Palavras para recordar (59)


Pedro Correia,

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PINTO MONTEIRO

Diário de Notícias, 21 de Maio de 2008

«Seja político, pedreiro, capitalista ou pobre, como princípio geral não há ninguém impune no País.»

22 comentários em “Palavras para recordar (59)”

  1. Um dos rostos insignes da não menos insigne “justiça” porTuguesa.
    Faltam os da cândida candinha e o daquela caricatura de Bordalo que responde por noronha nascimento.

    JSP

    1. Uma diversão, isso sim!
      Mistério empírico como a humanidade sobreviveu sem eles. (Blogues)
      Sobreviveu porque somos uns resistentes, mas em muito amargas condições.

      Num blogue a preceito,
      eu nunca me comprometo.
      Bem falante e doutorado,
      sem falácia nem maldade,
      presunção ou vaidade,
      verdadeiro e transparente,
      creia o mundo o que afirmo,
      como a mais profunda verdade,
      pois isento de falsidade,
      sou a voz da sinceridade.

        1. Profunda verdade! Cega nunca foi e estrábica nem sonhada.
          De visão perfeitamente lúcida, sabe, sem nunca se enganar, distinguir sem laivos de dúvida ou hesitação, onde ser aplicada.

  2. Pedreiro e pobre um espirro na rua e cai-lhe a justiça em cima.
    Os outros, o ouro dita a lei.

    1. As leis são como os muros, feitas/os para proteger os poderosos.
      Outra coisa não podia ser: os poderosos fazerem leis para proibir os fracos de o serem.

  3. Calma!
    O homem disse “…como princípio geral…”.
    Quanto à prática, ele não disse nada.

    João de Brito

  4. Eu sei que o post é de dia 13, mas só consigo escrever agora, porque me estive a rir até hoje.
    Só uma pequena comparação…. esta semana conheceu-se a sentença do chamado burlão das notas de 50 euros… um indivíduo, engenheiro de formação, que por desilusões passionais se aventurou no mundo das drogas. Ora, vendo-se sem dinheiro para aguentar o vício, o homem resolveu tentar o crime, mas como não conseguia fazer mal a ninguém, optou por um modus operandi simples… entrava no café a falar ao tlm, com uma nota de 50 euros na mão, pedia uma tosta mista e fugia com o troco… e com a sua nota de 50 euros. Ao todo apropriou-se de 1.300 euros e nunca usou de violência, nem roubou mais de 50 euros à mesma pessoa. Foi condenado a 12 anos de cadeia, pena efetiva…. 12 ANOS.
    Não é que ache mal… foi um belo de um castigo… mas depois de recordar o caso BPN, em que o nosso querido ex-mimistro da saúde desviou, juntamente com o seu cúmplice, 85 milhões de euros e foram ambos condenados a 6 anos… sim 6 ANOS, de cadeia…. Só dá para rir.
    Portanto a cadeia até pode ser a mesma para o pedreiro ou para o político, mas o tribunal não é com certeza.

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