
Lê-se e não se acredita. Parece que Luís Filipe Menezes não quer abandonar Gaia sem deixar os gaienses afundados — literalmente — em mais um projecto megalómano e despesista. Efectivamente “a Câmara de Gaia está a projectar a construção de um túnel rodoviário mergulhado nas águas do Douro para ligar a praia de Lavadores (Gaia) à zona do Castelo da Foz (Porto). A obra custa 54 milhões de euros. Para o túnel ser sustentável deverá ser portajado“. Vão ser assim gastos 54 milhões de euros para permitir aos milhares de carros que todos os dias desesperam na Praia dos Lavadores para chegar ao Castelo da Foz que lá cheguem num moderno túnel. E como não poderia deixar de ser, é necessário pagar a portagem, coisa que não existe em nenhuma ponte do Porto. Naturalmente que o túnel só será viável com mais uma parceria público-privada, em que a autarquia assegurará ao privado o retorno do investimento, já que, se o privado contasse apenas com o dinheiro das portagens a receber, não haveria túnel até ao dia do juízo.
Enquanto houver autarcas com estas ideias despesistas e megalómanas, o país está completamente perdido. Não vale a pena o Governo pedir sacrifícios, pois com autarcas assim nunca veremos a luz ao fundo do túnel.

Também pode ser uma ideia de macavencos, ou seja, passar a cobrar portagens nas outras pontes, para custear o novo empreendimento, copiando a traição feita com a Lusoponte.
A imaginação para extorquir dinheiro ao pessoal é sempre pródiga e inimputável.
1.Com excepção de uma meia dúzia de autarcas, o Poder Local move-se no terreno da destruição do território, no despesismo irrelevante, na sumptuosidade labrega ( um ex.: motorista… porquê?!), nos “negócios” de uma trupe ligada ao trolha, enfim.
2. Ainda não percebi qual é a dificuldade em extinguir câmaras, restando 18, as actuais capitais de distrito. A reforma do Estado passa por isto.
3. Em que é que Menezes contribuiu para o desenvolvimento sério do País?Uma única ideia eficaz…lembram-se?
Sobre a pertinência ou não do projecto, não me pronuncio, mas não vejo o problema de que estas infra-estruturas tenham portagens e assegurem antecipadamente a sua sustentabilidade. Por que razão há-de ser o Estado papá e pagar tudo aos meninos? As coisas têm custos; e se não pagam os utilizadores pagam todos mais tarde de forma nebulosa (quando os malfeitores do costume lhes meterem as patorras imundas) em impostos e pagam todos a doer. O que preferem?
LOL! Claro que sim! É ver a carrada de “privados” a fazer fila (não se deve dizer bixa) todos desejosos de se lançarem na construção desta e doutras magníficas obras… e apenas pelo valor das portagens. É claro, desde que estas tenham valores “mínimos” garantidos antecipadamente pelo estado. Maravilhas do empreendedorismo.
Por onde tem andado nestes últimos anos, caro Vasco?
Tenho andado por cá, infelizmente.
Temos um recente exemplo disso.
O Estado imputou à Lusoponte o custo da Ponte Salazar?
A Lusoponte pagou na íntegra o custo da Ponte Vasco da Gama?
– Então, como se fez receber portagens pelas duas?
Negociatas desse chico-espertismo de despotismo governativo da canalha inimputável, acho que dispensamos bem… (pelo menos os que não são beneficiários dessa javardice moral).
Esquecem-se que este tipo de infraestruturas tem custos de manutenção elevadíssimos, muito mais que as autoestradas. A ponte sobre o Tejo, com quase 50 anos, em estrutura metálica e sobre água salgada é um exemplo de como uma estrutura destas, para manter a segurança, necessita de muitos milhões por ano em manutenção. No caso do túnel, penso que ao fim de meia dúzia de anos, quando a manutenção começasse a importar, duvido que as portagens chegassem para pagar o seu custo.
Claro… quer encomendar uma medalha para os gestores da Lusoponte, por serviço tão altruísta, a bem da nação?
Não é preciso, porque acho que já têm…
Haja paciência para a falta de vergonha pública.
A notícia do link é de 2011. Creio que de lá para cá o projecto terá sido metido na gaveta, como é lógico.
Mas é só legislar para evitar isto, estabelecendo condições.
Se o túnel for contratado, é porque a actual maioria o quer.
Quer-se-dezer que esta maqueta é uma premonição do que vai acontecer, isto é, um afundanço.
4 euros cada portagem;
2000por dia…com sorte.
8 000 euros
por mês: 240000 euros
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com as derrapagens a obra ficará em 90 milhões; deixá-lo, em 320 meses aprox. está pago??
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só que vai ter que ser instituída a Comissão de Gestão do Empreendimento, com 3 gestores a ganharem 7000euros, 12 secretárias a ganharem 1500 euros, outsourcing da “Clean Cia. Inc.” (limpezas, e manutenção) 6000 euros mês, tudo somado…cerca de 40 000 eur mês em gasto com o pessoal.Então….
…390 meses…está pago….como se não houvesse amanhã.
…ou o Menezes tem dinheiro do seu bolso para avançar?
Este projecto morreu em 1911 e foi sepultado juntamente com o TGV/Sóctrates…
Para quê acordar fantasmas?
O posteiro lá sabe!
Só uma chamada de atenção: “Praia de Lavadores” e, não, “dos Lavadores”. Pronuncia-se “Lavadóres” (o ó bem aberto e não tem a vem com lavadores).
(Talvez o Luís o saiba, mas escreveu “Praia dos Lavadores”, de propósito, ou não).
Quanto ao projeto, nem comento…