre senhores de mais palavras do que aquelas que temos. Quando a noite nos cai súbita e irredutível na frente dos olhos, aprendemos que nenhuma das nossas palavras chega para dizer da dor e, muito menos, para servir de consolo ou de amparo. Ficamos, apenas. Como se a nossa amizade pudesse derrotar a nossa inutilidade.

5 comentários em “Para a Helena”

  1. Os filhos não deveriam nunca partir antes dos pais!!!!…
    Os meus sentidos pêsames para a D. Helena.
    Uma leitora dos seus escritos.

  2. Desculpe Ivone tamanha ousadia de ter-me abrigado debaixo de tão bonitas palavras, para consigo, expressar á vossa colega de Blog a fatalidade do desaparecimento do filho.
    Nunca conheci pessoalmente o Miguel, que a meu pedido teve a gentileza imediata de me associar no facebook. Sentia uma ternura imensa pela sua luta e pelos seus olhos que riam. Poucos conseguem fazer-se acreditar com tanta generosidade. Um homem com um coração tão digno, e tão persistente nas suas lutas não devia deixar-nos assim, nesta pobreza e tristeza imensa. Homens assim deviam de viver sempre.
    E nós simples mortais devíamos partir e eles ficarem para todo o sempre!
    Mas ficamos com as nossas inutilidades!

    1. Profundas condolências à Helena, família e amigos. Recordarei, de longe, o sorriso, a generosidade, a envolvência, o humanismo. Um beijinho para si Ivone e para quem não o negar receber nesta hora…

  3. Se me permite, gostaria muito de deixar aqui um abraço muito forte à Sra. D. Helena Sacadura Cabral. Não deveria ser possível, nunca, os filhos partirem antes dos pais.
    Uma leitora assídua do vosso blogue,

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